Como pais não somos culpados pelo uso de drogas de nossos amigos e familiares, mas...

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Os Mecanismos Cerebrais do Abuso de Drogas
Enviado por Daniel, dom, 12/02/2007 - 20:40
Quando uma pessoa usa uma droga psicoativa e o efeito por ela produzido é de alguma forma agradável, este efeito adquire para aquela pessoa o caráter de uma recompensa. Como o comprovam estudos experimentais realizados por psicólogos comportamentalistas, todos os comportamentos que são reforçados por uma recompensa tendem a ser repetidos e aprendidos. E as sucessivas repetições tendem a fixar não só o comportamento que conduz à recompensa, mas, também, estímulos, sensações e situações indiferentes eventualmente associados a esse comportamento. Os usuários de drogas referem, por exemplo, que o ver certos lugares ou pessoas, o ouvir certas músicas, etc., desencadeando-lhes a vontade de usar sua droga preferencial. Usando tomografia com emissão de pósitrons (PET), a Dra. Edythe D. London e seus colegas do Centro de Pesquisa em Adição, em Baltimore, obtiveram imagens mostrando que em pessoas que haviam usado cocaína, deixas associadas ao uso da cocaína, disparavam aumento no metabolismo da glicose em regiões cerebrais associadas com a memória e o aprendizado (córtex pré-frontal lateral, amígdala e cerebelo). Estamos ainda longe de saber todas as alterações na química e, consequentemente, na estrutura cerebral que fundamentam a recompensa e servem de reforço aos diversos comportamentos, inclusive ao uso de drogas. Entretanto, estudos recentes indicam que há uma cadeia de reações, envolvendo diversos neurotransmissores, que culmina com a liberação do neurotransmissor dopamina em uma região do cérebro chamada núcleo accumbens.
Este núcleo, que recebe projeções de células dopaminérgicas situadas na área tegmental ventral, é um local de convergência para estímulos procedentes da amígdala, hipocampo, área entorrinal, área cingulada anterior e parte do lobo temporal. Deste núcleo partem eferências para o septo, hipotálamo, área cingulada anterior e lobos frontais. Devido às suas conexões aferentes e eferentes o núcleo accumbens desempenha importante papel na regulação da emoção, motivação e cognição.
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