- Abuso de drogas
- Alcoolismo
- Alimentação
- Atualidades sobre drogas
- Calmantes e Tranquilizantes
- Co-dependência
- Comportamento
- Criar Conteúdo
- Definições
- Drogas e esquizofrenia
- Drogas e leis
- Drug Abuse (english)
- Glossário
- Links e portais sobre drogas
- Os doze passos
- Plano de prevenção à recaída
- Prevenção
- Redação
- Sobre recuperação
- Tipos de drogas
- Tratamento & Pesquisas
- Páginas recentes
- Mapa do site
Psicoestimulantes: As Anfetaminas e a Cocaína
Enviado por Daniel em dom, 12/02/2007 - 20:52.
Os psicoestimulantes abrangem um grupo de drogas de diversas estruturas e que têm em comum ações como aumento da atividade motora e redução da necessidade de sono.
Estas drogas diminuem a fadiga, induzem a euforia e apresentam efeitos simpaticomiméticos (aumento das ações do sistema nervoso simpático). Compreendem as seguintes drogas: anfetamina e cocaína.
As Anfetaminas
É o grupo mais comum das drogas psicoestimulantes. Representado pela dextroanfetamina (ou simplesmente anfetamina), metanfetamina, fenmetazina. Mais recentemente foram introduzidas a metilenodioxianfetamina (MDA) e metilenodioximetanfetamina (MDMA - "ecstasy"). Estas últimas drogas tem mais efeitos próprios da anfetamina do que alucinógenos.
Os derivados anfetamínicos podem agir de diversas maneiras, mas provavelmente agem principalmente aumentando a liberação de neurotransmissores.
As drogas semelhantes à anfetamina são classificadas como agonistas de ação indireta das sinápses noradrenégicas, dopaminergicas e serotoninérgicas. Estas ações resultam tanto da inibição da recaptação dos neurotransmissores como da inibição da enzima monoamino oxidase (MAO).
A anfetamina é agonista de ação indireta das aminas, especialmente noradrenalina e dopamina:
- Inibição competitiva do transporte de noradrenalina e dopamina e em altas doses inibe também a recaptação de serotonina.
- Libera dopamina e noradrenalina independente de Ca++ ,(causa liberação do neurotransmissor independente do despolarização do terminal nervoso).
- Inibe competitivamente a enzima MAO.
As drogas semelhantes à anfetamina revelaram um padrão típico de abstinência, manifestado por sinais e sintomas que são o oposto daqueles produzidos pela droga. Os usuários privados da droga ficam sonolentos, tem apetite voraz, ficam exaustos e podem vir a apresentar depressão psíquica. A tolerância desenvolve-se rapidamente de modo que os usuários abusivos podem tomar doses maiores em comparação àquelas usadas como anorexígenos por exemplo.
A Cocaína
A cocaína é um alcalóide extraído da planta do gênero Erythroxylon, arbusto cultivado em regiões andinas e amazônicas.
A dependência à cocaína depende de suas propriedades psicoestimulantes e ação anestésica local. A dopamina é considerada importante no sistema de recompensa do cérebro, e seu aumento pode ser responsável pelo grande potencial de dependência da cocaína.
A cocaína sob a forma de cloridrato, é administrada por diferentes vias. Pode ser aspirada, sendo absorvida pela mucosa nasal. A cocaína causa vasoconstrição de arteríolas nasais, levando a uma redução vascular o que limita a sua absorção. O uso crônico freqüentemente acarreta necrose e perfuração do septo nasal, como conseqüência da vasoconstrição prolongada. Injetada por via venosa induz efeito extremamente rápido, intenso e de curta duração. Mais recentemente, tem-se popularizado o uso por via pulmonar, sendo a droga inalada com dispositivo tipo cachimbo ou em cigarros. Nesse caso, é empregado o crack, que é a base livre, preparada por alcalinização de cloridrato e extraindo-o com solvente não polares. Embora parte do alcalóide seja destruida pela temperatura alta, a cocaína é prontamente absorvida pelos pulmões, atingindo concentrações sanguíneas máximas em poucos minutos, e comparável com a administração venosa, porém por um tempo reduzido. A injeção venosa raramente é usada pela possibilidade de intoxicação por dose excessiva. Esta via é a mais responsável pelas alterações cardiovasculares e arritmias.
A potência e a pureza da cocaína disponível variam amplamente.
A meia-vida plasmática da cocaína é curta, de modo que os efeitos após uma dose única persiste apenas uma hora ou um pouco menos. Em consequencia disto, a vivência de euforia pode ser repetida muitas vezes no decorrer de um dia ou uma noite.
A cocaína aumenta dopamina e noradrenalina em doses normais e o aumento da serotonina só ocorre em altas doses, porque atua inibindo à recaptação para estes neurotransmissores. Em geral há um consenso neste mecanismo de ação, mas é controversio se a cocaína atua como um inibidor competitivo ou não competitivo no transporte desta proteína.
A capacidade da cocaína induzir alterações do humor depende da quantidade de dopamina e noradrenalina liberada no cerébro.
O efeito psicoestimulante varia na intensidade de moderado à tóxico com o aumento da dose.
Muitos dos efeitos descritos exibem tolerância, sendo que o efeito estimulante de suprimir o apetite desenvolve-se dentro de poucas semanas.
Após o uso contínuo pode desencadear-se estado de psicose tóxica, com alucinações visuais e auditivas, delírio, idéias paranóides e tendências suicidas.
A cocaina quando ingerida com álcool, leva a formação de um metabólito conjugado cocetileno, que tem propriedades psicoativa e uma meia-vida maior que a cocaína e o etanol ingeridos separadamente, seu acumulo leva rapidamente a um quadro de intoxicação.
Os efeitos cardiovasculares são complexos e são dose dependente. O aumento da noradrenalina aumenta a resistência periferica total, levando a um aumento da pressão arterial. Esta vasoconstricção reduz a capacidade da perda de calor pela pele e contribui para uma hipertermia. Os efeitos anestésicos locais interferem com a condução miocardiaca levando a arritmias cardíacas e convulsões.
Como complicações do uso crônico desta droga temos a psicose paranóide e edndocardite bacteriana devido ao uso de seringas contaminadas.
As intoxicações por doses excessivas de cocaína em geral são rapidamente fatais como arritmias, depressão respiratória e convulsão.
- Por favor, se logue ou se registre para poder enviar comentários
- Versão para impressão
- 4519 leituras
Mais visitados:
Hoje:
- Causas e consequências da dependência química
- Tabaco
- Êxtase: MDMA ou 3,4 metilenodioximetanfetamina
- Maconha
- Drogas Estimulantes (Anfetaminas)
- Os Diferentes Tipos de Drogas de Abuso
- Álcool e adolescência I: Causas do alcoolismo
- Conceitos de drogas psicoativas lícitas e ilícitas
- Mapa do Site
- Jovens e drogas: sociabilidades alternativas. Uma pesquisa antropológica
- Maconha: Informações Para os Adolescentes
- A personalidade do usuário de drogas
- GHB: Efeitos do ácido gama-hidroxibutírico (Ecstasy liquido)
- Por que as pessoas usam drogas
- Internação compulsória para tratamento de alcoólatras e dependentes químicos
- Recaída e síndrome de abstinência
- Esteróides Anabolizantes
- Cocaína e crack entre adolescentes
- Tranqüilizantes ou ansiolíticos
- Cocaína, Freud e a sua Noiva.
Technorati Tags:
Somente um médico pode diagnosticar doenças,
indicar tratamentos e receitar medicamentos.
O(s) autor(es) dos artigos é indicado ao final de cada página.
As informações disponíveis nesta página possuem caráter educativo.