A naltrexona é um narcótico não viciante, antagonista opiáceo que ajuda a evitar o uso dependente de heroína ou de outros narcóticos opiáceos em indivíduos dependentes.
O alcoolismo entre as mulheres supera as particularidades observadas no âmbito meramente psiquiátrico. Além das características já reconhecidas neste campo, é necessário reconhecer as demais áreas de impacto do consumo de álcool pelas mulheres.
O fenômeno da excitotoxicidade resulta da ativação excessiva da neurotransmissão glutamatérgica, onde pode ocorrer degeneração neuronal em algumas regiões específicas do SNC, sendo o receptor NMDA o principal canal envolvido na morte neuronal.
A administração aguda de etanol produz uma diminuição significativa na concentração de Ca2+, enquanto o uso crônico dessa droga sensibiliza neurônios hipocampais à excitotoxicidade mediada por receptores NMDA.
É relatado o caso de um paciente, sexo masculino, brasileiro, 41 anos, católico, casado, vendedor, com antecedentes de alcoolismo, mas que estava abstinente há quatro anos e sete meses. Começou a se automedicar com um produto fitoterápico para aliviar sintomas digestivos.
O álcool produz vários efeitos na medula óssea, resultando em anemia, leucopenia e trombocitopenia. A ingestão crônica de etanol contribui para o aparecimento de disfunções plaquetárias e anemias carenciais, principalmente por deficiências de folato. A hepatopatia crônica ligada ao alcoolismo tem, como complicações, hemólise e alterações de coagulação.
Alcoolismo tem sido estudado como uma condição psicopatológica que está relacionada com uma elevada taxa de transmissão familiar. Filhos de alcoolistas apresentam um risco cerca de quatro vezes maior de se tornarem alcoolistas na idade adulta quando comparados com a população geral. Estudos transversais tem indicado uma alta freqüência de problemas psiquiátricos entre filhos de alcoolistas.
A alta prevalência de uso de substâncias psicoativas em pacientes com transtornos psiquiátricas tem recebido atenção cada vez maior por parte dos pesquisadores. Transtorno Bipolar e Alcoolismo são doenças familiares com fatores genéticos implicados na sua etiologia. A relação genético-familiar entre ambas é controversa e tem sido estudado de forma insuficiente.
2.3. Sinais precoces do alcoolismo na adolescência
2.3.1. Considerações preliminares
Inicialmente deve-se considerar algumas dificuldades e limitações quanto ao uso dos marcadores biológicos, das escalas de avaliação e dos marcadores da quantidade de consumo e álcool.
Embora tenhamos observado casos em que os indivíduos estabelecem uma relação problemática quase instantânea com álcool ou outras substâncias psicoativas, a progressão para um transtorno por uso de substância geralmente acontece em três etapas.
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