Introdução
A inclusão da família no tratamento de dependentes químicos tem sido consideravelmente estudada, no entanto, não existe um consenso sobre o tipo de abordagem a ser utilizado, dentre as várias propostas. A literatura tem concluído que a terapia familiar e de casal produzem melhor desfecho quando comparada com famílias que não são incluídas no tratamento1,2. Dentro deste contexto, três modelos teóricos têm dominado a conceitualização das intervenções familiares em dependência(F1x.2)Em termos gerais, o estado de necessidade ou dependência de alguma coisa ou alguém para apoio, funcionamento ou sobrevivência. Quando aplicado ao álcool e outras drogas, o termo implica a necessidade de repetidas doses da droga para sentir-se bem ou para evitar sensações ruins. No DSM-IIIR, a dependência é definida como “um conjunto de sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos que indicam que uma pessoa tem o controle do uso da substância psicoativa prejudicado e persiste nesse uso a despeito de conseqüências adversas”. Equivale aproximadamente à síndrome de dependência da CID-10. No contexto da CID-10, o termo dependência refere-se de maneira geral a qualquer dos elementos da síndrome. O termo é freqüentemente usado como equivalente de adicção e de alcoolismo.Em 1964 uma Comissão de Peritos da OMS introduziu “dependência” em substituição a adicção e hábito10. O termo pode ser usado de maneira genérica em relação a todas as drogas psicoativas (dependência de drogas, dependência química, dependência do uso de substância), ou referir-se especificamente a uma droga em particular ou a uma classe de drogas (p.ex., dependência de álcool, dependência de opióide). Embora a CID-10 descreva dependência em termos aplicáveis a todas as classes de drogas, há diferenças entre os sintomas de dependência característicos das diferentes drogas.De forma não qualificada, dependência refere-se a ambos os elementos físicos e psicológicos. A dependência psicológica ou psíquica refere-se à vivência de controle prejudicado sobre o beber ou o uso da droga (veja craving, compulsão), ao passo que a dependência fisiológica ou física refere-se à tolerância e aos sintomas de abstinência (veja também neuro-adaptação). Em discussões de orientação biológica, dependência é freqüentemente usada com referência à dependência física apenas.Ainda no contexto psicofarmacológico, emprega-se também dependência ou dependência física num sentido mais limitado para referir-se exclusivamente ao desenvolvimento de sintomas de abstinência que seguem uma interrupção do uso de droga. Neste sentido restrito, a dependência cruzada é vista como complementar a tolerância cruzada, e ambas definições referem-se somente à sintomatologia física (neuroadaptação). química: o modelo da doença familiar; o sistêmico e o comportamental.
O modelo de doença familiar considera o alcoolismo ou o uso nocivo(F1x.1) (em inglês: harmful use)Um padrão de consumo de qualquer substância psicoativa que causa dano para a saúde. O dano pode ser físico (por exemplo, hepatite secundária ao uso de injeção de drogas) ou mental (por exemplo, episódios depressivos secundários à ingestão abundante de álcool). Comumente, mas não invariavelmente, o uso nocivo tem conseqüências sociais adversas; no entanto apenas conseqüências sociais não são suficientes para justificar o diagnóstico de uso nocivo.O termo foi introduzido na CID-10 e suplantou o “uso não dependente” como formulação diagnóstica. O equivalente mais aproximado em outros sistemas diagnósticos (por exemplo, o DMS-IIIR) é abuso de substância, que usualmente inclui conseqüências sociais.Veja também:uso arriscado de drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. como uma doença que afeta não apenas o dependente, mas também a família. Esta idéia teve origem nos Alcoólicos Anônimos, em meados de 1940, através dos livros de Black3 e Wegsheider4 que descrevem a criança que cresce em uma família que possui histórico familiar de alcoolismo e como as suas expectativas influenciarão seu comportamento adulto. Mais recentemente, estudos têm focado que a doença do alcoolismo manifesta sintomas específicos nas esposas e companheiros de dependentes químicos, dando origem ao conceito de co-dependência5,6, embora este tenha recebido críticas7,8,9. Este modelo envolve o tratamento dos familiares sem a presença do dependente (Grupos de Al-AnonVeja grupo de ajuda mútua; grupo dos 12 passos.), que consiste em grupos de auto-ajuda com o objetivo de entender os efeitos do consumo de álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um numeroso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consumida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos potencialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxicação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decorrentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuropatia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica. e drogasDrogas por parte dos dependentes nos familiares e como reparar o que a convivência com um dependente faz na família, seguindo os princípios do AA.
Até o presente, momento a produção científica é limitada neste tipo de abordagem10. No entanto, as intervenções familiares baseadas neste modelo são muito comuns em programas de tratamento em dependência química e produzem forte impacto na opinião pública.
O modelo sistêmico considera a família como um sistema, em que se mantém um equilíbrio dinâmico entre o uso de substâncias e o funcionamento familiar. Em meados de 1970 a 1980, este modelo passou a exercer grande influência entre profissionais de saúde no tratamento da dependência química. Na perspectiva sistêmica, um dependente químico exerce uma importante função na família, que se organiza de modo a atingir uma homeostase dentro do sistema, mesmo que para isso a dependência química faça parte do seu funcionamento e muitas vezes, a sobriedade(1) Abstinência continuada do uso de álcool e de drogas psicoativas (veja recuperação).(2) No uso corrente dos Alcoólicos Anônimos e de outro grupos de ajuda-mútua, refere-se à aquisição e manutenção do controle sobre a vida e seu equilíbrio, em geral. “Limpo” , “seco” e “direito” são alguns sinônimos de sóbrio, principalmente em relação a drogas.(3) Menos freqüente atualmente, a moderação ou padrões habituais de ingestão moderada, próximo do sentido inicial de temperança. pode afetar tal homeostase. O terapeuta utiliza varias técnicas para clarificar o funcionamento familiar e promover mudanças de padrões e interações familiares.
Pesquisas sobre esta abordagem têm mostrado efeitos benéficos na interação familiar e conseqüentemente no comportamento aditivo4,11,12,13,14,15.
O modelo comportamental baseia-se na teoria da aprendizagem e assume que as interações familiares podem reforçar o comportamento de consumo de álcool e drogas. O princípio é que os comportamentos são apreendidos e mantidos dentro de um esquema de reforçamento positivo e negativo nas interações familiares. Inclui a teoria da aprendizagem social, modelo do comportamento operante e condicionamento clássico, incluindo os processos cognitivos16. Este modelo tem propiciado a observação de alguns padrões típicos observados nas famílias, tais como: reforçamento do beberIngestão de bebida; especificamente, neste contexto, uso de bebida alcoólica. como uma maneira de obter atenção e cuidados; amparo e proteção do dependente de álcool quando relata conseqüências e experiências negativas decorrentes do hábito de beber; punição do comportamento de beber17,18. O tratamento tem como objetivo a modificação do comportamento da esposa ou das interações familiares que podem servir como um estímulo para o consumo nocivo de álcool ou desencadeadores de recaídas, melhorando a comunicação familiar, a habilidade de resolver problemas e fortalecendo estratégias de enfrentamento que estimulam a sobriedade. Vários estudos referentes a este modelo descreveram desfechos melhores e redução na utilização da substância de abuso14,19,20,21,22,23,24.
Já a abordagem cognitiva-comportamental mescla técnicas da escola comportamental e da linha cognitiva. Esta abordagem reza que o afeto e o comportamento são determinados pela cognição que a família tem a cerca da dependência química, sendo esta cognição disfuncional ou não. O foco é reestruturar as cognições disfuncionais através da resolução de problemas, objetivando dotar a família de estratégias para perceber e responder as situações de forma funcional.
Características Presentes em Famílias de Dependentes Químicos
O impacto que a família sofre com o uso de drogas por um de seus membros é correspondente as reações que vão ocorrendo com o sujeito que a utiliza25. Este impacto pode ser descrito através de quatro estágios pelos quais a família progressivamente passa sob a influência das drogas e álcool:
1. Na primeira etapa, é preponderantemente o mecanismo de negação. Ocorre tensão e desentendimento e as pessoas deixam de falar sobre o que realmente pensam e sentem.
2. Em um segundo momento, a família demonstra muita preocupação com essa questão, tentando controlar o uso da droga, bem como as suas conseqüências físicas, emocionais, no campo do trabalho e no convívio social. Mentiras e cumplicidades relativas ao uso abusivo de álcool e drogas instauram um clima de segredo familiar. A regra é não falar do assunto, mantendo a ilusão de que as drogas e álcool não estão causando problemas na família.
3. Na terceira fase, a desorganização da família é enorme. Seus membros assumem papéis rígidos e previsíveis, servindo de facilitadores. As famílias assumem responsabilidades de atos que não são seus, e assim o dependente químico perde a oportunidade de perceber as conseqüências do abuso de álcool e drogas. É comum ocorrer uma inversão de papéis e funções, como por exemplo, a esposa que passa a assumir todas as responsabilidades de casa em decorrência o alcoolismo do marido, ou a filha mais velha que passa a cuidar dos irmãos em conseqüência do uso de drogas da mãe.
4. O quarto estágio é caracterizado pela exaustão emocional, podendo surgir graves distúrbios de comportamento e de saúde em todos os membros. A situação fica insustentável, levando ao afastamento entre os membros gerando desestruturação familiar.
Embora tais estágios definam um padrão da evolução do impacto das substâncias, não se pode afirmar que em todas as famílias o processo será o mesmo, mas indubitavelmente existe uma tendência dos familiares de se sentirem culpados e envergonhados por estar nesta situação. Muitas vezes, devido a estes sentimentos, a família demora muito tempo para admitir o problema e procurar ajuda externa e profissional, o que corrobora para agravar o desfecho do caso.
E os filhos?
Crescer em uma família que possui um dependente químico é sempre um desafio, principalmente quando falamos do contato direto de crianças e adolescentes com esta realidade. Filhos de dependentes químicos apresentam risco aumentado para transtornos psiquiátricos, desenvolvimento de problemas físico-emocionais e dificuldades escolares. Dentre os transtornos psiquiátricos, apresentam um risco aumentado para o consumo de substâncias psicoativas quando comparado com filhos de não dependentes químicos, sendo que filhos de dependentes de álcool têm um risco aumentado em 4 vezes para o desenvolvimento do alcoolismo26,27,28. No entanto, também é um grupo com maior chance para o desenvolvimento de depressão, ansiedadeAnsiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc., transtorno de conduta e fobia social29,30,31,32.
Em relação ao desenvolvimento de problemas físico-emocionais, é predominante a baixa auto-estima, dificuldade de relacionamento, ferimentos acidentais, abuso físico e sexualA saúde sexual refere-se às áreas da medicina envolvidas com a reprodução humana e comportamento sexual, as doenças sexualmente transmissíveis, os métodos contraceptivos, anticoncepcionais, entre outros.. Na maioria das vezes os filhos sofrem com uma interação familiar negativa e um empobrecimento na solução de problemas, uma vez que estas famílias são caracterizadas como desorganizadas e disfuncionais33. Aproximadamente um a cada três dependentes de álcool tem um histórico familiar de alcoolismo e a probabilidade de separação e divórcio entre casais é aumentada em 3 vezes quando esta união se dá com um dependente de álcool34. Fatores como falta de disciplina, falta de intimidade no relacionamento dos pais e filhos e baixa expectativa dos pais em relação à educação e aspirações dos filhos também contribuem para o desenvolvimento de problemas emocionais, bem como o consumo de substâncias psicoativas35.
Estudos sobre violência familiar retratam altas taxas de consumo de álcool e drogas, sendo que filhos geralmente são as testemunhas da violência entre o casal e família, e por vezes alvo de abusos físicos e sexuais36,37. Esta população também está mais freqüentemente envolvida com a polícia e com problemas legais quando comparados com filhos com ausência de pais dependentes químicos38.
No que tange as dificuldades escolares, filhos de dependentes de álcool apresentam menores escores em testes que medem a cognição e habilidades verbais uma vez que a sua capacidade de expressão geralmente é prejudicada, o que pode dificultar a performance escolar, em testes de inteligência, empobrecimento nos relacionamentos e desenvolvimento de problemas comportamentais39,40,32,41. Este empobrecimento cognitivo em geral se dá pela falta de estimulação no lar, gerando dificuldades em conceitos abstratos, exigindo que estas crianças tenham explicações concretas e instruções específicas para acompanhar o andamento da sala de aula.
Estudo realizado no CUIDA (Centro Utilitário de Intervenção e Apoio aos Filhos de Dependentes Químicos) 42, situado na periferia de São Paulo, detectou que na maioria das famílias o pai é o dependente químico (67%), tendo como substância de escolha o álcool (75%). 59% dos cônjuges que não eram dependentes químicos apresentaram risco aumentado para a ocorrência de transtornos em saúde mental. Nas crianças foi observado timidez e sentimento de inferioridade; depressão; conflito familiar; carência afetiva e bom nível de energia que é indicativo de equilíbrio emocional e mental. Nos adolescentes, foi observado maior índice de problemas em Desordens Psiquiátricas, Sociabilidade, Sistema Familiar e Lazer/ Recreação.
Apesar de seu estado de risco, é importante salientar que grande parte dos filhos de dependentes de álcool é acentuadamente bem ajustada39, e por tal uma abordagem preventiva de caráter terapêutico e reabilitador pode ser de vital importância no desenvolvimento saudável de filhos de dependentes químicos.
Tratamento
Inicialmente a disponibilidade dos membros será um fator relevante para um bom encaminhamento, no entanto nem sempre isso é possível. Por isso algumas intervenções que antecedem este processo são favoráveis, como atendimentos individuais às esposas ou pais e/ou intervenções de orientação e suporte. É através do atendimento familiar que os membros passam a receber atenção não só para suas angústias, como também começam a receber informações fundamentais para a melhor compreensão do quadro de dependência química, e conseqüentemente melhora no relacionamento familiar. Uma avaliação familiar pode ser um grande auxiliar no planejamento do tratamento; fornece dados que corroboram com o diagnóstico do dependente químico, bem como funciona como forte indicador do tipo de intervenção mais adequado tanto à família quanto ao dependente.
A American Society of Addiction Medicine propõe três fases para o tratamento de famílias de dependentes químicos, sendo que o nível de intervenção varia de acordo com a meta de tratamento estabelecida, bem como as necessidades da família. A tabela abaixo sumariza os níveis de intervenção familiar de acordo com as fases:
|
A fase I tem como objetivo o dependente a atingir a abstinênciaA abstenção do uso de droga ou (particularmente) de bebidas alcoólicas, por questão de princípio ou por outras razões.Quem pratica a abstinência de álcool é chamado de “abstêmio” ou “abstêmio total”. A expressão “atualmente abstinente”, freqüentementeempregada em inquéritos populacionais, geralmente define uma pessoa que não ingeriu bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses; esta definição não coincide necessariamente com a descrição que o próprio indivíduo faz de si como um abstêmio.O termo “abstinência” não deve ser confundido com “síndrome de abstinência” ( Deve-se, no entanto, diferenciar “abstêmio” (pessoa que não bebe ou não usa drogas) de “abstinente” (pessoa que presentemente não está bebendo, que não está usando drogas).Veja também: sobriedade; temperança.. Para tal é importante auxiliar as pessoas a assumir a responsabilidade sobre seus comportamentos e sentimentos. Por vezes, alguns membros podem ser atendidos conjuntamente, enfatizando a diminuição da reatividade do impacto de um familiar nos outros. Ao pensar no modelo de doença, nesta fase é trabalhado o conceito de co-dependência. No referencial sistêmico, o foco centra-se na esposa definir uma posição de modo a quebrar o circulo repetitivo do funcionamento familiar e desta forma, auxiliar o dependente em sua recuperaçãoA manutenção de qualquer forma de abstinência de álcool e/ou de drogas. O termo é particularmente associado com os grupos de ajuda mútua; entre os Alcóolicos Anônimos (AA) e outros grupos dos doze passos refere-se ao processo de atingir e manter a sobriedade. Posto que a recuperação é vista como um processo que dura toda a vida, um membro do AA é sempre visto internamente como um alcoólico “em recuperação”, embora o termo alcoólico “recuperado” possa ser usado fora do grupo.. O referencial comportamental trabalha com a perspectiva de visualizar comportamentos do cônjuge que reforcem o comportamento aditivo, almejando a substituição por comportamentos que reforcem a sobriedade.
Na fase II, o foco é identificar padrões disfuncionais na família como um todo, tanto na família de origem, quanto da família de procriação. Nesta fase é importante retomar rituais familiares e conforme o grau de dificuldade, o encaminhamento para uma psicoterapia familiar especializada pode ser realizado.
A fase III é definida como uma nova fronteira no tratamento da dependência química, sendo uma das áreas menos exploradas e talvez uma das mais controversas. Muito tempo após a cessação do consumo de substâncias, alguns relacionamentos continuam desgastados. Nesta fase o tratamento tem como meta aumentar a intimidade do casal e a participação de ambos no processo é fundamental.
Em termos de modalidades, podemos trabalhar com:
- Grupos de Pares: Nesta modalidade os membros da família são distribuídos em diferentes grupos de pares: dependentes químicos, pais, mães, irmãos, cônjuges, etc. A interação entre pares é facilitadora de mudanças uma vez que escutar de um par não é o mesmo que escutar de um profissional, porque o par passa por situação semelhante e não é alvo de fantasias e idealizações como o terapeuta.
- Grupos de Multifamiliares: através de um encontro de famílias que compartilham da mesma problemática, cria-se um novo espaço terapêutico que permite um rico intercâmbio a partir da solidariedade e ajuda mútua, onde as famílias se convocam para ajudar a solucionar o problema de uma e de todas, gerando um efeito em rede. Todas as famílias são participantes e destinatárias de ajuda.
- Psicoterapia de Casal: Casais podem ser atendidos individualmente ou também em grupos, uma vez que o profissional tenha habilidades para conduzir as sessões sem expor particularidades que não sejam adequadas ao tema focado.
- Psicoterapia Familiar: abordagem mais especializada segundo um referencial teórico de escolha do profissional para a compreensão do padrão familiar e intervenção. Nesta modalidade se reúne a família e o dependente químico.
Vale ressaltar que a diversidade do atendimento familiar também se refere ao processo, havendo diferenças entre as famílias que recebem psicoterapia familiar, daquelas que esporadicamente são atendidas dentro do tratamento do dependente químico. Conforme a modalidade adotada, é possível conciliar sessões abertas com sessões dirigidas, tanto em grupo quanto individual, com ou sem a presença do dependente, desde que acordado previamente entre as partes.
Considerações Finais
Muitos fatores de diversas etiologias contribuem para o desenvolvimento da dependência química, no entanto, a organização familiar mantém uma posição de saliência no desenvolvimento e prognóstico do quadro de dependência química. Neste sentido, a abordagem familiar deve ser considerada como parte integrante do tratamento e um programa bem sucedido é essencial para um desfecho favorável. Daí a necessidade de se especificar o tipo de intervenção de acordo com a meta do tratamento e as necessidades e capacidades da família, evitando adiantar-se a prontidão e motivação da mesma para a mudança.
20/08/2004
Autores
Neliana Buzi Figlie
Psicóloga, Especialista em Dependência Química, Mestre e doutoranda pelo Depto de PsiquiatriaPsiquiatria é uma especialidade da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como depressão, doença bipolar, esquizofrenia e transtornos de ansiedade.A meta principal é o alívio do sofrimento psíquico e o bem-estar psíquico. Para isso, é necessária uma avaliação completa do doente, com perspectivas biológica, psicológica, sociológica e outras áreas afins.Uma doença ou problema psíquico pode ser tratado através de medicamentos ou várias formas de psicoterapia.A avaliação psiquiátrica envolve o exame do estado mental e a história clínica. Testes psicológicos, neurológicos e exames de imagem podem ser utilizados na avaliação, assim como exames físicos. Os procedimentos diagnósticos variam mas os critérios oficiais estão descritos em manuais como a CID-10 da Organização Mundial de Saúde e o DSM-IV da American Psychiatric Association. da Universidade Federal de São Paulo, Coordenadora do Ambulatório de Alcoolismo da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas), Coordenadora Geral CUIDA (Centro Utilitário de Intervenção e Apoio aos Filhos de Dependentes Químicos).
Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas)/Programa Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein
Referências bibliográficas
- O'Farrel TJ. Families and alcohol problems: An overview of treatment research. J Fam Psychology 1992; 5:339-59.
- Stanton MD, Shadish WR. Outcome, attrition, and family/couples treatment for drug abuse: a meta-analyses and a review of controlled, comparative studies. Psycho Bull 1997; 122:170-91.
- Black C. It will never happen to me! Denver, CO: Medical Administration Company; 1982.
- Zweben A, Pearlman S, Li S. A comparison of brief advice and conjoint therapy in the treatment of alcohol abuse: the results of the Marital Systems study. Brit J Addict, 1988; 83:899-16.
- Beattie M. Co-dependent no more. Minneapolis, MN: Hazelden; 1987.
- Schaef RW, Azrin NH. Community Reinforcement Training for families: a method to get alcoholics into treatment. In: O'Farrel T J editors. Treating alcohol problems: Marital and family interventions. New York: Guilford Press; 1986, pp. 34-53.
- Hands M, Dear G. Co-Dependency: a critical review. Drug Alc Rev 1994; 13:437-45.
- Harkness D; Cotrell G. The social construction of co-dependency in the treatment of substance abuse. J Subst Abuse 1997; 14(5): 473-9.
- Miller KJ. The co-dependency concept: does it offer a solution for the spouses of alcoholics? J Subst Abuse Treat 1994; 11(4):339-45.
- O'Farrel TJ. Marital and family therapy. In: Hester R, Miller W editors. Handbook of alcoholism treatment approaches. 2nd ed. Boston: Allyn & Bacon: 1995, pp.195-20.
- Bennun I. Two approaches to Family Therapy with Alcoholics: Problem-solving as Systemic Therapy. J Subst Abuse Treat 1985; 2:19-26.
- Bereson D. Alcohol and the family system. In: PJ Guerrin (Ed). Family Therapy: Theory and practice. New York: Gardner Press: 1976, pp.284-96.
- Keller DS; Galanter M; Weinberg S. Validation of a scale for network therapy: a technique for systematic use of peer and family support in addition treatment. Am J Drug Alc Abuse 1997 Feb; 23(1): 115-27.
- Stanton MD, Todd TC. The family therapy of drug abuse and addiction. New York: Guilford Press; 1982.
- Steinglass P. Family therapy with alcoholics: a review. In: Kaufman E, Kaufman P editors. Family therapy of drug and alcohol abuse. New York: Gardner Press: 1979, pp. 147-86.
- Collins RL, Leonard K, Searles JS. Alcohol and the family: research and clinical perspectives. New York: Guilford Press; 1990.
- McCrady BS. The family in the change process. In: Miller WR, Heather NH editors. Treating addictive behaviors: Process of Change. New York: Plenum: 1986, pp.305-18.
- McCrady BS; Epstein EE. Marital therapy in the treatment of alcoholism. In: Gurman AS, Jacobson N editors. Clinical handbook of marital therapy. 2nd ed. New York: Guilford Press: 1995, pp.369-93.
- Carroll KM, Cooney NL, Donovan DM, Longabaugh RL, Wirtz PW, Connors GJ, DiClemente CC, Kadden RR, Rounsaville BJ, Zweben A. Internal Validity of Project MATCH Treatments: Discriminability and Integrity. J Consult Clinic Psychology 1998; 66(2): 290-303.
- Catalano RF, Gainey RR, Fleming CB, Haggerty KP, Johnson NO. An experimental intervention with families of substance abusers: one-year follow-up of the focus on families project. Addiction 1999; (94)2:241-54.
- Corder BF, Corder RF, Laidlaw ND. An intensive treatment program for alcoholics and their wives. Quarterly J Stud Alc 1972; 33:1144-46.
- Nguyen TD, Attkisson CC, Stegner BL. Assessment of patient satisfaction: Development and refinement of a service evaluation questionnaire. Eval and Prog Plan 1983; 6:229-314.
- Noel NE, McCrady BS. Alcohol-focused spouse involvement with behavioral marital therapy. In: TJ O'Farrell editors. Treating alcohol problems: Marital and family interventions. New York: Guilford Press: 1993, pp.210-35.
- O'Farrel TJ, Cutter HSG, Choquette KA, Floyd FJ, Bayog RD. Behavioral marital therapy for male alcoholics: marital and drinking adjustment during two years after treatment. Behav Therapy 1992; 23:529-49.
- Payá R; Figlie N. Abordagem familiar em dependência Química. In: Aconselhamento em Dependência Química. São Paulo: Roca LTDA (in press 2004).
- West MO.; Prinz RJ. Parental alcoholism and childhood psychopathology. Psycholog Bull 1987; 102: 204-218.
- Merikangas KR; Leckman JF; Prussoff BA; Pauls DL; Weissman MM. Familial transmission of depression and alcoholism. Archiv Gen Psychiatr 1985; 42; 367-372.
- Cotton NS. The familial incidence of Alcoholism: A review. J Stud Alcoh 1979; 40: 89-116.
- Christensen HB; Bilenberg N. Behavioural and emotional problems in child of alcoholic mothers and fathers. Eur Child Adolesc Psychiatry 2000; 9:219-226.
- Hill SY; Locke J; Lowers L; Connolly, J. Psychopathology and achievement in children at high risk for developing alcoholism. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 1999; 38: 883-891.
- Kuperman S; Schlosser SS; Lidral J; Reich W. Relationship of child psychopathologyto parental alcoholism and antisocial personality disorder. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 1999; 38: 686-692.
- Furtado EF; Laucht M; Schmidt M. Estudo longitudinal prospectivo sobre risco de adoecimento psiquiátrico na infância e alcoolismo paterno. Rev Psiq Clin 2002; 29(2): 71-80.
- Halpern SC. O abuso de substâncias psicoativas: repercussões no sistema familiar. Pens fam 2002; 3: 120-125.
- National Association for Children of Alcoholics. Avaiable from URL: www.nacoa.org
- Leavit, F. Drugs and behavior. London: SAGE; 1995.
- Groves BM. Children who see too much. Boston, Massachusetts: Beacon Press; 2002.
- Tilmans-Ostyn E. Novas tendências no tratamento dos maus tratos e do abuso sexual na família. Pens fam 2001; 3: 30-49.
- Windle M.; Searles JS. Children of alcoholic: critical perspectives. New York: The Guilford Press; 1990.
- Sher KJ. Children of alcoholics: a critical appraisal theory and Research. Chicago: The University Chicago Press; 1991.
- Sher KJ. Psychological characteristics of children of alcoholics. Alcoh Health Res & Res World 1997; 21(3): 247-254.
- Moss HB; Vanyukov M; Majumder PP.; Kirisci L; Tarter RE. Pre-pubertal sons of substance abusers: influences of parental and familial substance abuse on behavioral disposition, IQ, and school achievement. Addict Behav 1995; 20(3): 345-358.
- Figlie N; Fontes A; Moraes E; Payá R. Filhos de Dependentes Químicos com fatores de risco bio-psico-sociais: necessitam de um olhar especial? Rev Psiq Clin 2004; 31(2): 53-62.
Mais Acessados Hoje
Hoje:
- Quais os efeitos imediatos (agudos) do uso da cocaína?
- Filhos adolescentes e as dificuldades que os pais enfrentam. Quem precisa de ajuda?
- Cocaína.
- Alcool e outras Drogas
- Tratamento para indivíduos com abuso ou dependência de cocaína e crack
- O dependente químico em recuperação
- Tratamento da dependência de álcool com Naltrexona: a droga que mata a sede de álcool
- Quais as conseqüências do uso continuado (crônico) da cocaína?
- Portais de Jornais e Revistas de Psiquiatria no Exterior
- Recaída e síndrome de abstinência
- Causas e consequências da dependência química
- A personalidade do usuário de drogas
- Maconha
- Solventes e inalantes
- O Tratamento da Família na Dependência Química
- O que é um adicto e 12 Passos
- Drogas Estimulantes (Anfetaminas)
- Naltrexona (Revia®):
- Uso e abuso de drogas na adolescência: o que se deve saber e o que se pode fazer
- Uso, abuso e dependência de cocaína
- Internação compulsória para tratamento de alcoólatras e dependentes químicos
- Quem é o co dependente
- Esteróides Anabolizantes
- Abstinência e dependência quimica
- A metanfetamina, droga mais poderosa que o crack, pode "invadir" o Brasil
- Prevenção: dicas para os pais manterem seus filhos longe das drogas.
- Alterações hematológicas ligadas ao alcoolismo
- Remédio para o coração pode ajudar viciados em cocaína
- Álcool e adolescência I: Causas do alcoolismo
- GHB: Efeitos do ácido gama-hidroxibutírico (Ecstasy liquido)



Comentários
alcolismo
tenho um irmao que ta
OTIMO MATERIAL
AJUDEME A VENCER AS DROGAS
Ajuda ao Carlos
- Clínica
- Angiologia
- Cardiologia
- Dermatologia
- Endocrinologia
- Gastroenterologia
- Geriatria
- Hematologia
- Infectologia
- Nefrologia
- Neurologia
- Pediatria
- Pneumologia
- Psiquiatria
- Reumatologia
agora levando muito a sério, com os DOSE PASSOS (N.A.) . Só assim vc conseguirá vencer este demônio incontrolável, pois DEUS estará a seu lado e te dará forças para vencer, mas não se iluda pois não será fácil, já que as sequelas são muitas. Mesmo assim vale muito tentar ...veja meu exemplo: Sempre pensei que jamais conseguiria parar, mas já estou sem usar droga há 7 anos e com ajuda de DEUS jamais voltarei a usar qualquer droga! Isso não é arrogância e sim determinação e segurança num DEUS que me sustenta e me ajuda pois sem Ele (meu poder superior) nada conseguiria. Hj minha súde voltou, meu sonoSono é um estado ordinário de consciência, complementar ao da vigília (ou estado desperto), em que há repouso normal e periódico, caracterizado, tanto no ser humano como nos outros animais superiores, pela suspensão temporária da atividade perceptivo-sensorial e motora voluntária. voltou, minha família voltou, meu humor voltou, estou sem dívidas, trabalhando e muito feliz com a oportunidade que tive de poder mudar esta história de derrotas em vitórias, graças a DEUS! Tenha coragem e força para pedir ajuda e iniciar um tratamento sério com vontade de mudar sua história e aí vc verá que é possível um mundo sem droga e com muita qualidade de vida. Um grande abraço e fique com DEUS....Boa sorte. RCMM.MEU IRMÃO CAÇULA É DEPENDENTE QUÍMICO
PRECISO DESABAFAR ESTOU TÃO DOENTE QUANTO ELE
Caps ad
resposta - PRECISO DESABAFAR ESTOU TÃO DOENTE QUANTO ELE
Códependencia
CO-DEPENDÊNCIA
ME SINTO TÃO DOENTE QUANTO ELE
alcoolismo
ME SINTO TÃO DOENTE QUANTO ELE
sobrinho
dependencia quimica
Dependência Química
Alcolismo
Tenho um pai alcolatra bebe todos os dia ate ficar tonto ai depois vem brigano comigo e minha mae não sei o faço....
EU VENCI COM MINHA FAMÍLIA
Tratamento da familia do dependente quimico
Cara Neliana,
O seu trabalho sobre tratamento me ajudou muito na palestra que vou dar hoje (06.08.2011) para as familias da CT que coordeno. Tenho estudado outros trabalhos e o seu está muito claro e didático.
Muito obrigado.
Francisco Maciel Lima
Pedagogo e coordenador de CT.
Texto sobre Tratamento da Familia de Dependente Químico
Sou psicóloga e diretora de um Centro de Tratamento em Manaus e gostei muito deste artigo sobre a família, que tenho utilizado na abordagem com os familiares dos pacientes de nosso centro.
Quanto ao envolvimento da familia no tratamento, entendemos que tanto nos casos de NA quanto de AA a participação da família é fundamental, pois ela, a princípio, necessita de tratamento pois adoeceu durante todo o processo de instalação da doença juntamente com o dependente químico. Na sequencia, ela participará do tratamento, interagindo com a equipe e com o proprio paciente, confrontando inclusive diante das negações e minimizações.
Excelente esse artigo. Sei
Excelente esse artigo. Sei exatamente o que é a dor de ter um dependente químico na família. Meu pai morreu de overdose(em inglês.: overdose)O uso de qualquer droga em quantidade suficiente para provocar efeitos indesejáveis físicos e mentais mais ou menos imediatos. A superdosagem deliberada é um meio comum de suicídio ou de tentativa de suicídio. Em números absolutos, as superdosagens de drogas lícitas são geralmente mais comuns do que as de drogas ilícitas. A superdose pode provocar efeitos transitórios, duradouros ou a morte; a dose letal de uma droga em particular varia com o indivíduo e com as circunstâncias.Veja também:intoxicação; envenenamento por álcool ou droga, e sou casada com um adicto há cinco anos. Ele está trabalhando na recuperação dele, e eu na minha.
Criei um blog para ajudar a quem ama um dependente químico.
Só por hoje, força fé e esperança! Só por hoje, sei que posso amar e não sentir dor!
http://amandoumdependentequimico.blogspot.com
Parabéns ao A.A., Al-Anon e
Parabéns ao A.A., Al-AnonVeja grupo de ajuda mútua; grupo dos 12 passos. e Alateen. A pesquisa certificou-me de que os Programas são excalentes e surtem efeitos positivos. Obrigada!
Adorei este sit pois estava
Adorei este sit pois estava precisando de orientações.........
depende quimico
Existe ajuda gratuita.psicologica para o depende e a familia? E possivel ter uma visita em casa para uma analise? Preciso de uma ajuda psicologica! nao to aguentando o que to passando. ME AJUDEM. debora.sammarco06@hotmail.com
Existe....procure o CAPS
tratamento gratuito p/ familiares de usuarios/depend de drogas
Na UDED, UNIDADE DE DEPENDENCIA DE DROGASUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos.- UNIFESP - ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA, oferecemos 8 sessoes de orietacao familiar, direcionada aos pais de jovens de 12 a 25 anos que usam drogasDrogas e/ou abusam de alcool.
vagas abertas: agendamento por telefone: 5540-2500
marco de 2011
correção do tel: p/ pais de jovens que usam/depend de drogas
Na UDED, UNIDADE DE DEPENDENCIA DE DROGASUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos.- UNIFESP - ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA, oferecemos 8 sessoes de orietacao familiar, direcionada aos pais de jovens de 12 a 25 anos que usam drogasDrogas e/ou abusam de alcool.
vagas abertas: agendamento por telefone: TELEFONE CORRIGIDO - 5549-2500
DADOS DIVULGADOS NO JORNAL BOM DIA DA GLOBO DIA 3/8/11
marco de 2011
droga é uma droga
o meu marido tem problemas com drogaUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. ,ele diminuiu muito mais se deus quiser ele vai conseguir parar , o mais inportante é querer t força de vontade ,e nunca desistir....
depende quimico
Existe ajuda gratuita.psicologica para o depende e a familia? E possivel ter uma visita em casa para uma analise? Preciso de uma ajuda psicologica! nao to aguentando o que to passando. ME AJUDEM
Comentar