

Introdução
A inclusão da família no tratamento de dependentes químicos tem sido consideravelmente estudada, no entanto, não existe um consenso sobre o tipo de abordagem a ser utilizado, dentre as várias propostas. A literatura tem concluído que a terapia familiar e de casal produzem melhor desfecho quando comparada com famílias que não são incluídas no tratamento1,2. Dentro deste contexto, três modelos teóricos têm dominado a conceitualização das intervenções familiares em dependência química: o modelo da doença familiar; o sistêmico e o comportamental.
O modelo de doença familiar considera o alcoolismo ou o uso nocivo de drogas como uma doença que afeta não apenas o dependente, mas também a família. Esta idéia teve origem nos Alcoólicos Anônimos, em meados de 1940, através dos livros de Black3 e Wegsheider4 que descrevem a criança que cresce em uma família que possui histórico familiar de alcoolismo e como as suas expectativas influenciarão seu comportamento adulto. Mais recentemente, estudos têm focado que a doença do alcoolismo manifesta sintomas específicos nas esposas e companheiros de dependentes químicos, dando origem ao conceito de co-dependência5,6, embora este tenha recebido críticas7,8,9. Este modelo envolve o tratamento dos familiares sem a presença do dependente (Grupos de Al-Anon), que consiste em grupos de auto-ajuda com o objetivo de entender os efeitos do consumo de álcool e drogas por parte dos dependentes nos familiares e como reparar o que a convivência com um dependente faz na família, seguindo os princípios do AA.
Até o presente, momento a produção científica é limitada neste tipo de abordagem10. No entanto, as intervenções familiares baseadas neste modelo são muito comuns em programas de tratamento em dependência química e produzem forte impacto na opinião pública.
O modelo sistêmico considera a família como um sistema, em que se mantém um equilíbrio dinâmico entre o uso de substâncias e o funcionamento familiar. Em meados de 1970 a 1980, este modelo passou a exercer grande influência entre profissionais de saúde no tratamento da dependência química. Na perspectiva sistêmica, um dependente químico exerce uma importante função na família, que se organiza de modo a atingir uma homeostase dentro do sistema, mesmo que para isso a dependência química faça parte do seu funcionamento e muitas vezes, a sobriedade pode afetar tal homeostase. O terapeuta utiliza varias técnicas para clarificar o funcionamento familiar e promover mudanças de padrões e interações familiares.
Pesquisas sobre esta abordagem têm mostrado efeitos benéficos na interação familiar e conseqüentemente no comportamento aditivo4,11,12,13,14,15.
O modelo comportamental baseia-se na teoria da aprendizagem e assume que as interações familiares podem reforçar o comportamento de consumo de álcool e drogas. O princípio é que os comportamentos são apreendidos e mantidos dentro de um esquema de reforçamento positivo e negativo nas interações familiares. Inclui a teoria da aprendizagem social, modelo do comportamento operante e condicionamento clássico, incluindo os processos cognitivos16. Este modelo tem propiciado a observação de alguns padrões típicos observados nas famílias, tais como: reforçamento do beber como uma maneira de obter atenção e cuidados; amparo e proteção do dependente de álcool quando relata conseqüências e experiências negativas decorrentes do hábito de beber; punição do comportamento de beber17,18. O tratamento tem como objetivo a modificação do comportamento da esposa ou das interações familiares que podem servir como um estímulo para o consumo nocivo de álcool ou desencadeadores de recaídas, melhorando a comunicação familiar, a habilidade de resolver problemas e fortalecendo estratégias de enfrentamento que estimulam a sobriedade. Vários estudos referentes a este modelo descreveram desfechos melhores e redução na utilização da substância de abuso14,19,20,21,22,23,24.
Já a abordagem cognitiva-comportamental mescla técnicas da escola comportamental e da linha cognitiva. Esta abordagem reza que o afeto e o comportamento são determinados pela cognição que a família tem a cerca da dependência química, sendo esta cognição disfuncional ou não. O foco é reestruturar as cognições disfuncionais através da resolução de problemas, objetivando dotar a família de estratégias para perceber e responder as situações de forma funcional.
O impacto que a família sofre com o uso de drogas por um de seus membros é correspondente as reações que vão ocorrendo com o sujeito que a utiliza25. Este impacto pode ser descrito através de quatro estágios pelos quais a família progressivamente passa sob a influência das drogas e álcool:
1. Na primeira etapa, é preponderantemente o mecanismo de negação. Ocorre tensão e desentendimento e as pessoas deixam de falar sobre o que realmente pensam e sentem.
2. Em um segundo momento, a família demonstra muita preocupação com essa questão, tentando controlar o uso da droga, bem como as suas conseqüências físicas, emocionais, no campo do trabalho e no convívio social. Mentiras e cumplicidades relativas ao uso abusivo de álcool e drogas instauram um clima de segredo familiar. A regra é não falar do assunto, mantendo a ilusão de que as drogas e álcool não estão causando problemas na família.
3. Na terceira fase, a desorganização da família é enorme. Seus membros assumem papéis rígidos e previsíveis, servindo de facilitadores. As famílias assumem responsabilidades de atos que não são seus, e assim o dependente químico perde a oportunidade de perceber as conseqüências do abuso de álcool e drogas. É comum ocorrer uma inversão de papéis e funções, como por exemplo, a esposa que passa a assumir todas as responsabilidades de casa em decorrência o alcoolismo do marido, ou a filha mais velha que passa a cuidar dos irmãos em conseqüência do uso de drogas da mãe.
4. O quarto estágio é caracterizado pela exaustão emocional, podendo surgir graves distúrbios de comportamento e de saúde em todos os membros. A situação fica insustentável, levando ao afastamento entre os membros gerando desestruturação familiar.
Embora tais estágios definam um padrão da evolução do impacto das substâncias, não se pode afirmar que em todas as famílias o processo será o mesmo, mas indubitavelmente existe uma tendência dos familiares de se sentirem culpados e envergonhados por estar nesta situação. Muitas vezes, devido a estes sentimentos, a família demora muito tempo para admitir o problema e procurar ajuda externa e profissional, o que corrobora para agravar o desfecho do caso.
Crescer em uma família que possui um dependente químico é sempre um desafio, principalmente quando falamos do contato direto de crianças e adolescentes com esta realidade. Filhos de dependentes químicos apresentam risco aumentado para transtornos psiquiátricos, desenvolvimento de problemas físico-emocionais e dificuldades escolares. Dentre os transtornos psiquiátricos, apresentam um risco aumentado para o consumo de substâncias psicoativas quando comparado com filhos de não dependentes químicos, sendo que filhos de dependentes de álcool têm um risco aumentado em 4 vezes para o desenvolvimento do alcoolismo26,27,28. No entanto, também é um grupo com maior chance para o desenvolvimento de depressão, ansiedade, transtorno de conduta e fobia social29,30,31,32.
Em relação ao desenvolvimento de problemas físico-emocionais, é predominante a baixa auto-estima, dificuldade de relacionamento, ferimentos acidentais, abuso físico e sexual. Na maioria das vezes os filhos sofrem com uma interação familiar negativa e um empobrecimento na solução de problemas, uma vez que estas famílias são caracterizadas como desorganizadas e disfuncionais33. Aproximadamente um a cada três dependentes de álcool tem um histórico familiar de alcoolismo e a probabilidade de separação e divórcio entre casais é aumentada em 3 vezes quando esta união se dá com um dependente de álcool34. Fatores como falta de disciplina, falta de intimidade no relacionamento dos pais e filhos e baixa expectativa dos pais em relação à educação e aspirações dos filhos também contribuem para o desenvolvimento de problemas emocionais, bem como o consumo de substâncias psicoativas35.
Estudos sobre violência familiar retratam altas taxas de consumo de álcool e drogas, sendo que filhos geralmente são as testemunhas da violência entre o casal e família, e por vezes alvo de abusos físicos e sexuais36,37. Esta população também está mais freqüentemente envolvida com a polícia e com problemas legais quando comparados com filhos com ausência de pais dependentes químicos38.
No que tange as dificuldades escolares, filhos de dependentes de álcool apresentam menores escores em testes que medem a cognição e habilidades verbais uma vez que a sua capacidade de expressão geralmente é prejudicada, o que pode dificultar a performance escolar, em testes de inteligência, empobrecimento nos relacionamentos e desenvolvimento de problemas comportamentais39,40,32,41. Este empobrecimento cognitivo em geral se dá pela falta de estimulação no lar, gerando dificuldades em conceitos abstratos, exigindo que estas crianças tenham explicações concretas e instruções específicas para acompanhar o andamento da sala de aula.
Estudo realizado no CUIDA (Centro Utilitário de Intervenção e Apoio aos Filhos de Dependentes Químicos) 42, situado na periferia de São Paulo, detectou que na maioria das famílias o pai é o dependente químico (67%), tendo como substância de escolha o álcool (75%). 59% dos cônjuges que não eram dependentes químicos apresentaram risco aumentado para a ocorrência de transtornos em saúde mental. Nas crianças foi observado timidez e sentimento de inferioridade; depressão; conflito familiar; carência afetiva e bom nível de energia que é indicativo de equilíbrio emocional e mental. Nos adolescentes, foi observado maior índice de problemas em Desordens Psiquiátricas, Sociabilidade, Sistema Familiar e Lazer/ Recreação.
Apesar de seu estado de risco, é importante salientar que grande parte dos filhos de dependentes de álcool é acentuadamente bem ajustada39, e por tal uma abordagem preventiva de caráter terapêutico e reabilitador pode ser de vital importância no desenvolvimento saudável de filhos de dependentes químicos.
Inicialmente a disponibilidade dos membros será um fator relevante para um bom encaminhamento, no entanto nem sempre isso é possível. Por isso algumas intervenções que antecedem este processo são favoráveis, como atendimentos individuais às esposas ou pais e/ou intervenções de orientação e suporte. É através do atendimento familiar que os membros passam a receber atenção não só para suas angústias, como também começam a receber informações fundamentais para a melhor compreensão do quadro de dependência química, e conseqüentemente melhora no relacionamento familiar. Uma avaliação familiar pode ser um grande auxiliar no planejamento do tratamento; fornece dados que corroboram com o diagnóstico do dependente químico, bem como funciona como forte indicador do tipo de intervenção mais adequado tanto à família quanto ao dependente.
A American Society of Addiction Medicine propõe três fases para o tratamento de famílias de dependentes químicos, sendo que o nível de intervenção varia de acordo com a meta de tratamento estabelecida, bem como as necessidades da família. A tabela abaixo sumariza os níveis de intervenção familiar de acordo com as fases:
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A fase I tem como objetivo o dependente a atingir a abstinência. Para tal é importante auxiliar as pessoas a assumir a responsabilidade sobre seus comportamentos e sentimentos. Por vezes, alguns membros podem ser atendidos conjuntamente, enfatizando a diminuição da reatividade do impacto de um familiar nos outros. Ao pensar no modelo de doença, nesta fase é trabalhado o conceito de co-dependência. No referencial sistêmico, o foco centra-se na esposa definir uma posição de modo a quebrar o circulo repetitivo do funcionamento familiar e desta forma, auxiliar o dependente em sua recuperação. O referencial comportamental trabalha com a perspectiva de visualizar comportamentos do cônjuge que reforcem o comportamento aditivo, almejando a substituição por comportamentos que reforcem a sobriedade.
Na fase II, o foco é identificar padrões disfuncionais na família como um todo, tanto na família de origem, quanto da família de procriação. Nesta fase é importante retomar rituais familiares e conforme o grau de dificuldade, o encaminhamento para uma psicoterapia familiar especializada pode ser realizado.
A fase III é definida como uma nova fronteira no tratamento da dependência química, sendo uma das áreas menos exploradas e talvez uma das mais controversas. Muito tempo após a cessação do consumo de substâncias, alguns relacionamentos continuam desgastados. Nesta fase o tratamento tem como meta aumentar a intimidade do casal e a participação de ambos no processo é fundamental.
Em termos de modalidades, podemos trabalhar com:
Vale ressaltar que a diversidade do atendimento familiar também se refere ao processo, havendo diferenças entre as famílias que recebem psicoterapia familiar, daquelas que esporadicamente são atendidas dentro do tratamento do dependente químico. Conforme a modalidade adotada, é possível conciliar sessões abertas com sessões dirigidas, tanto em grupo quanto individual, com ou sem a presença do dependente, desde que acordado previamente entre as partes.
Muitos fatores de diversas etiologias contribuem para o desenvolvimento da dependência química, no entanto, a organização familiar mantém uma posição de saliência no desenvolvimento e prognóstico do quadro de dependência química. Neste sentido, a abordagem familiar deve ser considerada como parte integrante do tratamento e um programa bem sucedido é essencial para um desfecho favorável. Daí a necessidade de se especificar o tipo de intervenção de acordo com a meta do tratamento e as necessidades e capacidades da família, evitando adiantar-se a prontidão e motivação da mesma para a mudança.
20/08/2004
Neliana Buzi Figlie
Psicóloga, Especialista em Dependência Química, Mestre e doutoranda pelo Depto de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo, Coordenadora do Ambulatório de Alcoolismo da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas), Coordenadora Geral CUIDA (Centro Utilitário de Intervenção e Apoio aos Filhos de Dependentes Químicos).
Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas)/Programa Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein
Referências bibliográficas
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Comentários
comentário
vc nao tem como dizer isso,se nao estao nas nossas peles nao sabe como nos sentimos,como a familia pode reajir pois cada familia pode resolver de um geito nessa leitura faltou experiencia,fatos,historias que deram certo............
em fim algo que der firmeza..
vc quer experiencia em vida pois contarei a minha
eu tenho um pai alcoolatra que fez minha mãe e meus irmãos sofrerem muito,eu ainda criança falava que jamais faria o que meu pai fez,mas estava enganado.eu comecei a beber com 13 anos de idade achava que era bom mais,a vontade de beber foi aumentando que eu perdi o controle da minha vida do alcool eu passei a usar outras drogas mais forte,perdi empregos bons,não vi meu filho crescer,meu casamento ia de mal a pior mais eu achava que eu podia parar de beber quando eu quisesse,eu achava que não deixava faltar nada dentro da minha casa estava enganado eu deixava faltar o principal amor ,carinho,companheirismo,um marido e o principal um pai para meu filho.eu parei de beber com 29 anos com ajuda dos alcoolicos anonimos mas foi dificil aceitar meu alcoolismo,foi preciso meu filho na epoca com 6 anos perguntar p/ mim por que eu bebia tanto e que ele tinha vergonha de mim, hoje eu já estou com 39 anos e vou completar 10 anos de sobriedade,graças a minha familia e a alcoolicos anonimos e minha boa vontade
comentário
Bom Dia!!!
Cada caso é um caso, porém existe a linha de ajuda para familiares e amigos de dependentes químicos que se chama NARANON.
è muito bom frequentar esta irmandade, pois ela nos ajudar a cuidar de nós e saber lidar com o dependente químico da nossa convivência.
drogax
eu queria saber o porque ele me agride ;em palavras o tempo enteiro e logo eu que estou o tempo todo ajudando a familia pai e mae nao estao nem ai fica sem falar comigo grita o tempo todo eu nao aguento mais essa vida
PESQUISA
ESTOU PESQUISANDO À TEMPO SOBREO ASSUNTO, ENCONTREI NESTE ARTIGO MUITA COISA IMPÓRTANTE.ESTOU FAZENDO MONOGRAFIA RELACIONADA A CONSEQUENCIAS DA DEPENDENCIA QUIMICA CAUSADA AS CRIANÇAS, VISANDO A INSERÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO AMBIENTE ESCOLAR PARA PROJETAR POSSIVEIS INTERVENÇOES NESTES ASPECTOS.
SE ESTIVEREM MATERIAL ME ENVIEM POR FAVOR. POIS A.SOCIAL NA ESCOLA É TEMA NOVO.
OBRIGADA!!
dependencia quimica
Estou pesquisando sobre o assunto , criança e o adolescente e depedencia quimica para minha monografia.Gostei do artigo muito bom para si informa a respeito do assunto, se tiver algo di novo poste nesse site que vou estar sempre abrindo para mi informar .
Parabéns pelo artigo
Gostei muito do artigo! Sou pós-graduanda em terapia de família e graduada em Serviço Social. Minha monografia será sobre família e drogadição e o artigo serviu para clarear um pouco as ideias.
informaçao
fui surpreendida com a vida secreta de meu namorado, as drogas, tenho duvidas que gostaria de tirar mas sao um pouco intimas para escrever assim, tem um site, ou um contato que possam me dar para que eu possa me informar?
Obrigada
endereço amor exigente na praia grande SP
gostaria de saber endereço de alguma associação deb tratamento para familiares de dependentes quimicos na Praia Grande-SP
Prezados, se ainda for útil,
Prezados, se ainda for útil, eis uma CT próxima de vocês.
CACTOS - Centro de Apoio e Recuperação de Dependentes de Drogas
Rua República Portuguesa, 25 - Vila Nova
CEP:11013-450
Santos - SP
FONE:(13) 3234-8548
CELULAR:(13) 9785-3516
FAX:(13) 3234-8906
cactosapoio@ig.com.br
outros endereços poderão ser encontrados neste endereço.
'http://www.febract.org.br/filiadas.htm#SP'
boa sorte neste difícil empreendimento de salvar vidas.
carlos
É Preciso separar as coisas
Dependência química e alcóolica são duas doenças distintas, causadas por razões distintas e que precisam de tratamentos diferenciados. No tratamento das Drogas, a presença e participação da família é fundamental. Já no tratamento do ALCÓOLICO a presença da família é indiferente, pois o tratamento e cura da dependência do álcool, deve ser única e exclusivamente de iniciativa do próprio dependente, desde o reconhecimento de sua condição como alcóolico compulsivo até a sua permanência no estado sóbrio. É preciso que um psicólogo extraia ou trabalhe no alcóolico, uma característica que o faça perseguir à longo prazo, só que, dia após dia, um minuto de cada vês, sem pressa. Pode ser um desejo antigo de realização profissional, tanto dele como de um filho (ou dos filhos); pode ser um projeto qualquer que ele estivesse trabalhando até antes da dependência, enfim, algo que somente ele, o dependente, possa manifestar vontade de perseguir, para manter o pensamento e a mente ocupada em algum propósio que seja mais forte do que a influência química do álcool. Se uma pessoa, seja da família, algum parente ou mesmo amigo, puder acompanhá-lo de perto porém, se fazer nenhum tipo de pressão ou cobranças, pode ser de grande ajuda, até que o "paciente" possa, sozinho, ter condições seguras e emocionais, de dar continuidade à sua vida, sem o risco de cometer nenhum deslize, visto que este tipo de problema, NÃO PERDOA ERROS, fazendo com que a pessoa volte à estaca zero novamente.
Nada é fácil, mas também não é impossível.
Amadeu Epifânio
Projeto Conscientizar
Viver bem é Possível !
ALCOOLISMO
Discordo do comentário feito sobre a questão de que a família do alcóolico não precisa se envolver. Muitas famílias estão doentes em reflexo ao alcoolismo de um dos membros. Paciência, respeito, amor, tudo se vai, e reconquistar isso é necessário. Outro fator também que é interessante é de os próprios famíliares evitarem a bebida, mesmo socialmente. Em todos os problemas que temos na vida, precisamos de apoio, alguém pra compartilhar. Mas claro que depende do dependente a mudança, e também assim o é quando se fala em drogas. Claro que as abordagens são diferentes, mas, dialogo, afeto, religiosidade, espiritualidade, boas amizades, metas, trabalho, lazeres saudáveis, isso tudo faz a diferença, e claro a presença em AA e NA e AlAnon, AlAteen etc.
Envolvimento da família
Concordo com a opinião de que a família precisa se envolver, sim. Os conteúdos psicológicos que levam ao alcoolismo ou as drogas, se é que podemos fazer essa distinção, são sempre muito semelhantes. Começando pelo fato de que em ambos os casos existe a necessidade aliviar a opressão da mente de forma química.
Por outro lado, o adulto se forma a partir das influencias familiares que recebe, e nessas influencias podem estar contidas as principais razões que levam o indivíduo a fugir de si mesmo, ou seja, do seu estado mental.
Mudanças na interação familiar são as vezes imprescindíveis para criar incentivos e motivar o alcoólico na direção da cura.
Considere-se, ainda, a possibilidade de um feed back negativo na homeostase familiar à partir das mudanças iniciais do alcoólico, fazendo com que ela, a família se oponha, mesmo que inconscientemente, a cura que se prenuncia.
O tratamento sistêmico é o mais indicado, embora não se possa negar que muitos casos de cura se dão isoladamente.
ajuda
Estou desesperada , não consigo conviver com meu irmão dependente quimico . Preciso de urgentemente de ajuda , como faço para frequentar o grupo .
resosta
No momento estou muito aflita mal consigo esccrever , mas penso que se a familia tambem for tratada havera uma chance maior para ambos interessados . naõ é facil amar , perdoar ou ter paciencia com uma pessoa que parece querer te prejudiar ou agredir a todo tempo .É POR Esse motivo que preciso de ajuda para saber lidar com a situação.
este
é preciso legalizar
depende quimico
Existe ajuda gratuita.psicologica para o depende e a familia? E possivel ter uma visita em casa para uma analise? Preciso de uma ajuda psicologica! nao to aguentando o que to passando. ME AJUDEM
Vá no AMOR EXIGENTE
Vá no AMOR EXIGENTE
ajuda
Querida,procura na tua cidade grupomdo amor exigente! Procura uma comunidade terapêutica e busca tua sanidade! Busca a tua vida! Ela é mais bonita sem a droga! Por pior que seja! Ninguem merece ser consumida pela droga! Luta e conseguirás! Beiju no teu coração! Fica com Deus!
depende quimico
Existe ajuda gratuita.psicologica para o depende e a familia? E possivel ter uma visita em casa para uma analise? Preciso de uma ajuda psicologica! nao to aguentando o que to passando. ME AJUDEM. debora.sammarco06@hotmail.com
droga é uma droga
o meu marido tem problemas com droga ,ele diminuiu muito mais se deus quiser ele vai conseguir parar , o mais inportante é querer t força de vontade ,e nunca desistir....
tratamento gratuito p/ familiares de usuarios/depend de drogas
Na UDED, UNIDADE DE DEPENDENCIA DE DROGAS- UNIFESP - ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA, oferecemos 8 sessoes de orietacao familiar, direcionada aos pais de jovens de 12 a 25 anos que usam drogas e/ou abusam de alcool.
vagas abertas: agendamento por telefone: 5540-2500
marco de 2011
correção do tel: p/ pais de jovens que usam/depend de drogas
Na UDED, UNIDADE DE DEPENDENCIA DE DROGAS- UNIFESP - ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA, oferecemos 8 sessoes de orietacao familiar, direcionada aos pais de jovens de 12 a 25 anos que usam drogas e/ou abusam de alcool.
vagas abertas: agendamento por telefone: TELEFONE CORRIGIDO - 5549-2500
DADOS DIVULGADOS NO JORNAL BOM DIA DA GLOBO DIA 3/8/11
marco de 2011
Existe....procure o CAPS
Adorei este sit pois estava
Adorei este sit pois estava precisando de orientações.........
Parabéns ao A.A., Al-Anon e
Parabéns ao A.A., Al-Anon e Alateen. A pesquisa certificou-me de que os Programas são excalentes e surtem efeitos positivos. Obrigada!
Texto sobre Tratamento da Familia de Dependente Químico
Sou psicóloga e diretora de um Centro de Tratamento em Manaus e gostei muito deste artigo sobre a família, que tenho utilizado na abordagem com os familiares dos pacientes de nosso centro.
Quanto ao envolvimento da familia no tratamento, entendemos que tanto nos casos de NA quanto de AA a participação da família é fundamental, pois ela, a princípio, necessita de tratamento pois adoeceu durante todo o processo de instalação da doença juntamente com o dependente químico. Na sequencia, ela participará do tratamento, interagindo com a equipe e com o proprio paciente, confrontando inclusive diante das negações e minimizações.
Excelente esse artigo. Sei
Excelente esse artigo. Sei exatamente o que é a dor de ter um dependente químico na família. Meu pai morreu de overdose, e sou casada com um adicto há cinco anos. Ele está trabalhando na recuperação dele, e eu na minha.
Criei um blog para ajudar a quem ama um dependente químico.
Só por hoje, força fé e esperança! Só por hoje, sei que posso amar e não sentir dor!
http://amandoumdependentequimico.blogspot.com
Tratamento da familia do dependente quimico
Cara Neliana,
O seu trabalho sobre tratamento me ajudou muito na palestra que vou dar hoje (06.08.2011) para as familias da CT que coordeno. Tenho estudado outros trabalhos e o seu está muito claro e didático.
Muito obrigado.
Francisco Maciel Lima
Pedagogo e coordenador de CT.
Alcolismo
Tenho um pai alcolatra bebe todos os dia ate ficar tonto ai depois vem brigano comigo e minha mae não sei o faço....
EU VENCI COM MINHA FAMÍLIA
dependencia quimica
Dependência Química
sobrinho
ME SINTO TÃO DOENTE QUANTO ELE
ME SINTO TÃO DOENTE QUANTO ELE
alcoolismo
Códependencia
CO-DEPENDÊNCIA
codependencia
PRECISO DESABAFAR ESTOU TÃO DOENTE QUANTO ELE
resposta - PRECISO DESABAFAR ESTOU TÃO DOENTE QUANTO ELE
Caps ad
Troca de experiências
preciso de ajuda
drogas
tenho o mesmo rpblema que vc para agravar minha filha ficou viuv
drogas
MEU IRMÃO CAÇULA É DEPENDENTE QUÍMICO
AJUDEME A VENCER AS DROGAS
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