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Abandono do Tabagismo na Prática Clínica
Enviado por Daniel em seg, 12/03/2007 - 02:37.
(The Agency for Health Care Policy and Research Smoking Cessation Clinical Practice Guideline)
O objetivo desse artigo é resumir o documento Smoking Cessation Clinical Practice Guideline, criado por um comitê de consultores convocado pela Agência Americana para Pesquisa e Política em Saúde (US-AHCPR), que estabelece as condutas para se abordar, na prática clínica, o paciente tabagista e implementar o plano de abandono desse vício. Este artigo, assim como o documento completo, é direcionado a três públicos diferentes: 1) médicos de atenção primária, 2) especialistas em abandono de tabagismo e 3) administradores, consumidores e fornecedores de serviços de saúde.
O documento foi baseado numa revisão da literatura especializada sobre o assunto no período de 1975 a 1994 e suas conclusões em resumo são:
1) médicos da atenção primária:
- devem identificar os pacientes tabagistas;
- implementar o plano de abandono do vício;
- oferecer reposição de nicotina quando indicado e
- agendar contatos para acompanhamento.
2) especialistas em abandono do tabagismo:
- criar sessões individuais ou em grupos para aconselhamento;
- oferecer reposição de nicotina e
- aconselhar sobre manejo da abstinência e apoio social.
3) administradores, consumidores e fornecedores de serviços de saúde
- exigir ou garantir a existência de programas contínuos de identificação e tratamento de tabagistas;
- exigir ou garantir o treinamento das equipes de saúde para a implementação desses programas;
- exigir ou garantir a criação de equipes dedicadas a essa tarefa e
- exigir ou garantir o reembolso dos profissionais e atividades ligadas ao abandono do tabagismo.
O tabagismo mereceu a atenção da US-AHCPR quanto à necessidade de se criar um documento com orientações para sua identificação e combate devido à confluência de três fatores principais:
- é o hábito que individualmente constitui a principal ameaça à saúde;
- os médicos não tem dedicado a atenção necessária, além de se mostrarem propensos a ignorarem o problema
- intervenções efetivas são disponíveis, além de possuírem caráter preventivo.
O aspecto mais importantes no tratamento do tabagismo é o impacto que ele têm na prevenção das doenças dele decorrentes, especialmente as doenças ateroscleróticas e as neoplásicas.
As recomendações a seguir são divididas quanto ao público alvo a que estão dirigidas.
Médicos da atenção primária.
Os médicos se encontram em posição estratégica para abordar pacientes tabagistas, já que 70% deles são atendidos pelo menos uma vez por ano. Além disso, os fumantes reconhecem o aconselhamento médico como um fator de motivação na tentativa de abandono do vício. No entanto, somente 50% dos fumantes relatam ter sido questionados quanto ao vício ou solicitados a abandoná-lo.
Uma questão fundamental a ser colocada é a seguinte: "Por que os médicos não abordam rotineiramente e de forma coerente o vício em nicotina de seus pacientes?". Dentre as razões citadas para tanto temos:
- falta de tempo;
- falta de preparo;
- desânimo frente as baixas taxas de sucesso e
- crença de que isso não é obrigação do médico.
Além de mudanças estruturais, diversas recomendações foram lançadas, objetivando uma mudança na mentalidade e na prática dos profissionais da atenção primária, de forma que todo paciente tabagista tenha seu vício identificado e inicie o tratamento para abandono. As mudanças estruturais seriam: 1) institucionalização da abordagem do tabagismo, 2) reembolso dos médicos e pacientes pelas orientações e farmacoterapia (até mesmo pelo sucesso), respectivamente, 3) motivação mesmo daqueles que ainda não estão dispostos a parar e 4) obrigatoriedade da intervenção no tabagismo por parte do sistema da saúde.
As recomendações estão resumidas no quadro a seguir:
Tabela 1.
Recomendações para o Médico de Atenção Primária
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Ação
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Estratégias para implementação
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Primeiro passo: Perguntar. Identificar sistematicamente todos os tabagistas.
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O uso de tabaco deve ser anotado em toda consulta de todo paciente. |
Incluir campos impressos no prontuário do paciente de preenchimento obrigatório contendo as informações referentes ao tabagismo. |
Segundo Passo: Aconselhar. Solicitar enfaticamente a todos os fumantes que abandonem o vício.
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Solicitar de maneira enfática, clara e pessoal a todo paciente tabagista que abandone seu vício. |
Como seu médico, preciso informar-lhe que parar de fumar é a ação mais importante que você pode tomar em benefício da sua saúde. Os demais membros da equipe também devem reforçar a mensagem de abandono do vício. |
Terceiro passo: Identificar os tabagistas com vontade de abandonar o vício.
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Perguntar a todo fumante se ele(a) está compelido a abandonar o vício ou se já tentou anteriormente. |
Caso ele esteja, fornecer o apoio necessário (quarto passo)
Caso seja necessário tratamento mais intensivo, encaminhar para o especialista
Caso o paciente não manifeste vontade de parar, convença-o do contrário.* |
Quarto passo: Auxilie o paciente no processo de abandono
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A) Criar um plano de abandono. |
Determinar uma data para parar. O paciente deve informar aos familiares, amigos e colegas de trabalho sobre decisão. Preparar o ambiente, removendo todos os cigarros do seu alcance. Rever as tentativas anteriores, identificando o que ajudava e o que levou à recaída. Antecipar desafios e situações difíceis. |
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B) Utilizar a reposição com nicotina. |
Utilizar adesivos ou chicletes de nicotina. |
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C) Fornecer dicas que facilitam o processo. |
Abstinência total é essencial. Evitar o consumo de álcool, devido sua associação com a recorrência. A presença de outros fumantes na casa, especialmente o cônjuge, está associado a baixas taxas de sucesso. O paciente deve elaborar um plano para contornar esse problema. |
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D) Fornecer material que suplemente as informações passadas. |
deve ser claro, educativo e adequado ao nível sócio-cultural do paciente. |
Quinto passo: Planejar. Agendar retornos para acompanhamento
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Agendar consultas subsequentes. |
O primeiro retorno deve ser na mesma semana e o segundo com menos de um mês. Reconhecer os sucessos, parabenizando o paciente. Mostrar que as recaídas devem ser usadas como lições para evitar que repitam no futuro. Avaliar a reposição com nicotina. |
* Utilizar a regra dos quatro R: relevância, risco, recompensa e repetição.
Tabela 2.
Regra dos quatro R para motivar o paciente a parar de fumar.
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Relevância. O médico deve conhecer as preocupações do paciente em relação ao fumo, pois deverá explorar principalmente aqueles que são mais relevantes para o paciente, já que ao faze-lo, sua chance de sucesso será maior. |
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Risco. O médico deve pedir ao paciente que enumere as conseqüências negativas do tabagismo. Deve frisar que o uso de cigarros de baixos teores não resolve ou evita tais complicações.
Recompensas. O médico deve pedir ao paciente que enumere os benefícios de interromper o tabagismo. |
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Repetição. Esse trabalho deve ser feito a cada visita do paciente. |
Parte importante do tratamento é ensinar ao paciente como lidar com as situações que levam à recaída e como evitá-las. O quadro a seguir trata desse assunto.
Tabela 3.
Aprendendo a lidar com os problemas decorrentes do abandono.
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Reconhecer situações perigosas para a abstinência. |
Exemplo
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Identificar eventos, situações internas ou atividades que aumentam a chance de recaída. |
Estar perto de outros fumantes. Estar atrasado. Iniciar um discussão. Ansiedade ou humor negativo. Consumo de álcool. |
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Desenvolver habilidades para lidar com as situações que ameaçam a abstinência. |
Antecipar e evitar tais situações. Fazer mudanças de hábitos de vida para reduzir o estresse. Aprender atividades comportamentais e cognitivas que distraem o paciente da tentação de fumar. |
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Conhecer um mínimo sobre o tabagismo e o processo de abandono. |
Conhecer a natureza e evolução da abstinência. A natureza viciante da nicotina e o fato de que uma simples tragada pode levar à volta completa do vício. |
Tabela 4.
Tratamento de suporte do paciente em processo de abandono
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Componente.
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Exemplos.
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Encorajar o paciente em sua tentativa de abandono |
Tratamentos efetivos estão disponíveis. Metade dos fumantes agora estão abstinentes. Comunicar ao paciente sua crença na habilidade dele de parar de fumar. |
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Comunicação de cuidado e preocupação |
Perguntar ao paciente como ele se sente em parar de fumar. Expressar preocupação e disposição para ajudá-lo. Estar aberto aos sentimentos do paciente com relação a seus medos, dificuldades, experiências e sentimentos ambivalentes. |
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Encorajar o paciente a conversar sobre o processo de abandono |
Conhecer as razões por que o paciente tomou a decisão de para de fumar. Dificuldades encontradas e sucessos atingidos. Perguntar sobre as preocupações envolvendo o processo de abandono. |
Por fim teríamos a terapia de reposição da nicotina através de gomas de mascar ou adesivo. A reposição com adesivos é preferível, devido à maior aderência e facilidade de uso. Quanto à indicação do uso da reposição com nicotina, três perguntas devem ser respondidas:
- Quem deve receber a reposição de nicotina?
- A reposição deve ser individualizada?
- Qual a forma de administração preferível: chicletes ou goma de mascar.
As doses estabelecidas foram pesquisadas em pacientes que fumavam mais de 10-15 cigarros por dia. Caso seja usada em pacientes que fumam menos que isso, as doses recomendadas devem ser reduzidas. As pesquisa também não apoiam a individualização da terapia de reposição por adesivos a não ser nos casos dos fumantes leves. No caso das gomas de mascar, a dose pode ser dobrada para 4mg no casos de fumantes pesados. A preferência pelo uso dos adesivos em detrimento das gomas de mascar deve-se a: 1) maior aderência ao tratamento e 2) não requer treinamento para que o uso seja efetivo. A goma de mascar deve ser usada quando for preferida pelo paciente, na vigência de contra-indicações específicas para o uso do adesivo ou falha com o adesivo.
O uso de adesivos de nicotina deve ser evitado em grávidas e em mulheres amamentando. Pacientes com IAM recente (até 4 semanas) , arritmias e angina pectoris severa devem tentar parar sem o uso da nicotina. A ocorrência de reações no local do adesivo chega a 50%. Pode ser evitada com mudança da posição e uso de creme de hidrocortisona 5% ou triancinolona 0,5%. Em menos de 5% dos pacientes é necessário interromper o uso. A duração de oito semanas ou menos parece ser tão eficaz quanto períodos mais longos. Os regimes abaixo são sugeridos:
Tabela 5.
Marca
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Duração em semanas
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Dosagem em mg por hora
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Nicoderm ou Habitrol |
4 2 2
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21/ 24 14/24 7/24
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Prostep |
4 4
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22/24 11/24
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Nicotrol |
4 2 2
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15/16 10/16 5/16
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O adesivo deve ser colocado logo pela manhã em área sem cabelo entre o pescoço e a cintura. O paciente deve estar em abstinência do cigarro. Não há nenhuma restrição pelo uso do adesivo.
Para a reposição com a goma de mascar, valem as mesmas precauções indicadas no caso do adesivo. Os efeitos colaterais específicos incluem: dispepsia, dor na mandíbula, soluços e irritação da mucosa oral. Pacientes usando gomas de 2mg não devem ultrapassar 30 unidades por dia e aqueles usando as de 4mg, 20 unidades. Os pacientes devem estar abstinentes do cigarro. A técnica correta de mascar é; mastigação vagarosa até que apareça um gosto de pimenta, a partir daí colocar a goma entre a gengiva e a parede da boca, a fim de aumentar a absorção da nicotina pela mucosa oral; esse processo deve ser repetido por cerca de trinta minutos. Devem ser evitados alimentos e bebidas 15minutos antes do uso da goma de mascar e durante seu uso. Um erro freqüente dos pacientes é usar menos do que deviam. Para evitar isso, devem ser receitadas gomas a cada 1 ou 2 horas por um período de um a três meses.
Especialistas em abandono do tabagismo e programas institucionais.
Os especialistas em abandono do tabagismo são um recurso vital no esforço pelo combate ao tabagismo. Eles podem atuar nas seguintes etapas dos programas de combate ao tabagismo:
- referência treinamento e consultoria para os não especialistas que fornecem serviços de abandono do tabagismo dentro da prática clínica diária;
- desenvolvimento e avaliação de mudanças em procedimentos clínicos que aumentam as taxas de diagnóstico e tratamento de tabagistas
- condução de pesquisas de para determinar a efetividade das atividades de promoção do abandono do fumo e
- desenvolver tratamentos inovadores que apresentem melhor relação custo-benefício.
Tabela 6.
Dados Relevantes para a Implementação de Programas Intensivos de Abandono
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1) Existe uma forte correlação entre a intensidade do aconselhamento e as taxas de abandono. Os tratamentos podem ser intensificados aumentando-se a duração das sessões, o período de aconselhamento ou o número de sessões. |
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2) Altos graus de dependência, comorbidades psiquiátricas e baixos níveis motivacionais indicam maior chance de recaída. Esses indicadores devem ser usados para se estimar a intensidade do tratamento. |
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3) Aumentando o número de profissionais que fazem parte do programa de abandono, com a inclusão de enfermeiros, dentistas, psicólogos além do médico aumentam a chance de abandono. |
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4) Aconselhamento individual e em grupos são eficazes. |
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5) A individualização do aconselhamento são efetivos. A resolução de problemas advindos do abandono e o treinamento do paciente para enfrentá-los aumenta as chances de sucesso. |
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6) Farmacoterapia na forma de adesivos ou gomas de mascar de nicotina aumenta as taxas de abandono a despeito das intervenções comportamentais e psicossociais. |
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7) Não há diferença nas taxas de abandono entre grupos distintos quanto a idade, raça, gênero, etc. |
Tabela 7.
Recomendações para Programas Intensivos de Abandono do Tabagismo.
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Abordagem. Deve ser determinado se o paciente está disposto ou não a parar de fumar através desse tipo de programa. |
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Profissionais envolvidos. Profissionais de várias áreas devem estar envolvidos. Um profissional da área médica seria responsável pelo aspecto da saúde física e outro da área de psicologia pelos problemas psicossociais. |
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Intensidade. As 4 a 8 sessões deve durar no mínimo 20 a 30 minutos, num período de no mínimo duas a oito semanas ou mais de preferência. |
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Formato. Individual ou coletivo; material extra deve ser fornecido e contatos de acompanhamentos devem ser estabelecidos. |
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Conteúdo. Os alvos devem ser: motivação para largar e para evitar recaída; a resolução de problemas decorrentes do abandono; e apoio social nas sessões. |
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Farmacoterapia. Todo tabagista em processo de abandono deve ter acesso à reposição de nicotina como descrito. |
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População. Esse programa pode ser usado para qualquer tipo de fumante. |
Administradores, consumidores e fornecedores de serviços de saúde.
Embora orientações para a prática clínica têm sido direcionadas para o médico da atenção primária, a promoção do abandono do vício em tabaco demanda uma abordagem mais geral, pois o clínico deverá sem aparado por políticas que incentivem a sua atuação no sentido de identificar e tratar pacientes tabagistas. Ou seja, a responsabilidade pelo combate ao tabagismo deve ser distribuída. Se por um lado o médico tem o dever profissional de identificar e tratar seus pacientes tabagistas, por outro, os administradores, consumidores e fornecedores de serviços de saúde têm a responsabilidade de criar políticas, fornecer recursos e tomar a frente das decisões que intensifiquem os esforços para se reduzir a população de tabagistas.
Autor / Tradução
( The Agency for Health Care Policy and Research Smoking Cessation Clinical Practice Guideline)
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