Ação do GHB no corpo humano (Intoxicações agudas)

  

  

Síndrome aguda:
Como resultado do aumento de consumo de GHB nos últimos anos, o número de intoxicações agudas têm se elevado. Os efeitos mais freqüentes incluem coma, depressão respiratória, convulsões, bradicardia (diminuição na freqüência cardíaca), sonolência, confusão, amnésia, enxaqueca, náuseas, vômitos, ligeira hipotermia (temperatura corporal do organismo abaixo do normal [-35ºC]), acidose e complicações psiquiátricas (por exemplo: agitação e delírio).

Dependendo da dose administrada e do uso simultâneo com outros depressores do SNC, como o álcool, algumas destas situações podem ocorrer: perda de consciência, depressão respiratória, tremores, convulsões, bradicardia, hipotensão e parada respiratória. Desde 1992, foram registradas cerca de 9600 reações adversas.

O GHB é considerado perigoso, uma vez que os efeitos por ingestão oral estão sujeitos à variabilidade intra e interindividual.

Os efeitos adversos descritos em seguida foram encontrados em investigações experimentais e em casos de intoxicações. O GHB afeta principalmente o SNC, o sistema cardiovascular e o sistema respiratório, mas não tem efeitos tóxicos para os rins e o fígado.

 

Efeito no SNC:
Sonolência, vertigens e enxaquecas são frequentemente descritas, tanto em casos experimentais como em casos de toxicidade. Coma induzido por GHB aparece rapidamente após ingestão, seguido de rápida e aparente recuperação total. Na maior parte dos casos de intoxicação, a consciência é recuperada após 6-7 horas. Uma das características que distingue a intoxicação por GHB é a rápida recuperação, o que pode levar a uma falsa sensação de segurança no seu uso.

 

Efeitos cardiovasculares:
Com doses de GHB para causar anestesia e em situações de overdose ocorre bradicardia. Em alguns casos verifica-se também hipotensão. Quando o GHB é administrado juntamente com álcool e/ou outra droga de abuso ocorre bradicardia e hipotensão simultaneamente.

 

Efeitos respiratórios:
Depressão respiratória, dificuldade em respirar e apnéia têm sido descritos após administração de GHB. A depressão respiratória pode ser severa e em alguns casos a velocidade respiratória pode baixar até quatro pulsações/min.

 

Psicopatologia:
Sob a influência do GHB, alguns indivíduos tornam-se hostis, agressivos e agitados. Estes perdem a consciência e ficam extremamente agressivos quando estimulados, apesar da profunda depressão respiratória. Num menor número de indivíduos têm sido registradas complicações psiquiátricas, como delírio, paranóia, depressão e alucinações.

 

Efeitos oculares:
Durante intoxicações com GHB, as pupilas encontram-se em miose (contração da pupila) e pouco reativas à luz. Durante o coma induzido por GHB, verifica-se miose e completa ausência de reação à luz.

 

Acidose:
Ligeira acidose respiratória aguda verifica-se quando o GHB é usado como anestésico e em casos de abuso.

 

Sistema gastrointestinal:
Uma elevada freqüência de vômitos está associada ao uso de GHB, especialmente durante a indução de anestesia por via intravenosa e em casos de intoxicação. Estes efeitos adversos ocorrem essencialmente quando o indivíduo está recuperando a consciência.

 

Temperatura corporal:
Apesar da hipotermia não ser um efeito típico da intoxicação com GHB, uma ligeira hipotermia tem sido observada em overdoses com GHB.

 

Movimentos:
Vários registros de movimentos anormais, trêmulos incontroláveis e movimentos clônicos ao acaso estão associados ao uso de GHB. Em estudos anestésicos, movimentos anormais ocorrem durante a indução com GHB, mas não são acompanhados de qualquer registro de convulsão.

 

Outros efeitos:
Extremidades frias e pesadas e diaforese têm sido descritas após ingestão oral do GHB. A produção inadequada de GHB, muito freqüente quando esta droga é adquirida por intermédio de sites na Internet, pode resultar numa mistura muito alcalina com diversos danos no organismo, como por exemplo, lesões no esôfago e hematúria (perda de sangue pela urina).

 

Tolerância e síndrome de abstinência:
Não estudado.

 

Morte:
Desde 1990 estão registradas 68 mortes associadas ao uso de GHB, sendo que a maioria ocorreu nos últimos quatro anos.

Mais informações em:
http://www.ff.up.pt/toxicologia/

 

  1. Introdução.
  2. Relatórios científicos sobre GHB.
  3. Por que GHB foi proibido?
  4. Quais são os interesses reais?
  5. Efeitos.
  6. Ação do GHB no corpo.
  7. GHB e sono.
  8. GHB, álcool, e Alcoolismo.
  9. Outros usos de GHB.
  10. GHB e sexo.
  11. Segurança no uso.
  12. Contraindicações
  13. Dosagem.
  14. Notas.
  15. Referências.

  

  

  

  

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