PCPVeja fenciclidina.
(FENCICLIDINA(PCP)Uma substância psicoativa com efeitos depressores, estimulantes, analgésicos e alucinógenos sobre o sistema nervoso central. Foi introduzida na clínica como um anestésico dissociativo, mas seu uso foi abandonado devido à ocorrência freqüente de uma síndrome aguda manifestada por desorientação, agitação e delirium. Parece ser útil no tratamento de acidentes vasculares cerebrais. A PCP é relativamente barata e fácil de sintetizar, tem sido utilizada como droga ilícita desde os anos 1970. Substâncias relacionadas que produzem efeitos semelhantes compreendem o dexoxadrol e a quetamina.O uso ilícito da PCP se faz por via oral, endovenosa ou por aspiração, mas geralmente é fumada; os efeitos começam em 5 minutos e têm seu pico em 30 minutos. Inicialmente o usuário sente euforia, calor corporal, formigamento, sensação de flutuação e um sentimento de um isolamento sereno. Podem surgir alucinações visuais e auditivas, assim como alterações da imagem corporal, percepções distorcidas do tempo e do espaço, delírios e desorganização do pensamento. Hipertensão, nistagmo, ataxia, disartria, esgares, sudorese intensa, hiperreflexia, reatividade à dor diminuída, rigidez muscular, hiperpirexia, hiperacusia e convulsões são alguns dos sintomas neurológicos e psicológicos concomitantes e que estão relacionados com a dose.Os efeitos geralmente duram de 4 a 6 horas, embora alguns sintomas residuais possam levar vários dias para desaparecerem. Durante o período de recuperação imediata pode haver um comportamento autodestrutivo ou violento. Foram observados delirium, transtorno delirante e transtorno de humor causados pelo uso de PCP. Como no caso dos alucinógenos, não se sabe se tais transtornos são efeitos específicos da droga ou manifestação de uma vulnerabilidade pré-existente. Na CID-10, os transtornos relacionados à PCP estão classificados junto aos dos alucinógenos (F16).Sinonímia: pó de anjo. OU PENICICLIDINA)
HISTÓRICO (5)
Considerado o mais perigoso dos alucinógenos; drogaUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. sintética criada em 1963 com finalidades anestésica e analgésica recebeu o nome de Sernyl®.
Seu uso em seres humanos foi descontinuado em 1965, pois os pacientes freqüentemente se mostravam agitados, delirantes e desorientados enquanto se recuperavam de seus efeitos analgésicos.
Começou a ser usado como droga de rua nos anos 60, com o nome de Peace Pill, se tornou popular após o declínio do uso do LSDVeja alucinógeno..
EPIDEMIOLOGIA
- Não foram encontrados dados epidemiológicos no Brasil.
CLASSIFICAÇÃO (5)
- É classificada como uma droga psicodélica anestésica.
NOMES POPULARES (4,5)
Cristal
Pó de anjoVeja fenciclidina.
TranqüilizanteUm agente calmante; um termo genérico para várias classes de drogas empregadas no manejo sintomático de várias doenças mentais. O termo pode ser utilizado para diferenciar estas drogas dos sedativos/hipnóticos: os tranqüilizantes têm um efeito calmante e redutor sobre os processos psicomotores sem interferirem com a consciência e o pensamento, a não ser em altas doses.O termo tranqüilizante é usado atualmente para designar qualquer droga usada no tratamento dos transtornos de ansiedade, sendo “tranqüilizante menor” um sinônimo. Esta expressão foi introduzida para distingui-las dos “tranqüilizantes maiores” (neurolépticos), empregados no tratamento de transtornos psicóticos. Entretanto, a expressão “tranqüilizante menor” tem sido usada para indicar erroneamente uma ausência de efeitos nocivos significativos. Devido ao potencial de dependência destas drogas, é melhor evitar essa expressão. de elefante
Ciclone
Cadilac.
TIPOS DE PREPARAÇÃO (4,5)
O PCP é um pó branco e cristalino que se dissolve facilmente em água e álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um numeroso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consumida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos potencialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxicação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decorrentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuropatia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica.;
Pode ser misturado a corantes e por isso apresentar uma variedade de cores e formas (cápsulas, tabletes, pós-coloridos);
Possui sabor químico e amargo;
É vendido na forma de cristais, que podem ser misturados a folhas de hortelã e fumados com tabacoQualquer preparação das folhas da Nicotiana tabacum, uma planta nativa da América, Seu principal ingrediente psicoativo é a nicotina.Veja também:nicotina; fumar passivo. e maconha. Nesta forma apresentam concentração que variam de 50 a 100%.
MODO DE USO (1,4,5)
• Pode ser usado de diferentes maneiras:
* Via intravenosa;
* Inalação;
* Aspiração
* Ingestão (via oral)
Quando fumada pode ser misturada a folhas de plantas (menta, salsa, orégano e maconha).
FARMACOCINÉTICA (5)
Apresenta boa absorção quando fumado ou ingerido oralmente - Fumado: pico de efeito é em 15 minutos. Ingerido oralmente: absorção oral é mais lenta, níveis sanguíneos máximos não são atingidos antes de 2 horas após a ingestão;
Passa rapidamente do intestino para o plasma, sendo distribuído pelo corpo e voltando ao intestino, onde é novamente reabsorvido;
É metabolizado no fígado e seus metabólitos são excretados na urina;
Meia-vida é de 18 horas (podendo variar devido a reabsorção).
MECANISMO DE AÇÃO (5)
Principal sítio de ação do PCP é no SNC nos receptores NMDA. Pacientes esquizofrênicos relatam reduzida atividade do receptor nicotínico, níveis elevados de dopamina e comprometimento na função do sistema límbico do canal de potássio. Essas ações contribuem para as propriedades psicotogênicas do PCP;
Sua maior ação é um antagonismo não-competitivo do receptor NMDA. O antagonismo é dose-dependente;
PCP também inibe canais iônicos: -sódio voltagem dependente, - canais de potássio, - receptores nicotínicos de acetil colina;
Atua em proteínas de membrana produzindo antagonismo do receptor sigma (receptor opióideTermo genérico aplicado a alcalóides da papoula (Papaver somniferum), seus análogos sintéticos e compostos sintetizados pelo organismo que interagem com os mesmos receptores específicos no cérebro que têm a capacidade de aliviar a dor e de produzir uma sensação de bem-estar (euforia). Em altas doses, os alcalóides do ópio e seus análogos sintéticos também causam estupor, coma e depressão respiratória.Os alcalóides do ópio e seus derivados semi-sintéticos incluem a morfina, a diacetil-morfina (diamorfina, heroína), a hidromorfina, a codeína e a oxicodona. Os opióides sintéticos incluem o levorfanol, o propoxifeno, o fentanil, a metadona, a petidina (meperidina) e o agonista-antagonista pentazocina. Os compostos endógenos com ações opióides abrangem as endorfinas e as encefalinas (ver opióides endógenos).Os opióides utilizados mais comumente (como morfina, heroína, hidromorfina, metadona e petidina) ligam-se preferencialmente aos :-receptores; produzem analgesia, alterações de humor (como euforia, que pode evoluir para apatia ou disforia), depressão respiratória, sonolência, retardo psicomotor, fala empastada, perturbações da concentração ou da memória, bem como do juízo crítico.Ao longo do tempo, a morfina e seus análogos induzem tolerância e alterações neuro-adaptativas responsáveis pela hiperexcitabilidade de rebote quando a droga é retirada. A síndrome de abstinência caracteriza-se por uma necessidade imperiosa (craving) da droga, ansiedade, disforia, bocejos, sudorese, piloereção (arrepios), lacrimejamento, rinorréia, insônia, náuseas ou vômitos, diarréia, câimbras, dores musculares e febre. Com drogas de ação curta, como a morfina e a heroína, os sintomas de abstinência aparecem dentro de 8-12 horas após a última dose, atingem o pico em 48-72 horas e desaparecem depois de 7-10 dias. Com drogas de ação mais prolongada, como a metadona, o início dos sintomas de abstinência pode ocorrer só 1-3 dias depois da última dose e o seu pico se dá entre o terceiro e o oitavo dia, e podem persistir por várias semanas, mas geralmente são mais leves do que os que acompanham a abstinência de morfina ou heroína, em doses equivalentes.Há várias seqüelas físicas decorrentes do uso de opióides, principalmente como resultado do método de administração usual, o endovenoso. Estas incluem: hepatite B, hepatite C, infecção pelo VIH, septicemia, endocardite, pneumonia e abscessos pulmonares, tromboflebite e rabdomiólise. São notáveis as perturbações psicológicas e sociais, freqüentemente resultantes da natureza ilícita da utilização não médica destas drogas.).
EFEITOS (2,4,5)
Provoca anestesia dissociativa, isto é, deprime os centros nervosos responsáveis pela dor e impede que a percepção corporal chegue às funções cerebrais;
O PCP não produz alucinações verdadeiras como LSD;
Os efeitos duram entre 2 e 48 horas e são dose-dependentes.
Agudos
Efeitos físicos (doses baixas - 5 a 10 mg)
Aumento da freqüência cardíaca;
Aumento da freqüência respiratória;
Elevação da pressão arterial;
Rubor facial;
Suor profuso (excessivo);
Diminuição da sensibilidade das extremidades (formigamento);
Perda da coordenação;
Relaxamento.
Efeitos psíquicos (doses baixas - 5 a 10 mg)
Dissociação psicofísica (fuga da realidade, "sair do ar");
DesinibiçãoUm estado de liberação das restrições internas sobre o comportamento de um indivíduo. A desinibição pode resultar da administração de uma droga psicoativa.A crença em que uma droga psicoativa, especialmente o álcool, induz farmacologicamente o comportamento desinibido, em geral é expressa na formulação fisiológica do século XIX sobre o desligamento das inibições localizadas “nos centros superiores da mente”. Quase qualquer adjetivo, desde “maligno” a “expressivo”, pode ser usado para descrever o comportamento atribuído ao efeito desinibitório. A expressão “teoria da desinibição” é usada para distinguir esta crença de uma perspectiva mais recente que afirma que os efeitos farmacológicos são fortemente mediados por expectativas culturais e pessoais e pelo contexto.Desinibição é também usado por neurofisiologistas e neurofarmacólogos para referir-se à remoção de uma influência inibitória em um neurônio ou circuito neuronal, em contraste com a estimulação direta desse neurônio ou circuito neuronal. Por exemplo, as drogas opióides deprimem a atividade de neurônios dopaminérgicos que normalmente exercem um efeito inibitório tônico na secreção de prolactina pelas células da hipófise. Assim, os opióides “desinibem” a secreção de prolactina e indiretamente causam uma elevação do nível de prolactina no plasma.;
Distorção das mensagens sensoriais;
Sensação de flutuar no espaço;
Alucinações;
Euforia;
Sensação de força, poder e invulnerabilidade.
Efeitos físicos (doses elevadas)
- Doses elevadas implicam na ativação do Sistema Nervoso Simpático, o que causa sintomas característicos.
Redução da pressão arterial, da freqüência cardíaca (depressão cardiovascularCirurgia cardiovascular é a subespecialidade médica que se ocupa do tratamento cirúrgico das doenças que acometem o coração.Dentre as cirurgias mais realizadas está a revascularização miocárdica onde o cirurgião tenta refazer a circulação de um território do músculo cardíaco que está sendo mal perfundido devido uma obstrução coronariana. Em geral utiliza-se enxertos da veia safena ou artéria mamária, que é uma artéria que perfunde a região do osso esterno.Outras cirurgias comumente realizadas são as que visam correção das doenças que acometem as valvas cardíacas.Em muitas cirurgias cardíacas há necessidade de parada total do coração. Nesse momento estabelece-se a circulação extracorpórea (CEC) e todo o movimento sanguíneo, bem como a oxigenação do mesmo se dá por aparelhos.) e respiratória;
TaquicardiaTaquicardiaé um termo médico utilizado para designar um aumento da freqüência cardíaca. Convenciona-se como freqüência normal no ser humano uma freqüência coração entre 60 e 100 batimentos por minuto. A partir de 100, inclusive, considera-se que há taquicardia.Uma das formas de se classificar a taquicardiaé quanto ao mecanismo que a origina.
A taquicardia pode ser devida a variações normais do funcionamento do organismo, neste caso chamada deTaquicardia fisiológica, ou devida a alguma doença, neste casoTaquicardia patológica. .
Estes sintomas podem ser acompanhados de:
* Náuseas;
* VômitoÊmese, é a expulsão ativa do conteúdo estômago pela boca. O vômito é ao mesmo tempo um sinal e um sintoma bastante desagradável que pode assustar muito a pessoa atingida. Pode ocorrer nas doenças do labirinto, nas intoxicação, nas obstrução intestinal e como resposta do organismo a dores muito intensas.;
* Visão borrada;
* Movimentos rápidos dos olhos;
* Salivação excessiva;
* Perda de equilíbrio;
* VertigemVertigem é um sintoma no qual a pessoa tem a sensação de uma tontura rotatória, podendo causar náuseas, vômitos, ilusão de movimento, etc. Existem dois tipos de vertigem, a Central e Periférica. (tonturaTontura é um termo genérico empregado nas manifestações de desequilíbrio. É considerado um sintoma, já que é algo subjetivo. Pode ser sinal de doença do labirinto (labirintite), órgão em forma de caracol no interior do ouvido interno e responsável pelo equilíbrio, como a Síndrome de Meniére, ou como efeito de drogas (diazepam, barbitúricos, etc) e consumo de álcool, ou ainda como uma sensação pouco específica de"leveza da cabeça", comum em pacientes que sofrem de ansiedade.A falta de circulação sanguínea cerebral, como a causada por obstrução parcial da carótida por placas de ateroma, também pode originar este sintoma.Movimentos bruscos e repetitivos como os ocorridos em brinquedos que giram ou nas chamadas"montanhas russas"podem desenvolver uma perda temporária do equilíbrio, sendo relatado como tontura.Mais comum nos idosos, é de importância pelo perigo a que expõe a pessoa que o sente quando está dirigindo ou em locais altos.);
* Convulsão;
* ComaComa (ou comatose) é o estado no qual uma pessoa perde completa ou parcialmente a consciência, não tem reações nervosas, ou reage pouco ou nada a estímulos externos.;
* Morte (resultado de ferimentos, acidentes durante o efeito).
Efeitos psíquicos (doses elevadas)
Sentimentos de força, poder;
Efeito de entorpecimento (diminuição da dor, enfraquecimento);
Os sintomas resultantes de doses elevadas podem ser comparados aos da esquizofrenia e incluem:
* Delírio;
* Alucinação;
* Paranóia;
* Pensamento desordenado
* Sensação de distanciamento do ambiente;
* Catatonia (perturbação psicomotora), esse estado psicótico pode desaparecer lentamente, conforme os níveis da droga vão declinado, algumas vezes pode permanecer semanas e requer internação;
* Fala limitada e incompreensível.
Crônicos
Efeitos físicos
Lapsos de memória;
Dificuldades com a fala e pensamento;
Perda de peso;
Desordens psicomotoras
Efeitos psíquicos
Depressão;
Transtornos emocionais (psicose, etc.);
Comportamentos violentos e agressivos (devidos a esses episódios, ganhou a reputação de droga violenta);
Estes sintomas podem persistir por até um ano depois de deixar de usar a droga.
ABUSOabuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas)Um grupo de termos muito utilizado embora com significados variáveis. Na 3a. edição revista do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (DSM-III-R), “abuso de substância psicoativa” é definido como “padrão desajustado de uso indicado pela continuação desse uso apesar do reconhecimento da existência de um problema social, ocupacional, psicológico ou físico, persistente ou recorrente, que é causado ou exacerbado pelo uso recorrente em situações nas quais ele é fisicamente arriscado”. Trata-se de uma categoria residual, ao qual é preferível o diagnóstico de dependência, quando for o caso. O termo “abuso” é algumas vezes utilizado de forma desaprovativa para designar qualquer tipo de uso, particularmente o de drogas ilícitas. Devido à sua ambigüidade, o termo não é usado na 10a. revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (exceto no caso de substâncias que não produzem dependência; veja mais adiante); uso nocivo e uso arriscado são os termos equivalentes na terminologia da OMS, embora eles geralmente digam respeito apenas aos efeitos físicos e não às conseqüências sociais. O emprego de “abuso” também é desestimulado pelo Escritório de Prevenção do Abuso de Substâncias dos EUA, embora expressões como “abuso de substâncias” sigam sendo amplamente utilizadas na América do Norte, para se referir, de modo geral, aos problemas do uso de substâncias psicoativas.Em outros contextos, o abuso já indicou padrões de uso não-médico ou não aprovado, independentemente das conseqüências. Assim, a definição publicada em l969 pela Comissão de Peritos da OMS em Dependência de Drogas foi “uso excessivo de droga, persistente ou esporádico, inconsistente ou sem relação com a prática médica aceitável” (veja uso indevido de álcool ou droga). (5)
- O abuso do PCP ocorre devido aos efeitos alucinógenos e psicotrópicos que ele produz.
TOLERÂNCIAUma diminuição de resposta a uma dose de determinada substância que ocorre com o uso continuado da mesma. No consumidor freqüente ou de grandes quantidades de bebidas alcoólicas (ou de outras drogas), por exemplo, são necessárias doses mais elevadas de álcool para alcançar os efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas. Tanto fatores psicológicos como psicossociais podem contribuir para o desenvolvimento da tolerância, que pode ser física, comportamental ou psicológica. Com respeito aos fatores fisiológicos, pode desenvolver-se tanto a tolerância metabólica como a funcional, isoladas ou conjuntamente. Aumentando-se a taxa de metabolismo da substância, o organismo pode ser capaz de eliminar a substância mais rapidamente. A tolerância funcional é definida pela diminuição da sensibilidade do sistema nervoso central à substância. A tolerância comportamental é uma mudança no efeito da droga como resultado de aprendizado ou de alterações ambientais. A tolerância aguda é uma acomodação rápida, temporária, ao efeito de uma substância após uma única dose. A tolerância reversa, também conhecida como sensibilização, refere-se a uma condição na qual a resposta a uma substância aumenta com o uso repetido.A tolerância é um dos critérios para a síndrome de dependência. (1, 5)
- O uso diário implica no desenvolvimento de tolerância.
DEPENDÊNCIA(F1x.2)Em termos gerais, o estado de necessidade ou dependência de alguma coisa ou alguém para apoio, funcionamento ou sobrevivência. Quando aplicado ao álcool e outras drogas, o termo implica a necessidade de repetidas doses da droga para sentir-se bem ou para evitar sensações ruins. No DSM-IIIR, a dependência é definida como “um conjunto de sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos que indicam que uma pessoa tem o controle do uso da substância psicoativa prejudicado e persiste nesse uso a despeito de conseqüências adversas”. Equivale aproximadamente à síndrome de dependência da CID-10. No contexto da CID-10, o termo dependência refere-se de maneira geral a qualquer dos elementos da síndrome. O termo é freqüentemente usado como equivalente de adicção e de alcoolismo.Em 1964 uma Comissão de Peritos da OMS introduziu “dependência” em substituição a adicção e hábito10. O termo pode ser usado de maneira genérica em relação a todas as drogas psicoativas (dependência de drogas, dependência química, dependência do uso de substância), ou referir-se especificamente a uma droga em particular ou a uma classe de drogas (p.ex., dependência de álcool, dependência de opióide). Embora a CID-10 descreva dependência em termos aplicáveis a todas as classes de drogas, há diferenças entre os sintomas de dependência característicos das diferentes drogas.De forma não qualificada, dependência refere-se a ambos os elementos físicos e psicológicos. A dependência psicológica ou psíquica refere-se à vivência de controle prejudicado sobre o beber ou o uso da droga (veja craving, compulsão), ao passo que a dependência fisiológica ou física refere-se à tolerância e aos sintomas de abstinência (veja também neuro-adaptação). Em discussões de orientação biológica, dependência é freqüentemente usada com referência à dependência física apenas.Ainda no contexto psicofarmacológico, emprega-se também dependência ou dependência física num sentido mais limitado para referir-se exclusivamente ao desenvolvimento de sintomas de abstinência que seguem uma interrupção do uso de droga. Neste sentido restrito, a dependência cruzada é vista como complementar a tolerância cruzada, e ambas definições referem-se somente à sintomatologia física (neuroadaptação). (1,5)
Quando utilizado diariamente, há evidência de dependência; [5]
Provoca dependência psicológica e não existem registros de dependência física. [1]
SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA(F1x.3)Um grupo de sintomas de configuração e gravidade variáveis que ocorrem após a cessação ou redução do uso de uma substância psicoativa que vinha sendo usada repetidamente e geralmente após um longo período e/ou em altas doses. A síndrome pode ser acompanhada por sinais de alterações físiológicas.A síndrome de abstinência é um dos indicadores da síndrome de dependência. Também é uma característica distintiva do significado mais estrito do termo dependência.O início e o curso da síndrome de abstinência são limitados no tempo e são relacionados ao tipo de substância e à dose que vinham sendo usadas imediatamente antes da interrupção ou da redução do uso. Tipicamente, as características da síndrome são opostas às da intoxicação aguda.A síndrome de abstinência do álcool é caracterizada por tremores, sudorese, ansiedade, agitação, depressão, náusea e mal estar. Ocorre entre 6-48 horas após a interrupção do consumo de álcool e, quando não complicada, termina em 2-5 dias. Pode complicar-se por convulsões tipo grande mal e progredir para um delirium (conhecido como delirium tremens).As síndromes de abstinência de sedativos têm várias características comuns com a abstinência do álcool, mas podem também incluir dores musculares e espasmos, distorções perceptivas e distorções da imagem corporal.A abstinência de opióides é acompanhada de rinorréia (secreção nasal), lacrimejamento (excesso de formação de lágrimas), dores musculares, calafrios, arrepios e, após 24-48 horas, cãibras abdominais e musculares. O comportamento de busca da droga é proeminente e continua após a diminuição dos sintomas físicos.A abstinência de estimulantes (crash) não é tão bem definida quanto às síndromes de abstinência de substâncias depressoras do sistema nervoso central; a depressão é proeminente e acompanhada por mal-estar, inércia e instabilidade.Veja também:ressaca.Sinonímia: estado de privação; reação de abstinência; síndrome de privação (5)
- Quando usado diariamente, produz sintomas de abstinência.
EFEITOS NA GESTAÇÃO (2)
O PCP atravessa a placenta e se encontra presente no leite materno.
Doses altas podem provocar o nascimento de fetos com anormalidades, como displasias (desenvolvimento anormal) esqueléticas e fenda palatina (malformação facial que afeta o céu da boca, com um sulco que pode se estender até a arcada dentária).
• As anormalidades que podem aparecer nos fetos são:
* Crescimento facial assimétrico;
* Espasmos persistentes;
* Microcefalia;
Hipoplasia (crescimento insuficiente) do nervo óptico;
São observados também anomalias congênitas no sistema cardiovascular, respiratório, urinário e músculo-esquelético.
TRATAMENTO (5)
Como o PCP é uma droga que sofre reabsorção intestinal retornando ao estômago várias vezes, o tratamento para uma overdose(em inglês.: overdose)O uso de qualquer droga em quantidade suficiente para provocar efeitos indesejáveis físicos e mentais mais ou menos imediatos. A superdosagem deliberada é um meio comum de suicídio ou de tentativa de suicídio. Em números absolutos, as superdosagens de drogas lícitas são geralmente mais comuns do que as de drogas ilícitas. A superdose pode provocar efeitos transitórios, duradouros ou a morte; a dose letal de uma droga em particular varia com o indivíduo e com as circunstâncias.Veja também:intoxicação; envenenamento por álcool ou droga pode incluir a administração de carvão ativado, que se ligará ao PCP, diminuindo assim sua toxicidade;
• O uso de qualquer tipo de alucinógeno implica em quadros ansiosos e de pânico, que são controlados com reasseguramento e orientação voltada
para a realidade, colocando o indivíduo num ambiente tranqüilo (para diminuir os estímulos sensoriais);
Sintomas mais intensos são controlados com a administração de benzodiazepínicosUm grupo de drogas estruturalmente relacionadas, usadas primordialmente como sedativos/hipnóticos, relaxantes musculares e antiepilépticos, e outrora denominados de “tranqüilizantes menores”. Acredita-se que estes agentes produzam efeitos terapêuticos ao potencializar a ação do ácido gama-aminobutírico (GABA), um importante neurotransmissor inibidor.Os benzodiazepínicos foram introduzidos para substituir os barbitúricos, como uma alternativa mais segura. Eles não suprimem o sono REM na mesma medida que os barbitúricos, mas tem um potencial significativo para induzir dependência e uso indevido.Os benzodiazepínicos de ação curta incluem o halazepam e o triazolam, ambos com início de ação rápida; o alprazolam, o flunitrazepam, o nitrazepam, o lorazepam e o temazepam com início intermediário; e o oxazepam com início lento. Têm-se relatado amnésia anterógrada profunda (apagamento) e reações paranóides com o uso de triazolam, bem como insônia de rebote e ansiedade. Muito clínico tem encontrado problemas particularmente difíceis na interrupção do tratamento com o alprazolam.Os benzodiazepínicos de ação longa incluem o diazepam (com o mais rápido início de ação), o clorazepato (também de início rápido), o clordiazepóxido (início intermediário), o flurazepam (início lento) e o prazepam (início mais lento). Os benzodiazepínicos de ação longa podem produzir um efeito incapacitante cumulativo e tem maior probabilidade de causar sedação diurna e perturbações motoras que os agentes de ação curta.Mesmo em doses terapêuticas, a interrupção abrupta dos benzodiazepínicos induz uma síndrome de abstinência em até 50% das pessoas tratadas por seis meses ou mais. Os sintomas são mais intensos com as preparações de ação curta; com os benzodiazepínicos de ação longa os sintomas de abstinência aparecem uma ou duas semanas depois da interrupção e duram mais, mas são menos intensos. Como com outros sedativos, é necessário um programa de desintoxicação lenta para evitar complicações graves como as convulsões da abstinência.Alguns benzodiazepínicos têm sido usados em combinação com outras substâncias psicoativas para acentuar a euforia, por exemplo, ex., 40-80 mg. de diazepam tomados logo antes ou imediatamente após uma dose de manutenção diária de metadona. Os benzodiazepínicos são, com freqüência, usados de indevidamente em combinação com o álcool ou na dependência de opióides (veja uso de múltiplas drogas).A superdose fatal é rara com qualquer benzodiazepínico, a menos que ele seja ingerido concomitantemente ao álcool ou outro depressor do sistema nervoso central. ou neurolépticos;
Convulsões são tratadas com aporte de oxigênio e diazepamUma benzodiazepina comum. endovenoso;
Hipertensão, taquicardia, hipertermia têm prescrições especifícas.
EXAMES PARA DETECÇÃO DA DROGA NO ORGANISMO
- Não foi encontrado dados.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS (4)
- O PCP vem sendo utilizado em roedores por produzir mudanças comportamentais, efeitos metabólicos e neuroquímicos semelhantes daqueles que ocorrem em pacientes equizofrênicos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita; FERREIRA, Maria Beatriz
C. Farmacologia ClínicaClínica médica, no Brasil, também conhecida como Medicina Interna e Clínica geral, é a especialidade médica que trata de pacientes adultos, atuando principalmente em ambiente hospitalar. Inclui o estudo das doenças de adultos, não cirúrgicas, não obstétricas e não ginecológicas, sendo a especialidade médica a partir da qual se diferenciaram todas as outras como Cardiologia e Pneumologia.No Brasil, o especialista em Clínica médica deve cumprir, além do curso de Medicina, dois anos de Residência médica.Em Portugal, trata-se de um termo actualmente a cair em desuso. Em sua substituição, surgiu a Especialidade de Medicina Geral e Familiar, mais abrangente e de natureza diferente.: Fundamentos da Terapêutica Racional. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.
1 Christopher Dvorak, BA; Carrie L. McMahon, MS; Eugene Pergament. The effects of hallucinogen use during pregnancy. Northwestern Memorial Hospital and Northwestern University Medical School. Vol 8#2, Chicago. October 2000.
2 Brian J Morris, Susan M Cochran and Judith A Pratt. PCP: from pharmacology to modelling schizophrenia. Current opinion of pharmacology, 5(1):101-6. Scotland. Feb/2005.
3 NIDA (National Institute on Drug Abuse). PCP (phencyclidine). March/2005 Disponível em <www.drugabuse.gov> Acesso em 25 abril/2006.
4 Figlie, Neliana Buzi; Bordin, Selma; Larangeira, Ronaldo. Aconselhamento em Dependência Química. 1° Edição. São Paulo - SP: Editora Roca. 2004.
Autor: VIVAVOZ
Fonte: SISP
Acessado em: 2008-07-31, 13:56:43
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Comentários
aviso:
AVISO; NUNCA ENTRE NO MUNDO DAS DROGASUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. POIS HOJE VOCE PODE ATÉ GOSTAR MAS NO AMANHÃ VC PODE SE ARREPENDER CORRENDO O RISCO DE PERDER A COISA MAIS VALIOSA QUE TU TENS, OU SEJA, SUA BELA "VIDA" !
po de anjo
uma das mais absurdas. o incrivel é que a população tenta mascarar a realidade.
GENTE TA NA HORA DE ACORDAR!
não vale apena jogar projetos,anos de uma vida por simplesmente 10 horas de prazer e depressaõoo...
ja fui vitima de boa noite sinderela, e acreditem é uma sensação extremamente desconfortável.
dica> vale apena contar casos e situações.
tb né, me diz um caso de
tb né, me diz um caso de "usuario" de boa noite cinderela? não é feito pra você se drogar o inocencia! é feito para drogar outras pessoas, nunca a sí mesmo.
po
eu ja encontrei sakinho pequeno de po com meu parceiro nao sei o q fazer nao sei q tipo de drogaUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habitual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. e sei q e po,o q pode acontecer com ele?ele ta emagrecendo e tanta coisa q num sei nem por onde comesar.
O cara ta usando cocaína o
O cara ta usando cocaína o otária, nem é esse negócio ai da matéria não.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.
Se veio da onde fia? da lua?
Se ele em 2010, tava perdendo peso... se ele nao paro até agora ele ja deve ta bem noiadão KKKKKKKKKKKKKKKK.
vcs tem q cooca os caso q ja
vcs tem q cooca os caso q ja ixistiu
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