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Glossário sobre drogas - A

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A

  • Abstinência condicionada
    Uma síndrome com sinais e sintomas semelhantes à abstinência, ocasionalmente vivenciada por indivíduos dependentes de álcool ou opiáceos em abstinência, que são expostos a estímulos previamente associados com o uso de álcool ou outras drogas. De acordo com a teoria clássica do condicionamento, estímulos ambientais não condi­cionados, temporariamente associados a reações não condicionadas de abstinência tornam-se estímulos condicionados capazes de eliciar os mesmos sintomas de abstinência. Em outra versão da teoria do condicionamento, uma resposta inata compensatória aos efeitos de uma substância (tolerância aguda) torna-se condicionalmente relacio­nada aos estímulos associados ao uso da substância. Se os estímulos são apresentados sem a administração concreta da substância, a resposta condicionada é eliciada como uma reação compensatória do tipo da abstinência.
  • Abuso de drogas
    abuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas)

    Um grupo de termos muito utilizado embora com significados variáveis. Na 3a. edição revista do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (DSM-III-R), “abuso de subs­tância psicoativa” é definido como “padrão desajustado de uso indicado pela continuação desse uso apesar do reconhecimento da existência de um problema social, ocupacional, psicológico ou físico, persistente ou recorrente, que é causado ou exacerbado pelo uso recorrente em situações nas quais ele é fisicamente arriscado”. Trata-se de uma categoria residual, ao qual é preferível o diagnóstico de dependência, quando for o caso. O termo “abuso” é algumas vezes utilizado de forma desaprovativa para designar qualquer tipo de uso, particularmente o de drogas ilícitas. Devido à sua ambigüidade, o termo não é usado na 10a. revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (exceto no caso de substâncias que não produzem dependência; veja mais adiante); uso nocivo e uso arriscado são os termos equivalentes na terminologia da OMS, embora eles geralmente digam respeito apenas aos efeitos físicos e não às conseqüências sociais. O emprego de “abuso” também é desestimulado pelo Escritório de Prevenção do Abuso de Substâncias dos EUA, embora expressões como “abuso de substâncias” sigam sendo amplamente utilizadas na América do Norte, para se referir, de modo geral, aos problemas do uso de substâncias psicoativas.

    Em outros contextos, o abuso já indicou padrões de uso não-médico ou não aprovado, independentemente das conseqüências. Assim, a definição publicada em l969 pela Comissão de Peritos da OMS em Dependência de Drogas foi “uso excessivo de droga, persis­tente ou esporádico, inconsistente ou sem relação com a prática médica aceitável” (veja uso indevido de álcool ou droga).

  • Al-Anon

    Veja grupo de ajuda mútua; grupo dos 12 passos.

    • álcool

      Na terminologia química, os álcoois constituem um nume­roso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.

      O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).

      O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.

      Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consu­mida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.

      Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos poten­cialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).

      O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxi­cação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.

      Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decor­rentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).

      Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuro­patia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica.

       

    • álcool absoluto
      Etanol contendo não mais do que 1% de massa de água.

      Veja também:álcool.

       

    • álcool de madeira
      Metanol. Veja álcool.
    • álcool impróprio para o consumo

      Um termo genérico para produtos contendo etanol não destinado à ingestão humana. Muitos produtos industriais e comerciais (como purificadores do hálito, álcool desnaturado e álcool para desinfecção e limpeza) contêm etanol e por vezes são consumidos como substitutos de bebidas alcoólicas (veja álcool).

      Uma expressão mais abrangente para os produtos consumidos em vez de bebidas alcoólicas é “substituto do álcool”, a qual inclui também produtos não etílicos, como o etilenoglicol (anticongelante).

  • Alcoólicos Anônimos (AA)

    Veja grupos de ajuda mútua; grupo dos doze passos

  • abstinência

    A abstenção do uso de droga ou (particularmente) de bebidas alcoólicas, por questão de princípio ou por outras razões.

    Quem pratica a abstinência de álcool é chamado de “abstêmio” ou “abstêmio total”. A expressão “atualmente abstinente”, freqüentementeempregada em inquéritos populacionais, geralmente define uma pessoa que não ingeriu bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses; esta definição não coincide necessariamente com a descrição que o próprio indivíduo faz de si como um abstêmio.

    O termo “abstinência” não deve ser confundido com “síndrome de abstinência” ( Deve-se, no entanto, diferenciar “abstêmio” (pessoa que não bebe ou não usa drogas) de “abstinente” (pessoa que presentemente não está bebendo, que não está usando drogas).

    Veja também: sobriedade; temperança.

  • abstinência protraída
    A ocorrência de sintomas da síndrome de abstinência, geral­mente leves, mas desconfortáveis, por várias semanas ou meses após a síndrome de abstinência física aguda ter passado.

    Esta é uma condição mal-definida descrita em dependentes do álcool, dependentes de sedativos, e dependentes de opióides. Os sintomas psíquicos, como ansiedade, agitação, irritabilidade e depressão, são mais proeminentes que os sintomas físicos. Os sintomas podem ser precipitados ou exacerbados pela visão do álcool ou da droga de dependência, ou pelo retorno ao ambiente previamente associado ao uso de álcool ou de outra droga.

    Veja também: abstinência condicionada.

  • abuso de analgésicos
  • abuso de antidepressivos
  • abuso de antiácidos
  • abuso de esteróides
  • abuso de substância
    Veja abuso (de droga, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas).
  • abuso de substâncias que não produzem dependência
    (F55)

    Definido na CID-10 como o uso repetido e inadequado de uma substância que, embora isenta de potencial de dependência, se acompanha de efeitos físicos ou psicológicos nocivos ou envolve um contato desnecessário com profissionais da saúde (ou ambos). Esta categoria poderia ser mais apropriadamente chamada de “uso inde­vido de substâncias não psicoativas” (compare com uso indevido de álcool ou droga). Na CID-10, este diagnóstico está incluído na secção “Síndromes comportamentais associadas a perturbações fisiológicas e fatores físicos” (F50-F59).

    Uma ampla variedade de medicamentos à venda sob pres­crição médica ou de venda livre e de remédios populares e fitoterá­picos pode estar envolvida. Os grupos particularmente importantes são:

    • drogas psicotrópicas que não produzem dependência, tais como os antidepressivos e os neurolépticos ;
    • laxativos (o uso inadequado dos mesmos é chamado de “hábito laxativo”);
    • analgésicos que podem ser comprados sem prescrição médica, tais como aspirina (ácido acetilsalicílico) e para­cetamol (acetaminofeno);
    • esteróides e outros hormônios;
    • vitaminas; e
    • antiácidos.

    Embora estas substâncias não produzam, tipicamente, efeitos psíquicos agradáveis, as tentativas de desencorajar ou proibir o seu uso freqüentemente encontram resistência. A despeito da forte moti­vação do paciente para tomar a substância, não há o desenvolvimento de síndrome de dependência nem de síndrome de abstinência. Estas substâncias não têm potencial de dependência no sentido de efeitos farmacológicos intrínsecos, mas são capazes de induzir depen­dência psicológica.

  • abuso de vitaminas
  • acetaldeído
    O principal metabólito do etanol. O acetaldeído é formado pela oxidação do etanol, reação que é catalisada principalmente pela enzima álcool-desidrogenase. Ele é transformado (oxidado) em acetato pela enzima aldeído-desidrogenase. O acetaldeído é uma substância tóxica, envolvida na reação de rubor pelo álcoole em certas seqüelas físicas do consumo de álcool.

    Veja também:droga sensibilizadora ao álcool; dissulfiram.

  • adicção a droga ou a álcool

    O uso repetido de uma ou mais substâncias psicoativas, a tal ponto que o usuário (designado como um adicto) fica periódica ou permanentemente intoxicado, apresenta uma compulsão para consumir a substância preferida (ou as substâncias preferidas), tem grande dificuldade para interromper ou modificar voluntariamente o uso da substância e demonstra uma determinação de obter substân­cias psicoativas por quaisquer meios.

    Numa situação típica, a tolerância é proeminente e quando o uso da substância é interrompido freqüentemente ocorre uma síndrome de abstinência. A vida de um adicto pode ser dominada pela substância a ponto de uma virtual exclusão de todas as demais atividades e respon­sabilidades. O termo adicção também tem a conotação de que o uso de tal substância tem um efeito negativo para a sociedade, além de para o indivíduo; quando aplicado ao uso do álcool, é equivalente a alcoolismo.

    Adicção é um termo antigo e de uso variado. É considerado por muitos como uma entidade nosológica específica, um transtorno debilitante baseado nos efeitos farmacológicos da droga, implaca­velmente progressivos. De 1920 a 1960 houve tentativas para se diferenciar adicção de “hábito”, uma forma menos grave de adap­tação psicológica. Nos anos 1960 a Organização Mundial da Saúde recomendou que ambos termos fossem abandonados em favor de dependência, que pode existir em vários graus de gravidade.

    Este termo, em geral traduzido do inglês (addiction) ou do espanhol (adicción) é derivado do latim addictionem, que significa “propensão a, predisposição, inclinação em direção de algo”, e não deve ser confundido com “adição” (soma, acréscimo). Por sua origem, possui uma conotação etiológica de determinismo biológico: os adictos são pessoas com uma predisposiçãonatural ao consumo arriscado ou perigoso de álcool ou de outras drogas. Essas pessoas possuiriam uma compulsão inata para ingerir ou tomar a(s) substância(s) preferida(s), e uma grande determinação para obter a substância de qualquer maneira.Nesse sentido foi popularizado por defensores das teorias da degenerescência moral como terreno de base das dependências (de maneira semelhante à prostituição – predisposição ao pecado, e às chamas do inferno – flammis acribus addictis, segundo o texto da missa de requiem). As pesquisas mais recentes não conseguiram documentar essa suposta predisposição, antes da exposição à substância.

    Apesar de não ser um termo diagnóstico na CID-10, continua a ser amplamente utilizado por profissionais e principalmente pelo público em geral, mas seu uso é desaconselhado, mesmo na língua inglesa.

  • agonista

    Uma substância que age no receptor neuronal e produz efeitos semelhantes aos de uma substância de referência; por exemplo, a metadona é um agonista semelhante à morfina nos receptores de opióides.

  • alcoolismo (F10.2)

    Um termo antigo e de significado variável, em geral refere-se a um padrão crônico e continuado de ingestão de álcool, ou mesmo peri­ódico, e que é caracterizado pelo comprometimento do controle sobre a ingestão, freqüentes episódios de intoxicação e preocupação com o álcool e seu uso, apesar das conseqüências adversas.

    O termo alcoolismo foi originalmente cunhado em 1849 por Magnus Huss. Até os anos 1940, referia-se principalmente às conse­qüências físicas do beber pesado, de longa duração (alcoolismo Beta na tipologia de Jellinek). Um conceito mais restrito é o de alcoolismo como uma doença (veja doença alcoólica), caracterizado pela perda do controle sobre o beber, causado por uma anormalidade biológica pré-existente e que tem um curso progressivo previsível. Posterior­mente, o termo foi usado por Jellinek e outros para indicar o consumo de álcool que leva a qualquer tipo de dano (físico, psicológico ou social, tanto para o indivíduo como para a sociedade). Jellinek subdividiu o alcoolismo assim definido em uma série de “tipos” designados por letras gregas (veja tipologia de Jellinek).

    A inexatidão do termo levou uma Comissão de Peritos da OMS, em 1979, a desaprová-lo, preferindo estreitar a formulação para síndrome de dependência do álcool como um dos muitos problemas relacionados com o álcool. O alcoolismo não está incluído como uma entidade diagnóstica na CID 10 (veja síndrome de dependência).

    Apesar de seu significado ambíguo, alcoolismo é ainda ampla­mente usado como termo diagnóstico e descritivo. Em 1990, por exemplo, a Sociedade Norte-americana de Adicções definiu o alco­olismo como “uma doença crônica primária que tem seu desenvol­vimento e suas manifestações influenciados por fatores genéticos, psicossociais e ambientais. A doença freqüentemente é progressiva e fatal. É caracterizada por uma perturbação contínua ou periódica do controle sobre a ingestão, uma preocupação com o álcool, o seu uso apesar das conseqüências adversas e distorções de pensamento, notadamente, negação”. Outras formulações têm dividido o alcoolismo em diversos tipos: algumas o consideram como doença e outras, não (veja tipologia de Jellinek). Distingue-se: o alcoolismo essencial do alcoolismo reativo, sendo que “essencial” tem o objetivo de indicar que o alcoolismo não é secundário nem provocado por nenhuma outra condição; alcoolismo primário de secundário, para indicar a ordem de início, em casos de duplo diagnóstico; e o tipo I do tipo II, tendo este último um componente genético fortemente ligado ao sexo masculino. Antigamente, a dipsomania (ingestão episódica) e a adicção ao álcool referiam-se à perda do controle sobre a ingestão de bebidas; embriaguez tinha também uma relação mais estreita com a intoxi­cação habitual e seus efeitos prejudiciais.

  • alcoolista

    Um indivíduo que sofre de alcoolismo. Note que este substan­tivo tem um significado diferente daquele do adjetivo, como em bebida alcoólica.

    Sinonímia: alcoólatra ; alcoólico.

  • alcoolização

    (Em francês: alcoholisation) A ingestão freqüente de quantias substanciais de bebidas alcoólicas de forma a manter um elevado teor de álcool no sangue. “Alcoolização” também designa o processo de aumentar a freqüência do consumo de álcool. O termo pode ser apli­cado ao tanto bebedor individual como à sociedade como um todo. O termo “alcoolização” foi originalmente usado no contexto dos padrões de ingestão franceses e implica um beber normativo nas condições sócio-culturais, mais que o reflexo de uma psicopatologia individual.

    Sinonímia: ingestão inveterada.

    Veja também:tipologia de Jellinek (alcoolismo delta).

  • alcoologia

    Ramo do conhecimento científico relacionado ao álcool. Atual­mente esse termo não é de uso corrente em inglês.

  • alcoólico
  • aliamba
    Sinônimos: cânabis, maconha
  • alucinose
    alucinose(F1x.52)

    Um transtorno que consiste em alucinações persistentes ou recorrentes, em geral visuais ou auditivas, e que ocorrem com clareza de consciência, mas que o indivíduo afetado pode ou não reconhecer como irreais. Pode ocorrer uma elaboração delirante das alucinações, mas os delírios não dominam o quadro clínico.

    Veja também:transtorno psicótico induzido por álcool ou droga.

    Esta categoria diagnóstica de cinco dígitos não faz parte da CID-10, mas pode ser encontradaem The ICD-10 Classification of Mental and Behavioural Disorders. Clinical descriptions and diagnostic guidelines. Geneva, World Health Organization, 1992.

  • alucinose alcoólica
  • alucinógeno

    Uma substância que induz alterações da senso-percepção, do pensamento e dos sentimentos parecidos aos das psicoses funcionais, sem, no entanto, produzir as importantes alterações da memória e da orientação características das síndromes orgânicas. O ácido lisérgico (LSD, ou dietilamida do ácido lisérgico), a dimetiltriptamina (DMT), a psilocibina, a mescalina, a tenanfetamina (MDA, ou 3, 4-metilenodio­xianfetamina), o êxtase (MDMA, ou 3,4-metilenodioximetanfetamina) e a fenciclidina (PCP) são exemplos de alucinógenos.

    A maioria dos alucinógenos é ingerida; contudo, a DMT é aspi­rada ou fumada. O uso característico é episódico, sendo que o uso crônico e freqüente é extremamente raro. Os efeitos manifestam-se de 20 a 30 minutos após a ingestão e consistem em dilatação pupilar, elevação da pressão arterial, taquicardia, tremor, hiperreflexia e a fase psicodélica (que consiste em euforia ou alterações variadas do humor, ilusões visuais e distorções perceptivas, borramento dos limites entre o eu interior e o mundo exterior, e freqüentemente uma sensação de fusão com o cosmos). São comuns as flutuações rápidas entre a euforia e a disforia. Após umas 4 a 5 horas, esse quadro pode ser substituído por idéias de auto-referência, senti­mentos de aumento da consciência do eu interior, e uma sensação de controle mágico.

    Além da alucinose, que é produzida regularmente, são freqüentes outros efeitos adversos de alucinógenos, entre os quais:

    • más-viagens;
    • transtorno de percepção pós-alucinógeno ou flash­backs;
    • transtorno delirante, que geralmente segue-se à má-viagem; as mudanças perceptuais atenuam-se, mas o indivíduo torna-se convencido de que as distorções perceptuais vivenciadas correspondem à realidade; o estado delirante pode durar apenas um ou dois dias, ou pode persistir além desse período;
    • transtorno afetivo ou do humor, que consiste em ansie­dade, depressão ou mania que ocorre logo após o uso de alucinógeno e persiste por mais de 24 horas; tipica­mente o indivíduo sente que nunca mais poderá voltar ao normal e expressa preocupação a respeito de um dano cerebral como resultado da ingestão de droga.

    Os alucinógenos têm sido usados como coadjuvantes de terapia através do “insight”, mas esse uso tem sido restrito ou até mesmo banido pela legislação.Veja também:planta alucinógena.

  • amnésia

    Perda ou perturbação da memória (completa ou parcial, perma­nente ou temporária), atribuível tanto a causas orgânicas como a psicológicas. A amnésia anterógrada é a perda da memória de duração variável para eventos e vivências subseqüentes a um incidente causal, após a recuperação da consciência. A amnésia retrógada é a perda da memória de duração variável para eventos e vivências que prece­deram um incidente causal.

  • amnésia aguda
  • amotivacional
  • analgésico

    Uma substância que reduz a dor e pode ou não ter propriedades psicoativas.

    Veja também:opióides.

  • anfetamina

    Uma classe das aminas simpatomiméticas com poderosa ação estimulante do sistema nervoso central. Esta classe inclui a anfeta­mina, a dexanfetamina e a metanfetamina. Outras drogas farmaco­logicamente relacionadas incluem o metilfenidato, a fenmetrazina e a anfepramona (dietilpropiona). Em linguagem de rua, as anfetaminas são freqüentemente referidas como “bolinhas” (Br.).

    Os sinais e sintomas sugestivos de intoxicação por anfetaminas ou outros simpatomiméticos de ação semelhante incluem taquicardia, dilatação pupilar, aumento da pressão arterial, hiperreflexia, sudorese, calafrios, anorexia, náusea ou vômito, e comportamentos anormais, tais como agressividade, grandiosidade, hipervigilância, agitação e perturbação do juízo crítico. Em raros casos pode-se desenvolver um delirium a menos de 24 horas da ingestão. O uso crônico em geral induz alterações da personalidade e do comportamento tais como impulsividade, agressividade, irritabilidade, desconfiança e psicose paranóide (veja psicose anfetamínica). A interrupção da ingestão após uso prolongado ou intenso pode produzir uma reação de absti­nência, com humor deprimido, fadiga, hiperfagia, transtornos do sono e aumento dos sonhos.

    Atualmente, a prescrição de anfetaminas e de substâncias similares está limitada principalmente ao tratamento da narcolepsia e do transtorno de hiperatividade por déficit de atenção. Não é reco­mendado o uso dessas substâncias como agentes anorexígenos no tratamento da obesidade.

    Veja também:estimulantes; transtorno psicótico induzido por álcool ou droga.

  • anorexígeno
  • ansiolíticos

    Drogas contra a ansiedade. Veja sedativos/hipnóticos.

  • antagonista

    Uma substância que neutraliza os efeitos de outra. Do ponto de vista farmacológico, um antagonista interage com um receptor para inibir a ação de agentes (agonistas) que produzem efeitos específicos, fisiológicos ou comportamentais, mediados por aquele receptor.

  • anti-histamínicos

    Um grupo de drogas terapêuticas usadas no tratamento de transtornos alérgicos e, por vezes, devido aos seus efeitos sedativos, para aliviar a ansiedade e induzir o sono. Farmacologicamente, os anti-histamínicos são classificados como bloqueadores dos receptores H1. Estas drogas são ocasionalmente utilizadas sem finalidade terapêutica, particularmente por adolescentes, nos quais pode causar sedação e desinibição. Um grau moderado de tolerância se desenvolve, mas não uma síndrome de dependência ou uma síndrome de abstinência. Uma segunda classe de anti-histamínicos, os bloqueadores de recep­tores H2, suprime a secreção ácida gástrica e é usada no tratamento da úlcera péptica e do refluxo esofágico; esta não tem um potencial de dependência conhecido e o seu uso indevido é incluído na categoria F55 da CID-10, abuso de substâncias que não produzem depen­dência.

    Veja também:doping.

  • antidepressivos

    Um grupo de substâncias psicoativas prescritas para o trata­mento dos transtornos depressivos; também são usados em outras condições, tais como o transtorno do pânico. Há três classes princi­pais: os antidepressivos tricíclicos (quer são principalmente inibidores da recaptura de noradrenalina); os agonistas de receptores e bloque­adores da recaptura da serotonina; e os inibidores da monoamino-oxidase, menos comumente prescritos. Os antidepressivos tricíclicos têm um risco de abuso relativamente baixo, mas algumas vezes são usados sem finalidade terapêutica por seus efeitos psíquicos imediatos. Desenvolve-se tolerância aos seus efeitos anticolinérgicos, mas não está esclarecido se ocorre uma síndrome de dependência ou uma síndrome de abstinência. Por estas razões, o uso impróprio de antidepressivos está incluído na categoria F55 da CID-10, abuso de substâncias que não produzem dependência.

  • apagamento

    Amnésia anterógrada aguda, não associada com perda de cons­ciência, resultante de ingestão de álcool e de outras substâncias; um período de perda de memória durante o qual há pouca ou nenhuma lembrança do que se passou. É, por vezes, chamado de “palimpsesto alcoólico” quando ocorre no curso da ingestão crônica de álcool.

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Ajuda e informações para tratamento de dependentes e familiares:

  • Abead - Associação de Estudos do Álcool e Outras Drogas - Rua Oscar Freire, 102 - 2º andar - Tel.: 3891-1207 - 3085-4815
  • Amor Exigente - Tel: (11) 5224-1776
  • Associação Promocional Oração e Trabalho - APOT - Tel: (19) 251-5511 ramal 26/ At: Padre Haroldo / Rua. Dr. João Quirino do Nascimento, 1601 - Campinas - SP
  • Central de AA - Tel: (11) 3315-9333 - Av. Senador Queiroz,101, 2º andar / São Paulo-SP
  • Central de Alanon - Tel: (11) 228-7425 e (11)222-2099
  • Central de NA - Tel: (11) 5594-5657
  • Central de Naranon - Tel: (11) 3311-7226 e 227-8983
  • Cebrid - Centro Brasileiro de Informações sobre drogas Psicotrópicas - Rua Botucatu, 862 - 1º andar - Tel.: 5539-0155 - 5576-4504
  • CODA - Codependentes Anônimos - www.codabrasil.org
  • Comunidade Terapêutica Dr. Bezerra de Menezes - Tel: (11) 4109-6422 / Rua Inácio Pedó 660 / São Bernardo do Campo -SP
  • Outros: www.casadia.org
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