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Glossário sobre drogas - P

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P

  • PCP

    Veja fenciclidina.

     

  • pacal
    Sinônimos: cânabis, maconha
  • pancreatite alcoólica
    (K86.0)

    Um transtorno relacionado com o consumo de álcool em níveis arriscados caracterizado por inflamação e necrose do pâncreas, freqüentemente acompanhado de fibrose e disfunção pancreática.

    A pancreatite alcoólica pode ser aguda ou crônica . A forma aguda apresenta-se com dor abdominal alta, anorexia e vômitos e pode ser complicada com hipotensão, falência renal, doença pulmonar e psicose. A crônica geralmente apresenta-se com dor abdominal recorrente ou persistente, anorexia e perda de peso; pode haver sinais de deficiência pancreática envolvendo as funções exócrinas do pâncreas (por exemplo, má absorção, deficiência nutricional) ou as endócrinas (diabetes mellitus).

     

  • paranóia alcoólica
    (F10.5)

    Um tipo de transtorno psicótico induzido pelo álcool no qual se destacam os delírios de auto-referência ou persecutórios. O ciúme alcoólico é algumas vezes incluído como uma forma de paranóia alco­ólica.

     

  • paranóia amorosa
  • paranóia conjugal
  • pararau
    Sinônimos: cânabis, maconha
  • partilha de agulhas

    A utilização de seringas ou outros instrumentos de injeção (por exemplo, conta-gotas) por mais de uma pessoa, particularmente como método de administração de drogas. Esta prática acarreta o risco de transmissão de vírus (tais como o VIH ou o da hepatite B) e bactérias (o Stafilococcus aureus, por exemplo). Muitas intervenções, como a manutenção com metadona e a permuta de agulhas/seringas, têm como objetivo eliminar parcial ou totalmente a partilha de agulhas.

     

  • pasta de coca

    O produto do primeiro passo do processo de extração da cocaína das folhas de coca. Contém 50-90% de sulfato de cocaína e impurezas tóxicas como querosene e ácido sulfúrico. É fumada na América do Sul com cânabis, com tabaco ou sozinha. A pasta de coca misturada com cânabis e/ou tabaco é conhecida como pitillo na Bolívia e bazuco na Colômbia.

     

  • peiote

    Botões alucinógenos de vários tipos de cactos (Lophophora williamsii, Anhalonium lewinii). O agente psicoativo do peiote é a mescalina.

    Veja também:alucinógeno.

     

  • pelagra
    (E52)

    Uma síndrome de deficiência nutricional causada por falta de niacina (vitamina B6 ou ácido nicotínico) ou do aminoácido essencial triptofano (que pode ser convertido em niacina). Caracteriza-se por confusão, depressão, dermatite simétrica que afeta as partes do corpo expostas à luz e sintomas gastrintestinais, especialmente diarréia.

    A pelagra é endêmica entre as populações pobres de países onde a base da dieta é o milho não processado. Em outros países, aparece principalmente em bebedores pesados habituais (pelagra alcoólica). Os sintomas gastrintestinais podem incluir náuseas, vômitos e distensão abdominal. Os sintomas mentais são variáveis e podem simular qualquer tipo de transtorno mental, mas a depressão é prova­velmente a apresentação psiquiátrica mais comum. Pode haver deso­rientação, alucinações e delirium. Alguns pacientes podem evoluir para demência. A terapêutica de reposição com niacina é eficaz na reversão da maioria dos sintomas, embora as alterações mentais graves de longa duração possam não responder plenamente.

     

  • pensão protegida

    Expressão empregada freqüentemente para designar um local de residência que funciona como um estágio intermediário entre um programa terapêutico hospitalar ou residencial e a independência plena na comunidade. Aplica-se a acomodações destinadas a indiví­duos dependentes de álcool ou drogas empenhados em manter sua sobriedade (compare com comunidade terapêutica). Também há pensões protegidas para indivíduos com transtornos psiquiátricos ou egressos de prisões.

    Sinonímia: casa de recuperação; residência protegida.

     

  • pentazocina

    Um opióide sintético que pode provocar uma psicose aguda caracterizada por pesadelos, despersonalização e alucinações visuais. Por ter características tanto agonistas quanto antagonistas, a penta­zocina pode precipitar uma síndrome de abstinência de narcóticos.

     

  • perda do controle

    Uma incapacidade para modular a quantidade e a freqüência do uso de substâncias psicoativas. A incapacidade de interromper a ingestão de substâncias como o álcool e a cocaína, uma vez expe­rimentado seus efeitos iniciais. Em discussões mais recentes sobre o síndrome de dependência, a expressão “perda do controle” foi substituída por “controle prejudicado”.

     

  • perninha de grilo
    Sinônimos: cânabis, maconha
  • petidina

    Um opióide sintético. Apesar das ações da petidina serem semelhantes às de outros opióides, o uso desta droga é ainda carac­terizado por uma alta incidência de disforia e de irritabilidade e, por vezes, espasmos mioclônicos, convulsões e delirium após o uso prolongado.

    Sinonímia: meperidina.

     

  • planta alucinógena

    Uma ampla variedade de plantas que contém substâncias alucinógenas, e que são usadas tradicionalmente por povos indí­genas com vários propósitos: euforia, sociabilidade, alívio de tensão, como medicamento ou para induzir visões (veja mescalina; peiote). Algumas dessas plantas (como, por exemplo a Lophophora williamsii, a Tricherocerus pachamoi, a Banisteriosis caapi e outras) são usadas, especialmente por índios das Américas Central e do Sul, num contexto ritualizado para produzir alucinações. Há relatos de que tais plantas estão se tornando moda entre experimentadores urbanizados e de alto nível de escolaridade, que podem misturar algumas delas com álcool, cocaína, maconha ou outra substância psicoativa, o que pode causar reações adversas.

     

  • polineuropatia
  • politoxicomania
  • política de drogas

    No contexto de drogas psicoativas, é o conjunto de políticas destinadas a combater o fornecimento e/ou a demanda de drogas ilícitas, local ou nacionalmente, incluindo a educação, o tratamento, o controle e outros programas e políticas. Neste contexto, “política de drogas” não inclui a política farmacêutica (exceto quando há uso não médico), a política do tabaco nem a política do álcool.

    No contexto do Programa de Ação de Medicamentos Essenciais da OMS, “política nacional de drogas”, refere-se a uma política farma­cêutica nacional que diz respeito à propaganda, à disponibilidade e ao uso terapêutico de medicamentos. A OMS recomenda que todo país tenha uma política deste tipo, formulada no contexto de um plano de saúde nacional. A Lista de Medicamentos Essenciais da OMS é um esforço para auxiliar os países em desenvolvimento a desenvolverem uma política farmacêutica que leve em consideração as necessidade de saúde, e não as pressões comerciais, para a alocação dos escassos recursos destinados a produtos farmacêuticos.

    [A política de drogas psicoativas normalmente é um dos componentes importantes da política farmacêutica nacional, principalmente se considerarmos a grande proporção de receitas médicas destas drogas que resulta em uso arriscado ou prejudicial, ou mesmo em dependência dessas drogas consideradas lícitas por essa mesma política.

    A atual política brasileira de drogas é definida em duas leis básicas, a LEI Nº 6.368, DE 21 DE OUTUBRO DE 1976 - Dispõe sobre medidas de prevenção e repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica, e dá outras providências, e a LEI No 10.409, DE 11 DE JANEIRO DE 2002 - Dispõe sobre a prevenção, o tratamento, a fiscalização, o controle e a repressão à produção, ao uso e ao tráfico ilícitos de produtos, substâncias ou drogas ilícitas que causem dependência física ou psíquica, assim elencados pelo Ministério da Saúde, e dá outras providências.

    Atualmente (agosto de 2004), tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 7.134 de 2002 que Dispõe sobre o Sistema Nacional Antidrogas; sobre a prevenção, a repressão e o tratamento;define crimes, regula o procedimento nos crimes que define e dá outras providência.]

     

  • política farmacêutica

    Sistema de regulamentação que visa ordenar a oferta e a demanda de medicamentos. É sinônimo de política sobre drogas no Programa de Ação de Medicamentos Essenciais da OMS. Nos países escandinavos equivale a “política de medicamentos”. A política de drogas psicoativas normalmente é um de seus componentes impor­tantes, em virtude da grande proporção de receitas médicas destas drogas.

     

  • potencial de dependência

    A propensão que tem uma substância para gerar um estado de dependência, como conseqüência de seus efeitos fisiológicos ou psicológicos. O potencial de dependência é determinado pelas proprie­dades farmacológicas intrínsecas da substância, os quais podem ser avaliados em animais e em seres humanos através de procedimentos laboratoriais.

    Veja também:risco de abuso.

     

  • prevenção da recaída

    Um conjunto de procedimentos terapêuticos empregados para ajudar indivíduos com problemas relacionados ao álcool ou a outra droga a evitarem ou enfrentarem uma recaída ou deslize. Os proce­dimentos podem ser usados em combinação com outros tratamentos e abordagens terapêuticas, desde que baseados na moderação e na abstinência. Através desta técnica é possível ensinar ao paciente estratégias de enfrentamento para evitar situações consideradas como perigosos precipitantes de recaída e, através de repetição mental e de outras técnicas, a minimizar o uso da substância uma vez que um deslize tenha ocorrido.

     

  • problema relacionado com drogas

    Qualquer dos múltiplos efeitos adversos do uso de drogas, particularmente do uso de drogas ilícitas. “Relacionado” não implica necessariamente causalidade.

    A expressão foi cunhada por analogia com problema relacio­nado com o álcool, mas é menos usada, uma vez que o uso de drogas em si, mais do que suas conseqüências, tende a ser considerado como o problema e pode ser usado para se referir tanto a problemas indivi­duais quanto sociais. No controle de drogas internacional, levam-se em conta os problemas relacionados com as drogas para estabelecer o nível específico de controle para certas substâncias, através de uma avaliação do seu potencial de dependência e do seu risco de abuso realizada pela OMS. “Problema com drogas” é uma expressão seme­lhante, mas pode ser confundida com “o problema das drogas”, que considera as drogas ilícitas como uma questão política.

     

  • problema relacionado com o álcool

    Qualquer dos concomitantes adversos de beber álcool. É importante destacar que “relacionado” não implica necessariamente “ser causado por”.

    O uso do termo pode referir-se tanto ao bebedor individual como à sociedade e foi adotado por uma Comissão de Peritos da OMS, em 1979. Um relatório da OMS, de 1974, havia usado incapacidade relacionada com o álcool como uma expressão equivalente a nível individual.

    “Problema com o álcool” é uma expressão freqüentemente usada com um sentido equivalente (diferente de “o problema do álcool”, uma velha formulação do movimento de temperança para o álcool como uma questão política, e da frase “ele tem um problema de álcool”, o que implica que o padrão de beber de uma pessoa é em si mesmo um problema).

    Veja também:abuso (de droga, álcool, substância química ou psicoativa); beber problemático; uso indevido de álcool ou droga; uso nocivo.

     

  • programa alternativo

    Um programa de tratamento ou reeducação para indivíduos encaminhados pela justiça (alternativa criminal) depois de terem sido processados por dirigir sob o efeito de álcool ou sob efeito de outras drogas, de venda ou do uso de drogas, ou de um delito genérico, não necessariamente relacionado a drogas ou ao álcool. No uso estri­tamente legal deste termo, os indivíduos são encaminhados para programas alternativos em vez de serem condenados; o caso fica em pendência, dependendo do resultado positivo do programa alternativo a ser cumprido “Alternativo” é também usado de maneira mais ampla para qualquer tipo de encaminhamento da justiça em qualquer estágio do processo, até mesmo como sentença condicional de liberdade.

     

  • programa de assistência ao empregado
    (PAE)

    Um programa inserido no emprego que permite o tratamento de problemas relacionados com o álcool ou de problemas relacio­nados com drogas ou outros transtornos mentais detectados através da avaliação do desempenho laboral ou de testes para a detecção de drogas. O termo substituiu “programa industrial para o alcoolismo” (programa ocupacional para o alcoolismo) dos anos 1970 ampliando-se para uma abordagem mais geral do “empregado em dificuldade”. Normalmente, este programa se apresenta como uma alternativa para a demissão ou outras sanções em casos de primeira infração e, even­tualmente, em infrações posteriores.

    O termo teve origem nos EUA, mas atualmente é amplamente usado.

     

  • proibição

    Política sob a qual o cultivo, a manufatura e/ou a venda (e, às vezes, o uso) de substâncias psicoativas estão proibidos (apesar de, em geral, ser permitida a venda em farmácias). O termo aplica-se principalmente ao álcool, notadamente em relação ao período da inter­dição nacional de sua venda nos EUA (Lei Seca, de 1919-1933), e em vários outros países entre as duas Grandes Guerras Mundiais.

    A proibição também é usada para referir-se ao banimento reli­gioso do uso de drogas, principalmente nos países islâmicos.

    Veja também:droga ilícita; substâncias controladas; tempe­rança.

     

  • pseudo-síndrome de Cushing, induzido pelo álcool
    (E24.4)

    Um transtorno endócrino induzido pelo álcool, no qual há uma produção excessiva de corticosteróides pelas glândulas supra-renais. Manifesta-se por uma face inchada e avermelhada (semelhante à da verdadeira síndrome de Cushing), obesidade e hipertensão; distingue-se da verdadeira síndrome de Cushing pela supressão mais rápida dos níveis de cortisol, após a administração de dexametasona, e pela resolução das anormalidades bioquímicas uma vez cessado o uso de álcool.

     

  • psicodélico

    Veja alucinógeno; drogas psicoativas.

     

  • psicose anfetamínica

    Um transtorno caracterizado por delírios paranóides, freqüen­temente acompanhados por alucinações auditivas ou táteis, hiperativi­dade e labilidade do humor, que se desenvolve durante ou logo após o uso repetido de doses moderadas ou altas de anfetaminas. Tipi­camente, o comportamento do indivíduo é hostil e irracional, podendo resultar em violência imotivada. Na maioria dos casos não há obnubi­lação da consciência, mas ocasionalmente pode-se observar um deli­rium agudo depois da ingestão de doses muito altas.

    Este transtorno está incluído na categoria F1x.5, transtorno psicótico decorrente do uso de álcool ou droga, da CID-10.

     

  • psicotrópico

    No seu sentido mais geral, é um termo com o mesmo signifi­cado de “psicoativo”, ou seja, que afeta processos mentais. Em termos estritos, droga psicotrópica é qualquer agente químico com ação primária ou mais significativa no Sistema Nervoso Central. Alguns autores aplicam o termo a drogas de uso primário no tratamento de transtornos mentais, como sedativos ansiolíticos, antidepressivos, agentes antimaníacos e neurolépticos. Outros usam o termo para se referir a substâncias com alto risco de abuso, devido a seus efeitos no humor, na consciência ou em ambos, tais como estimulantes, aluci­nógenos, opióides, sedativos/hipnóticos ( incluindo o álcool ) etc.

    No contexto do controle internacional de drogas, “substân­cias psicotrópicas” dizem respeito a substâncias controladas pela Convenção de Substâncias Psicótropicas de 1971 (veja convenções internacionais sobre drogas)

     

  • psilocibina

    Um dos alucinógenos naturais que se encontra em mais de 75 espécies de cogumelos dos gêneros Psilocybe, Panaeolus e Conocybe, que crescem em várias regiões do mundo. A psilocibina é o principal alucinógeno encontrado nos cogumelos, mas a psilocina também está presente em pequenas quantidades. No entanto, após sua ingestão, a psilocibina é convertida em psilocina pela enzima fosfatase alcalina; a psilocina é cerca de 1,4 vezes mais potente que a psilocibina.

    Veja também:alucinógeno.

     

  • pó de anjo

    Veja fenciclidina.

     

  • pó de anjoPCP
    Sinônimos: fenciclidina
Drogas: 

 

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Ajuda e informações para tratamento de dependentes e familiares:

  • Abead - Associação de Estudos do Álcool e Outras Drogas - Rua Oscar Freire, 102 - 2º andar - Tel.: 3891-1207 - 3085-4815
  • Amor Exigente - Tel: (11) 5224-1776
  • Associação Promocional Oração e Trabalho - APOT - Tel: (19) 251-5511 ramal 26/ At: Padre Haroldo / Rua. Dr. João Quirino do Nascimento, 1601 - Campinas - SP
  • Central de AA - Tel: (11) 3315-9333 - Av. Senador Queiroz,101, 2º andar / São Paulo-SP
  • Central de Alanon - Tel: (11) 228-7425 e (11)222-2099
  • Central de NA - Tel: (11) 5594-5657
  • Central de Naranon - Tel: (11) 3311-7226 e 227-8983
  • Cebrid - Centro Brasileiro de Informações sobre drogas Psicotrópicas - Rua Botucatu, 862 - 1º andar - Tel.: 5539-0155 - 5576-4504
  • CODA - Codependentes Anônimos - www.codabrasil.org
  • Comunidade Terapêutica Dr. Bezerra de Menezes - Tel: (11) 4109-6422 / Rua Inácio Pedó 660 / São Bernardo do Campo -SP
  • Outros: www.casadia.org
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