

Veja fenciclidina.
Um transtorno relacionado com o consumo de álcool em níveis arriscados caracterizado por inflamação e necrose do pâncreas, freqüentemente acompanhado de fibrose e disfunção pancreática.
A pancreatite alcoólica pode ser aguda ou crônica . A forma aguda apresenta-se com dor abdominal alta, anorexia e vômitos e pode ser complicada com hipotensão, falência renal, doença pulmonar e psicose. A crônica geralmente apresenta-se com dor abdominal recorrente ou persistente, anorexia e perda de peso; pode haver sinais de deficiência pancreática envolvendo as funções exócrinas do pâncreas (por exemplo, má absorção, deficiência nutricional) ou as endócrinas (diabetes mellitus).
Um tipo de transtorno psicótico induzido pelo álcool no qual se destacam os delírios de auto-referência ou persecutórios. O ciúme alcoólico é algumas vezes incluído como uma forma de paranóia alcoólica.
Veja ciúme alcoólico.
Veja ciúme alcoólico.
A utilização de seringas ou outros instrumentos de injeção (por exemplo, conta-gotas) por mais de uma pessoa, particularmente como método de administração de drogas. Esta prática acarreta o risco de transmissão de vírus (tais como o VIH ou o da hepatite B) e bactérias (o Stafilococcus aureus, por exemplo). Muitas intervenções, como a manutenção com metadona e a permuta de agulhas/seringas, têm como objetivo eliminar parcial ou totalmente a partilha de agulhas.
O produto do primeiro passo do processo de extração da cocaína das folhas de coca. Contém 50-90% de sulfato de cocaína e impurezas tóxicas como querosene e ácido sulfúrico. É fumada na América do Sul com cânabis, com tabaco ou sozinha. A pasta de coca misturada com cânabis e/ou tabaco é conhecida como pitillo na Bolívia e bazuco na Colômbia.
Uma síndrome de deficiência nutricional causada por falta de niacina (vitamina B6 ou ácido nicotínico) ou do aminoácido essencial triptofano (que pode ser convertido em niacina). Caracteriza-se por confusão, depressão, dermatite simétrica que afeta as partes do corpo expostas à luz e sintomas gastrintestinais, especialmente diarréia.
A pelagra é endêmica entre as populações pobres de países onde a base da dieta é o milho não processado. Em outros países, aparece principalmente em bebedores pesados habituais (pelagra alcoólica). Os sintomas gastrintestinais podem incluir náuseas, vômitos e distensão abdominal. Os sintomas mentais são variáveis e podem simular qualquer tipo de transtorno mental, mas a depressão é provavelmente a apresentação psiquiátrica mais comum. Pode haver desorientação, alucinações e delirium. Alguns pacientes podem evoluir para demência. A terapêutica de reposição com niacina é eficaz na reversão da maioria dos sintomas, embora as alterações mentais graves de longa duração possam não responder plenamente.
Expressão empregada freqüentemente para designar um local de residência que funciona como um estágio intermediário entre um programa terapêutico hospitalar ou residencial e a independência plena na comunidade. Aplica-se a acomodações destinadas a indivíduos dependentes de álcool ou drogas empenhados em manter sua sobriedade (compare com comunidade terapêutica). Também há pensões protegidas para indivíduos com transtornos psiquiátricos ou egressos de prisões.
Sinonímia: casa de recuperação; residência protegida.
Um opióide sintético que pode provocar uma psicose aguda caracterizada por pesadelos, despersonalização e alucinações visuais. Por ter características tanto agonistas quanto antagonistas, a pentazocina pode precipitar uma síndrome de abstinência de narcóticos.
Uma incapacidade para modular a quantidade e a freqüência do uso de substâncias psicoativas. A incapacidade de interromper a ingestão de substâncias como o álcool e a cocaína, uma vez experimentado seus efeitos iniciais. Em discussões mais recentes sobre o síndrome de dependência, a expressão “perda do controle” foi substituída por “controle prejudicado”.
Um opióide sintético. Apesar das ações da petidina serem semelhantes às de outros opióides, o uso desta droga é ainda caracterizado por uma alta incidência de disforia e de irritabilidade e, por vezes, espasmos mioclônicos, convulsões e delirium após o uso prolongado.
Sinonímia: meperidina.
Uma ampla variedade de plantas que contém substâncias alucinógenas, e que são usadas tradicionalmente por povos indígenas com vários propósitos: euforia, sociabilidade, alívio de tensão, como medicamento ou para induzir visões (veja mescalina; peiote). Algumas dessas plantas (como, por exemplo a Lophophora williamsii, a Tricherocerus pachamoi, a Banisteriosis caapi e outras) são usadas, especialmente por índios das Américas Central e do Sul, num contexto ritualizado para produzir alucinações. Há relatos de que tais plantas estão se tornando moda entre experimentadores urbanizados e de alto nível de escolaridade, que podem misturar algumas delas com álcool, cocaína, maconha ou outra substância psicoativa, o que pode causar reações adversas.
Veja neuropatia periférica.
Veja uso de múltiplas drogas.
No contexto de drogas psicoativas, é o conjunto de políticas destinadas a combater o fornecimento e/ou a demanda de drogas ilícitas, local ou nacionalmente, incluindo a educação, o tratamento, o controle e outros programas e políticas. Neste contexto, “política de drogas” não inclui a política farmacêutica (exceto quando há uso não médico), a política do tabaco nem a política do álcool.
No contexto do Programa de Ação de Medicamentos Essenciais da OMS, “política nacional de drogas”, refere-se a uma política farmacêutica nacional que diz respeito à propaganda, à disponibilidade e ao uso terapêutico de medicamentos. A OMS recomenda que todo país tenha uma política deste tipo, formulada no contexto de um plano de saúde nacional. A Lista de Medicamentos Essenciais da OMS é um esforço para auxiliar os países em desenvolvimento a desenvolverem uma política farmacêutica que leve em consideração as necessidade de saúde, e não as pressões comerciais, para a alocação dos escassos recursos destinados a produtos farmacêuticos.
[A política de drogas psicoativas normalmente é um dos componentes importantes da política farmacêutica nacional, principalmente se considerarmos a grande proporção de receitas médicas destas drogas que resulta em uso arriscado ou prejudicial, ou mesmo em dependência dessas drogas consideradas lícitas por essa mesma política.
A atual política brasileira de drogas é definida em duas leis básicas, a LEI Nº 6.368, DE 21 DE OUTUBRO DE 1976 - Dispõe sobre medidas de prevenção e repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica, e dá outras providências, e a LEI No 10.409, DE 11 DE JANEIRO DE 2002 - Dispõe sobre a prevenção, o tratamento, a fiscalização, o controle e a repressão à produção, ao uso e ao tráfico ilícitos de produtos, substâncias ou drogas ilícitas que causem dependência física ou psíquica, assim elencados pelo Ministério da Saúde, e dá outras providências.
Atualmente (agosto de 2004), tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 7.134 de 2002 que Dispõe sobre o Sistema Nacional Antidrogas; sobre a prevenção, a repressão e o tratamento;define crimes, regula o procedimento nos crimes que define e dá outras providência.]
Sistema de regulamentação que visa ordenar a oferta e a demanda de medicamentos. É sinônimo de política sobre drogas no Programa de Ação de Medicamentos Essenciais da OMS. Nos países escandinavos equivale a “política de medicamentos”. A política de drogas psicoativas normalmente é um de seus componentes importantes, em virtude da grande proporção de receitas médicas destas drogas.
A propensão que tem uma substância para gerar um estado de dependência, como conseqüência de seus efeitos fisiológicos ou psicológicos. O potencial de dependência é determinado pelas propriedades farmacológicas intrínsecas da substância, os quais podem ser avaliados em animais e em seres humanos através de procedimentos laboratoriais.
Veja também:risco de abuso.
Um conjunto de procedimentos terapêuticos empregados para ajudar indivíduos com problemas relacionados ao álcool ou a outra droga a evitarem ou enfrentarem uma recaída ou deslize. Os procedimentos podem ser usados em combinação com outros tratamentos e abordagens terapêuticas, desde que baseados na moderação e na abstinência. Através desta técnica é possível ensinar ao paciente estratégias de enfrentamento para evitar situações consideradas como perigosos precipitantes de recaída e, através de repetição mental e de outras técnicas, a minimizar o uso da substância uma vez que um deslize tenha ocorrido.
Qualquer dos múltiplos efeitos adversos do uso de drogas, particularmente do uso de drogas ilícitas. “Relacionado” não implica necessariamente causalidade.
A expressão foi cunhada por analogia com problema relacionado com o álcool, mas é menos usada, uma vez que o uso de drogas em si, mais do que suas conseqüências, tende a ser considerado como o problema e pode ser usado para se referir tanto a problemas individuais quanto sociais. No controle de drogas internacional, levam-se em conta os problemas relacionados com as drogas para estabelecer o nível específico de controle para certas substâncias, através de uma avaliação do seu potencial de dependência e do seu risco de abuso realizada pela OMS. “Problema com drogas” é uma expressão semelhante, mas pode ser confundida com “o problema das drogas”, que considera as drogas ilícitas como uma questão política.
Qualquer dos concomitantes adversos de beber álcool. É importante destacar que “relacionado” não implica necessariamente “ser causado por”.
O uso do termo pode referir-se tanto ao bebedor individual como à sociedade e foi adotado por uma Comissão de Peritos da OMS, em 1979. Um relatório da OMS, de 1974, havia usado incapacidade relacionada com o álcool como uma expressão equivalente a nível individual.
“Problema com o álcool” é uma expressão freqüentemente usada com um sentido equivalente (diferente de “o problema do álcool”, uma velha formulação do movimento de temperança para o álcool como uma questão política, e da frase “ele tem um problema de álcool”, o que implica que o padrão de beber de uma pessoa é em si mesmo um problema).
Veja também:abuso (de droga, álcool, substância química ou psicoativa); beber problemático; uso indevido de álcool ou droga; uso nocivo.
Um programa de tratamento ou reeducação para indivíduos encaminhados pela justiça (alternativa criminal) depois de terem sido processados por dirigir sob o efeito de álcool ou sob efeito de outras drogas, de venda ou do uso de drogas, ou de um delito genérico, não necessariamente relacionado a drogas ou ao álcool. No uso estritamente legal deste termo, os indivíduos são encaminhados para programas alternativos em vez de serem condenados; o caso fica em pendência, dependendo do resultado positivo do programa alternativo a ser cumprido “Alternativo” é também usado de maneira mais ampla para qualquer tipo de encaminhamento da justiça em qualquer estágio do processo, até mesmo como sentença condicional de liberdade.
Um programa inserido no emprego que permite o tratamento de problemas relacionados com o álcool ou de problemas relacionados com drogas ou outros transtornos mentais detectados através da avaliação do desempenho laboral ou de testes para a detecção de drogas. O termo substituiu “programa industrial para o alcoolismo” (programa ocupacional para o alcoolismo) dos anos 1970 ampliando-se para uma abordagem mais geral do “empregado em dificuldade”. Normalmente, este programa se apresenta como uma alternativa para a demissão ou outras sanções em casos de primeira infração e, eventualmente, em infrações posteriores.
O termo teve origem nos EUA, mas atualmente é amplamente usado.
Política sob a qual o cultivo, a manufatura e/ou a venda (e, às vezes, o uso) de substâncias psicoativas estão proibidos (apesar de, em geral, ser permitida a venda em farmácias). O termo aplica-se principalmente ao álcool, notadamente em relação ao período da interdição nacional de sua venda nos EUA (Lei Seca, de 1919-1933), e em vários outros países entre as duas Grandes Guerras Mundiais.
A proibição também é usada para referir-se ao banimento religioso do uso de drogas, principalmente nos países islâmicos.
Veja também:droga ilícita; substâncias controladas; temperança.
Um transtorno endócrino induzido pelo álcool, no qual há uma produção excessiva de corticosteróides pelas glândulas supra-renais. Manifesta-se por uma face inchada e avermelhada (semelhante à da verdadeira síndrome de Cushing), obesidade e hipertensão; distingue-se da verdadeira síndrome de Cushing pela supressão mais rápida dos níveis de cortisol, após a administração de dexametasona, e pela resolução das anormalidades bioquímicas uma vez cessado o uso de álcool.
Veja alucinógeno; drogas psicoativas.
Um transtorno caracterizado por delírios paranóides, freqüentemente acompanhados por alucinações auditivas ou táteis, hiperatividade e labilidade do humor, que se desenvolve durante ou logo após o uso repetido de doses moderadas ou altas de anfetaminas. Tipicamente, o comportamento do indivíduo é hostil e irracional, podendo resultar em violência imotivada. Na maioria dos casos não há obnubilação da consciência, mas ocasionalmente pode-se observar um delirium agudo depois da ingestão de doses muito altas.
Este transtorno está incluído na categoria F1x.5, transtorno psicótico decorrente do uso de álcool ou droga, da CID-10.
No seu sentido mais geral, é um termo com o mesmo significado de “psicoativo”, ou seja, que afeta processos mentais. Em termos estritos, droga psicotrópica é qualquer agente químico com ação primária ou mais significativa no Sistema Nervoso Central. Alguns autores aplicam o termo a drogas de uso primário no tratamento de transtornos mentais, como sedativos ansiolíticos, antidepressivos, agentes antimaníacos e neurolépticos. Outros usam o termo para se referir a substâncias com alto risco de abuso, devido a seus efeitos no humor, na consciência ou em ambos, tais como estimulantes, alucinógenos, opióides, sedativos/hipnóticos ( incluindo o álcool ) etc.
No contexto do controle internacional de drogas, “substâncias psicotrópicas” dizem respeito a substâncias controladas pela Convenção de Substâncias Psicótropicas de 1971 (veja convenções internacionais sobre drogas)
Um dos alucinógenos naturais que se encontra em mais de 75 espécies de cogumelos dos gêneros Psilocybe, Panaeolus e Conocybe, que crescem em várias regiões do mundo. A psilocibina é o principal alucinógeno encontrado nos cogumelos, mas a psilocina também está presente em pequenas quantidades. No entanto, após sua ingestão, a psilocibina é convertida em psilocina pela enzima fosfatase alcalina; a psilocina é cerca de 1,4 vezes mais potente que a psilocibina.
Veja também:alucinógeno.
Veja fenciclidina.
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