Consumo de drogas e desempenho acadêmico entre estudantes de medicina no Ceará

  

  

Os objetivos deste trabalho são: 1) estabelecer a prevalência do uso de drogas lícitas e ilícitas entre estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, 2) avaliar comparativamente o consumo entre os primeiros cinco anos letivos do curso médico e relacioná-lo ao desempenho acadêmico. Aplicou-se um questionário fechado e de autopreenchimento com as seguintes categorias: dados demográficos, relacionamento com familiares e colegas, atividades curriculares e extracurriculares e utilização de drogas na vida, no último ano, no último mês. A amostra constitui-se de 627 estudantes de medicina, com predomínio do sexo masculino (57%), solteiros (90%), naturais de Fortaleza (68%), com idade média de 20,6 (+ 2,5) anos. As drogas mais consumidas na vida por ordem decrescente foram: álcool (92%), lança-perfume (46,9%), tabaco (45%), xaropes (40,2%), ansiolíticos (14,5%) e maconha (13,1%). Houve predomínio do sexo masculino no consumo na vida de álcool (95% x 87,5%) e tabaco (51,5% x 33,3%). Observou-se associação entre substâncias psicoativas, em especial: álcool e lança-perfume, álcool e tabaco. Verificou-se um incremento de 57,7% a 80,3% no consumo de álcool nos últimos trinta dias no decorrer do curso médico. O álcool acarretou problemas (falta de atenção, ausência, atrasos, saídas mais cedo das aulas, reclamações, dormir durante a aula) alguma vez na vida nas atividades acadêmicas em 31,5% da amostra.

Unitermos:
Álcool; Drogas; Estudantes de medicina; Desempenho acadêmico.



INTRODUÇÃO

O uso de substâncias psicoativas entre estudantes de medicina tem sido analisado em diversos estudos
no Brasil (Magalhães et al., 1991; Andrade et al., 1997) e nos Estados Unidos (McAuliffe et al., 1991; Croen et al., 1997). Em São Paulo, segundo Andrade et al. (1997), a prevalência do uso de drogas entre estudantes de medicina é alta, sendo o álcool a substância mais utilizada na vida, com percentuais de até 98%, seguido por tabaco, maconha, solventes e tranqüilizantes. Nos EUA, McAuliffe et al. (1991) e Croen et al. (1997) mostraram que o consumo de álcool e outras drogas está presente de forma "endêmica" na comunidade médica e que freqüentemente se inicia durante a faculdade.

Estabelecer uma causa para a prevalência no consumo de drogas entre estudantes de medicina é difícil. No entanto, fatores estressantes ou desencadeantes, como a maior pressão a que o estudante de medicina está submetido devido a uma carga horária excessiva; independência financeira tardia; maior quantidade e responsabilidade de trabalho, pois lida com a vida, o sofrimento humano e a morte; além da privação do convívio familiar e lazer (Guthrie et al., 1995), são possivelmente importantes fatores na gênese dessa prevalência. Essas evidências são reforçadas quando se observa um incremento no consumo de drogas nos últimos anos do curso médico (Andrade et al., 1997).

Este é o primeiro artigo do nosso conhecimento que analisa a prevalência do álcool e outras drogas em estudantes de medicina no Ceará. Os objetivos deste artigo são: 1) estabelecer a prevalência do uso de drogas lícitas e ilícitas entre estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC); 2) avaliar comparativamente o consumo entre os primeiros cinco anos letivos do curso médico e relacioná-lo ao desempenho acadêmico.

METODOLOGIA

Amostra

Foram pesquisados 627 estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, cursando do primeiro ao quinto ano (do primeiro ao nono semestre), perfazendo um percentual de 84,3% dos 743 estudantes matriculados no segundo semestre de 1997. Não foram incluídos os estudantes do quinto ano (décimo semestre) que estavam cursando o internato devido à dispersão dos locais de estudo, incluindo serviços em outros estados brasileiros e no exterior. As características demográficas da amostra estão descritas na tabela 1.

Procedimento

O período de aplicação dos questionários ocorreu no segundo semestre de 1997, durante uma semana. Nessa semana não houve feriados, provas nem datas comemorativas na cidade de Fortaleza nem na UFC. Os pesquisadores apresentavam-se ao professor que estivesse na sala de aula e solicitavam quinze minutos de aula para aplicação do questionário (Anexo 1). Esse foi aplicado coletivamente, após breve explicação sobre o trabalho, em que foram expostos os objetivos da pesquisa. Garantia-se a manutenção do anonimato, pois todos os questionários eram depositados em uma urna, colocada à frente da sala. Ressaltava-se que o preenchimento não era obrigatório, portanto alguns questionários não foram preenchidos pela ausência ou recusa do estudante.

Instrumentos

Utilizou-se um questionário fechado (Anexo 1), de autopreenchimento e sem identificação pessoal do aluno. O questionário foi baseado no II Levantamento Nacional sobre Uso de Psicotrópicos em Estudantes do Ensino Fundamental e Secundário _ 1989 (Carlini et al., 1989). O questionário constava de: 1) dados demográficos, 2) relacionamento familiar e com colegas de turma, 3) atividades curriculares e extracurriculares (diretamente relacionadas ao curso médico _ monitoria, bolsa de pesquisa, estágio em hospital, trabalho em laboratório e atividades não-relacionadas ao curso de medicina _ e atividades esportivas, cursos de línguas); 4) utilização de drogas (na vida, no último ano, no último mês): álcool, lança-perfume, maconha, cocaína, tabaco, anfetaminas, solventes, ansiolíticos, anticolinérgicos, barbitúricos, opiáceos, xaropes, alucinógenos e anorexígenos. O uso de álcool e outras drogas foi pesquisado em seus familiares, por meio de variáveis relativas à freqüência do uso, padrão e conseqüências do consumo.

Análise dos dados

Os dados foram avaliados pelo SPSS _ Statistical Package for the Social Sciences (Norusis, 1993), sendo a análise estatística para variáveis dicotômicas realizada em testes não-paramétricos (x2). As correlações foram feitas baseadas no teste de Spearman. O nível de significância aceito foi p £ 0,05. Nos casos em que o
resultado apresentado não atinge 100%, a diferença explica-se pelas respostas em branco.

RESULTADOS

A amostra estudada era composta por 360 (57%) estudantes do sexo masculino e 256 (41%) do sexo feminino, em sua maioria solteiros (90%), sendo 430 estudantes naturais de Fortaleza (68%). A idade média foi de 20,6 anos ± 2,5 anos. A média da renda familiar foi R$ 4.268 e o desvio-padrão de R$ 4.307.

A figura 1 representa a prevalência do consumo alguma vez na vida, no último ano e no último mês das oito substâncias mais utilizadas. Houve predomínio do sexo masculino em relação ao feminino no consumo do álcool na vida (95% x 87,5%, p = 0,000), no último ano (86,9% x 70,1%, p = 0,000) e nos últimos trinta dias (77,5% x 48,8%, p = 0,000). Observou-se que a predominância do sexo masculino aumenta com o uso mais freqüente do álcool.

O consumo de tabaco também predominou no sexo masculino em relação ao sexo feminino. Observou-se a prevalência desse consumo na vida (51,5% x 37,2%, p = 0,001), no último ano (30% x 21,1%, p = 0,025) e nos últimos trinta dias (17,5% x 8,6%, p = 0,003).

O uso de mais de uma substância psicoativa foi constatado em um grande número de estudantes, destacando-se a associação entre o tabaco e o álcool, em que 97,7% dos que fumaram "nos últimos trinta dias", também beberam nesse período (Spearman = 0,26; p = 0,000). Do mesmo modo, houve uma associação entre álcool e lança-perfume, em que 89,7% dos usuários de lança-perfume "nos últimos trinta dias" também consumiram bebidas alcoólicas (Spearman = 0,11; p = 0,005).

As drogas menos utilizadas nessa amostra foram: opiáceos, anorexígenos, cocaína, alucinógenos e barbitúricos. A prevalência do uso de opiáceos foi: 2,7% na vida, 1,4% no ano e 0,6% no mês, enquanto a de cocaína foi: 1,8% na vida, 0,6% no ano e 0,5% no mês. O uso de alucinógenos e barbitúricos representou, respectivamente, 1% e 1% na vida, 1% e 0,3% no ano e 0,5% e 0,3% mês.

A figura 2 mostra o consumo do álcool na vida, no último ano e no último mês, nos diferentes anos letivos. Observou-se uma diferença estatisticamente significativa entre os diferentes anos no consumo de álcool na vida (x2 = 5,61; p = 0,017). Essa diferença continuou sendo significativa na comparação no ano (x2 = 8,02; p = 0,004) e no mês (x2 = 5,61; p = 0,017). Houve também uma diferença estatisticamente significativa no consumo de tabaco no decorrer dos anos letivos de faculdade, sendo 16,1% a prevalência no primeiro ano e 43,7% no quinto (x2 = 14,4; p = 0,000).

O álcool acarretou problemas nas atividades acadêmicas (falta de atenção, ausência, atrasos, saídas mais cedo das aulas, reclamações, dormir durante as aulas) em uma parcela significativa dos estudantes, conforme tabela 2. O consumo do álcool por familiares ocasionou problemas acadêmicos em 11,2% dos estudantes.

Observou-se que dentre os estudantes que consumiam álcool, 78,2% possuíam pais casados, enquanto 21,8% eram filhos de pais divorciados, separados ou viúvos. A prevalência do consumo de álcool entre parentes de primeiro grau dos estudantes foi de 57,2%. As situações nas quais os estudantes encontravam mais disposição para o consumo do álcool foram: fins de semana (63,1%), após provas (14,3%), após a faculdade (1,6%) e em mais de uma das situações supracitadas (21%).

DISCUSSÃO

Álcool e fumo

O álcool foi a substância mais consumida na amostra estudada. Referidos dados estão de acordo com os descritos por Maddux et al. (1986), com elevado consumo na vida (96%), no ano (91%) e no mês (82%), e por Conard et al. (1988), cujo consumo foi: na vida (97%), no ano (95%) e no mês (88%). No Brasil, Andrade et al. (1997) mostraram dados semelhantes quanto ao consumo de álcool, evidenciando-se, portanto, que o consumo de álcool em estudantes de medicina no Ceará é semelhante ao observado em São Paulo e nos EUA.

O tabaco foi a terceira substância mais freqüentemente consumida (ver figura 1). Esses dados mostram um maior consumo de tabaco nessa amostra quando comparado a Conard et al. (1988), em que as prevalências foram: 13% no ano, 9% no mês.

Sexo: O consumo de álcool e tabaco na vida entre homens e mulheres apresentou resultados estatisticamente significativos (x2 = 12,3; p = 0,000 e x2 = 9,39; p = 0,002, respectivamente), sendo os alunos do sexo masculino os maiores consumidores de álcool (59,3%) e tabaco (65,2%). Uma prevalência maior do consumo do álcool foi também encontrada por Guthrie et al. (1995). No entanto, Ashton e Kamali (1995) identificaram que o consumo do tabaco foi maior no sexo feminino (30,3%) quando comparado ao sexo masculino (11,7%).

Familiares: O consumo do álcool esteve presente em 57,2% dos parentes de primeiro grau dos estudantes dessa amostra. Uma alta prevalência quando comparada a 16% no estudo de Schwartz et al. (1990).

Anos letivos: Observou-se uma diferença significativa entre o consumo de álcool no último mês, no ano e na vida à medida que transcorriam os anos do curso médico (ver figura 2). Observa-se que, nessa amostra, há um incremento no consumo do álcool durante o decorrer dos anos do curso médico. Ao contrário do que foi descrito por Croen et al. (1988), em que há uma diminuição do consumo de todas bebidas alcoólicas questionadas, à exceção do vinho. O aumento da prevalência de consumo do álcool no decorrer dos
anos letivos pode ser um reflexo das características do curso médico, uma vez que à medida que os anos passam aumentam as responsabilidades médicas, a carga horária em decorrência de plantões, o contato com os pacientes e com o sofrimento humano.

Conseqüências acadêmicas: Observou-se que o abuso de drogas traz consigo uma série de problemas imediatos, como falta de atenção, ausências, atrasos, saídas mais cedo das aulas, dentre outros, podendo comprometer a formação médica (tabela 2). Todavia, há uma tendência entre os educadores de medicina a dar pouca importância ao uso de substâncias, especialmente o álcool, não se especificando as diferenças entre abuso e doença, relutando em aceitar o abuso de drogas como problema médico legítimo (Adshead & Clare, 1986).

Válvula de escape: As situações que mais levaram à procura do consumo de álcool foram os finais de semana e após as provas, refletindo que o álcool pode funcionar como uma "válvula de escape" para o alívio da rotina cansativa do curso de medicina e das situações de maior estresse.

Outras drogas

Lança-perfume

O lança-perfume foi a segunda substância mais utilizada e representou a droga ilícita mais consumida. Em São Paulo, Magalhães et al. (1991) observaram que o consumo na vida de lança-perfume foi de 28%. Observa-se que em estudos realizados no Brasil há uma elevada taxa de consumo dessa substância, podendo refletir que, apesar de ser uma droga ilegal, há fácil acesso a ela, principalmente durante o Carnaval. Verifica-se que o uso dessa substância dentre os estudantes de Fortaleza foi quase duas vezes maior que o encontrado em São Paulo, podendo se relacionar ao Carnaval fora de época (Fortal) no período de férias escolares e a alta freqüência de shows em Fortaleza.

Xaropes

Os xaropes à base de pó de guaraná foram a quarta substância mais consumida, podendo refletir uma maior procura por estimulantes do sistema nervoso central para maiores jornadas de estudo noturnas. Haja vista que 86,3% dos estudantes possuíam carga horária curricular superior a 30 horas _ aulas semanais e 87,9% exerciam atividades extracurriculares (monitoria, bolsa de pesquisa, estágio em hospitais, trabalho em laboratório, cursos de língua estrangeira, atividades esportivas, dentre outras).

Tranqüilizantes

Tranqüilizantes representaram a quinta substância mais utilizada. Conard et al. (1988) apontam o uso de tranqüilizantes um pouco maior, na vida (22%), no ano (11%) e no mês (2%). Possivelmente, a busca por essas substâncias decorre da maior exposição a situações de estresse próprias do curso médico.

Maconha

A maconha foi a sexta substância mais utilizada. Referidos dados em relação à maconha são discordantes do estudo de Conard et al. (1988), no qual a maconha representou a segunda droga mais consumida, sendo seu uso na vida, no ano e no mês: 74%, 32% e 17%, respectivamente, e de McAuliffe et al. (1991), em que o uso na vida foi 39% e no ano 20%. Magalhães et al. (1997) observaram um consumo de maconha na vida de 26%. Esses números sugerem que a maconha é menos consumida pelos estudantes de medicina cearenses quando comparados aos de estudos realizados no exterior e em outras localidades brasileiras.

Opiáceos

Os achados quanto ao consumo de opiáceos no presente trabalho estão bem abaixo dos observados em estudos americanos. Conard et al. (1988) observaram as seguintes taxas: 10% na vida, 3% no ano e 1% no mês, e Maddux et al. (1986) mostraram que o consumo de opiáceos na vida foi de 40%, no ano, de 19% e no último mês, de 6%.

Cocaína

Cocaína representou uma substância de uso raro nessa amostra. Esses dados são divergentes em relação a Conard et al. (1988), em que a cocaína foi a terceira droga mais utilizada, com prevalências maiores na vida (36%), no ano (17%) e no mês (6%). Há também diferença quando são comparados a McAuliffe et al. (1991), que evidenciaram consumo na vida (39%) e no ano (20%). Possível explicação para essa baixa prevalência está em seu alto custo e menor poder aquisitivo da população quando comparada aos países do primeiro mundo (31,7% dos respondentes possuem renda familiar inferior a R$ 2.000).

A diferença entre o consumo na vida e o nos últimos trinta dias, observada nas drogas menos prevalentes, sugere o uso de caráter experimental, talvez ligado à curiosidade e/ou facilidade de acesso.

Limitações

Algumas limitações poderiam ser mencionadas na realização desse trabalho. Primeiro, esse estudo não é longitudinal, mas a entrevista através dos diferentes anos do curso médico torna-se uma alternativa viável de avaliação do consumo de drogas no decorrer do curso
médico. Segundo, apesar da garantia do anonimato pela não-identificação do estudante e da devolução do questionário em uma urna, é possível que algumas informações tenham sido sonegadas. Terceiro, não foi realizado controle rigoroso da diferença entre o número de questionários distribuídos e devolvidos, razão pela qual não podemos quantificar o número exato de recusa ao preenchimento do questionário. No entanto, sabe-se que o número de questionários respondidos representou 84,3% do total de alunos matriculados no corrente semestre. Esse dado, quando comparado com as taxas de resposta de Andrade et al. 1997, (71%) e Cornad et al. 1988, (41%), reflete uma adesão expressiva.



REFERÊNCIAS

Adshead, F. & Clare, A.W. _ Doctor's double standards on alcohol _ British Medical Journal 293: 20-27, 1986.

Andrade, A.G.; Bassit, A.Z.; Kerr-correa, F.; Tonhon, A.A.; Boscovitz, E.P.; Cabral, M.; Rassi, R. et al. _ Fatores de risco associados ao uso de álcool e drogas na vida, entre estudantes de medicina do Estado de São Paulo. Revista ABP-APAL 19 (4): 117-126, 1997.

Ashton, C.H. & Kamali, F. _ Personality, lifestyles, alcohol and drug consumption in a sample of Britsh medical students. Medical education 29: 187-192, 1995.

Carlini, E.A.; Carlini-cotrin, B.; Silva-filho; A.R. & Barbosa, M.T. _ II Levantamento Nacional sobre o Uso de Psicotrópicos em Estudantes de 1º e 2º graus, 1989.

Conard, S.; Hughes, P.; Baldwin, D.C.; Achenbach, K.E. & Sheehan, D.V. _ Substance use by fourth-year students at 13 U.S. medical schools. Journal of Medical Education 63 (10):747-758, 1988.

Croen, L.G.; Woesner, M.; Herman, M. & Reichgott, M. _ A longitudinal study of substance use and abuse in a single class of medical students. Academic Medicine 72 (5) 376-381, 1997.

Guthrie, E.A.; Black, D.; Shaw, C.M.; Hamilton, F.; Creed, F.H. & Tomenson, B. _ Embarking upon a medical career: psychological morbidity in first year medical students. Medical Education 29: 337-341, 1995

Maddux, J.F.; Hoppe, S.K. & Costello, R.M. _ Psychoactive substance use among medical students. American Journal of Psychiatry 143(2): 187-191, 1986.

Magalhães, M.P.; Barros, R.S. & Silva, M.T. A. _ Uso de drogas entre universitários: a experiência com maconha como fator delimitante. Revista ABP-APAL 13 (3): 97-104, 1991.

Mcauliffe, W.E.; Rohman, M.; Breer, P.; Wyshak, G.; Santangelo, S. & Magnuson, E. _ Alcohol use and abuse in random samples of physicians and medical students. American Journal of Public Health 81(2): 177-182, 1991.

Norusis, M.J. _ SPSS for Windows. _ Base System User's Guide, Release 6.0, 1993.

Rodriguez, M.a. & Cami, J. _ Substance use among medical students in Barcelona (Spain). A comparison with previous surveys. Drug and Alcohol Dependence 18: 311-318, 1986.

Schwartz, H.R.; Lewis, D.C.; Hofmann, N.G. & Kyriazi, N. _ Cocaine and Marijuana use by medical students before and during medical school. Archieves of Internal Medicine 150: 883-886, 1990.


 

Autores

Fábio Gomes de Matos e Souza1,
Rodrigo Machado Landim2,
Fernanda Braga Perdigão2,
Raquel Maia de Morais2,
Benedito Arruda Carneiro Filho2

1. Professor Adjunto de Psiquiatria. Departamento de Medicina Clínica da Universidade Federal do Ceará. PhD; Universidade de Edimburgo.
2. Doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
Endereço para correspondência: Fábio Gomes de Matos e Souza Universidade Federal do Ceará (UFC) _ Rua Manoel Jesuíno, 974. Varjota _ CEP 60175-270 _ Tel.: (0XX85) 267-3867
Fax: (0XX85) 267-3867 E-mail: fgmsouza@roadnet.com.br

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