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Início

Os objetivos deste trabalho são: 1) estabelecer a prevalência do uso de drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. lícitas e ilícitas entre estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, 2) avaliar comparativamente o consumo entre os primeiros cinco anos letivos do curso médico e relacioná-lo ao desempenho acadêmico. Aplicou-se um questionário fechado e de autopreenchimento com as seguintes categorias: dados demográficos, relacionamento com familiares e colegas, atividades curriculares e extracurriculares e utilização de drogasDrogas na vida, no último ano, no último mês. A amostra constitui-se de 627 estudantes de medicina, com predomínio do sexo masculino (57%), solteiros (90%), naturais de Fortaleza (68%), com idade média de 20,6 (+ 2,5) anos. As drogas mais consumidas na vida por ordem decrescente foram: álcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um nume­roso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consu­mida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos poten­cialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxi­cação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decor­rentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuro­patia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica. (92%), lança-perfume (46,9%), tabacoQualquer preparação das folhas da Nicotiana tabacum, uma planta nativa da América, Seu principal ingrediente psicoativo é a nico­tina.Veja também:nicotina; fumar passivo. (45%), xaropes (40,2%), ansiolíticosDrogas contra a ansiedade. Veja sedativos/hipnóticos. (14,5%) e maconha (13,1%). Houve predomínio do sexo masculino no consumo na vida de álcool (95% x 87,5%) e tabaco (51,5% x 33,3%). Observou-se associação entre substâncias psicoativas, em especial: álcool e lança-perfume, álcool e tabaco. Verificou-se um incremento de 57,7% a 80,3% no consumo de álcool nos últimos trinta dias no decorrer do curso médico. O álcool acarretou problemas (falta de atenção, ausência, atrasos, saídas mais cedo das aulas, reclamações, dormir durante a aula) alguma vez na vida nasVeja teor alcoólico no sangue. atividades acadêmicas em 31,5% da amostra.

Unitermos:
Álcool; Drogas; Estudantes de medicina; Desempenho acadêmico.


INTRODUÇÃO

O uso de substâncias psicoativas entre estudantes de medicina tem sido analisado em diversos estudos
no Brasil (Magalhães et al., 1991; Andrade et al., 1997) e nos Estados Unidos (McAuliffe et al., 1991; Croen et al., 1997). Em São Paulo, segundo Andrade et al. (1997), a prevalência do uso de drogas entre estudantes de medicina é alta, sendo o álcool a substância mais utilizada na vida, com percentuais de até 98%, seguido por tabaco, maconha, solventesVeja substâncias voláteis. e tranqüilizantes. Nos EUA, McAuliffe et al. (1991) e Croen et al. (1997) mostraram que o consumo de álcool e outras drogas está presente de forma "endêmica" na comunidade médica e que freqüentemente se inicia durante a faculdade.

Estabelecer uma causa para a prevalência no consumo de drogas entre estudantes de medicina é difícil. No entanto, fatores estressantes ou desencadeantes, como a maior pressão a que o estudante de medicina está submetido devido a uma carga horária excessiva; independência financeira tardia; maior quantidade e responsabilidade de trabalho, pois lida com a vida, o sofrimento humano e a morte; além da privação do convívio familiar e lazer (Guthrie et al., 1995), são possivelmente importantes fatores na gênese dessa prevalência. Essas evidências são reforçadas quando se observa um incremento no consumo de drogas nos últimos anos do curso médico (Andrade et al., 1997).

Este é o primeiro artigo do nosso conhecimento que analisa a prevalência do álcool e outras drogas em estudantes de medicina no Ceará. Os objetivos deste artigo são: 1) estabelecer a prevalência do uso de drogas lícitas e ilícitas entre estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC); 2) avaliar comparativamente o consumo entre os primeiros cinco anos letivos do curso médico e relacioná-lo ao desempenho acadêmico.

METODOLOGIA

Amostra

Foram pesquisados 627 estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, cursando do primeiro ao quinto ano (do primeiro ao nono semestre), perfazendo um percentual de 84,3% dos 743 estudantes matriculados no segundo semestre de 1997. Não foram incluídos os estudantes do quinto ano (décimo semestre) que estavam cursando o internato devido à dispersão dos locais de estudo, incluindo serviços em outros estados brasileiros e no exterior. As características demográficas da amostra estão descritas na tabela 1.

Procedimento

O período de aplicação dos questionários ocorreu no segundo semestre de 1997, durante uma semana. Nessa semana não houve feriados, provas nem datas comemorativas na cidade de Fortaleza nem na UFC. Os pesquisadores apresentavam-se ao professor que estivesse na sala de aula e solicitavam quinze minutos de aula para aplicação do questionário (Anexo 1). Esse foi aplicado coletivamente, após breve explicação sobre o trabalho, em que foram expostos os objetivos da pesquisa. Garantia-se a manutenção do anonimato, pois todos os questionários eram depositados em uma urna, colocada à frente da sala. Ressaltava-se que o preenchimento não era obrigatório, portanto alguns questionários não foram preenchidos pela ausência ou recusa do estudante.

Instrumentos

Utilizou-se um questionário fechado (Anexo 1), de autopreenchimento e sem identificação pessoal do aluno. O questionário foi baseadoUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. no II Levantamento Nacional sobre Uso de Psicotrópicos em Estudantes do Ensino Fundamental e Secundário _ 1989 (Carlini et al., 1989). O questionário constava de: 1) dados demográficos, 2) relacionamento familiar e com colegas de turma, 3) atividades curriculares e extracurriculares (diretamente relacionadas ao curso médico _ monitoria, bolsa de pesquisa, estágio em hospital, trabalho em laboratório e atividades não-relacionadas ao curso de medicina _ e atividades esportivas, cursos de línguas); 4) utilização de drogas (na vida, no último ano, no último mês): álcool, lança-perfume, maconha, cocaínaUm alcalóide obtido das folhas de coca (Erythroxylon coca) ou sintetizado a partir da ecgonina ou de seus derivados. O hidrocloreto de cocaína era comumente usado como anestésico local em odonto­logia, oftalmologia e cirurgias de ouvido, nariz e garganta, dada a sua forte ação vasoconstritora que ajuda a reduzir as hemorragias locais.A cocaína é um poderoso estimulante do sistema nervoso central, usado sem indicação terapêutica para produzir euforia ou “ligação”; o uso repetido produz dependência. A cocaína ou “coca” é geralmente vendida como cristais brancos e translúcidos, ou em pó (“farinha” ou “pó”), freqüentemente adulterada com açúcares ou anestésicos locais. O pó é aspirado (“cheirado” ou “cafungado”) e produz efeitos imediatos (entre 1 a 3 minutos de latência) que duram em torno de 30 minutos.A cocaína pode ser ingerida oralmente, geralmente com álcool; os usuários de opióides e cocaína combinados geralmente os injetam por via intravenosa. Alguns elementos alcalinos (freebase) são utilizados para aumentar a potência da cocaína pela extração do alcalóide puro através da inalação dos vapores em cigarros ou narguilé (cachimbo de água). Uma solução aquosa de sal de cocaína é misturada com um álcali (como bicarbonato de sódio) e o extrato é obtido através de um solvente orgânico como o éter ou o hexano. O procedimento é peri­goso uma vez que a mistura é explosiva e altamente inflamável. Um procedimento mais simplificado que evita o uso de solventes orgânicos consiste em aquecer o sal de cocaína com bicarbonato de sódio; isto produz o crack.O crack ou “pedra” é uma cocaína alcaloidal (básica), um composto amorfo que pode conter cristais de cloreto de sódio. É um composto de coloração bege. Crack refere-se ao som de estalido provo­cado quando o composto é aquecido. Um efeito intenso ocorre de 4 a 6 segundos após a inalação do crack. Um sentimento de exaltação e de desaparecimento de ansiedade é vivenciado, junto com um exagerado sentimento de confiança e auto-estima. Há também uma perturbação do juízo crítico e o usuário tende a cometer atos irresponsáveis, ilegais ou perigosos, sem se preocupar com as conseqüências.A fala fica acelerada e pode se tornar desconexa e incoerente. Os efeitos agradáveis terminam em torno de 5 a 7 minutos, depois do que o humor rapidamente muda para depressão e o consumidor é compelido a repetir o processo de forma a recuperar a euforia do ápice. A superdose parece ser mais freqüente com o crack que com outras formas de cocaína.A interrupção do uso contínuo de cocaína é geralmente seguida por uma crise que pode ser vista como uma síndrome de abstinência, na qual a exaltação dá lugar à apreensão, depressão profunda, sono­lência e inércia.Podem ocorrer reações tóxicas agudas tanto no consumidor de cocaína principiante quanto no inveterado. Essas reações incluem delirium semelhante ao pânico, hiperpirexia, hipertensão (algumas vezes com hemorragia subdural ou subaracnóide), arritmias cardí­acas, infarto do miocárdio, colapso cardiovascular, convulsões, estado de mal epiléptico e morte. Outras seqüelas neuropsiquiátricas incluem uma síndrome psicótica com delírios paranóides, alucinações visuais e auditivas e idéias de auto-referência. “Luzes na neve” (snow lights) é o termo usado para descrever alucinações ou ilusões que lembram o brilho do sol nos cristais de neve. Foram descritos efeitos terato­gênicos, incluindo anormalidades do trato urinário e deformidade dos membros. Os transtornos por uso de cocaína estão entre os trans­tornos por uso de substâncias psicoativas incluídas na CID-10 (classificadas em F14)., tabaco, anfetaminas, solventes, ansiolíticos, anticolinérgicos, barbitúricosUm grupo de depressores do sistema nervoso central quimica­mente derivados do ácido barbitúrico, por exemplo, o amobarbital, o pentobarbital e o secobarbital. São empregados como antiepilépticos, anestésicos, sedativos, hipnóticos e – menos comumente – como ansiolíticos (veja sedativos/hipnóticos). O uso agudo e crônico induz efeitos similares aos do álcool.Os barbitúricos têm uma pequena margem de segurança entre as dosagens terapêutica e tóxica e com freqüência são letais em superdose. Devido à sua maior margem de segurança, os benzodia­zepínicos têm substituído amplamente os barbitúricos como sedativos/hipnóticos ou ansiolíticos. A tolerância aos barbitúricos se desenvolve rapidamente e o risco de uso prejudicial ou de dependência é alto. Os pacientes que usam estas drogas por períodos prolongados podem tornar-se dependentes, mesmo quando a dose prescrita não é ultra­passada.Os barbitúricos estão associados com a totalidade dos trans­tornos mentais e comportamentais decorrentes do uso de subs­tâncias da categoria F13 da CID-10. A sintomatologia específica inclui o seguinte: intoxicação por barbitúricos, síndrome de abstinência e demência (também denominada transtorno psicótico residual indu­zido por barbitúricos)., opiáceos, xaropes, alucinógenos e anorexígenos. O uso de álcool e outras drogas foi pesquisado em seus familiares, por meio de variáveis relativas à freqüência do uso, padrão e conseqüências do consumo.

Análise dos dados

Os dados foram avaliados pelo SPSS _ Statistical Package for the Social Sciences (Norusis, 1993), sendo a análise estatística para variáveis dicotômicas realizada em testes não-paramétricos (x2). As correlações foram feitas baseadas no teste de Spearman. O nível de significância aceito foi p £ 0,05. Nos casos em que o
resultado apresentado não atinge 100%, a diferença explica-se pelas respostas em branco.

RESULTADOS

A amostra estudada era composta por 360 (57%) estudantes do sexo masculino e 256 (41%) do sexo feminino, em sua maioria solteiros (90%), sendo 430 estudantes naturais de Fortaleza (68%). A idade média foi de 20,6 anos ± 2,5 anos. A média da renda familiar foi R$ 4.268 e o desvio-padrão de R$ 4.307.

A figura 1 representa a prevalência do consumo alguma vez na vida, no último ano e no último mês das oito substâncias mais utilizadas. Houve predomínio do sexo masculino em relação ao feminino no consumo do álcool na vida (95% x 87,5%, p = 0,000), no último ano (86,9% x 70,1%, p = 0,000) e nos últimos trinta dias (77,5% x 48,8%, p = 0,000). Observou-se que a predominância do sexo masculino aumenta com o uso mais freqüente do álcool.

O consumo de tabaco também predominou no sexo masculino em relação ao sexo feminino. Observou-se a prevalência desse consumo na vida (51,5% x 37,2%, p = 0,001), no último ano (30% x 21,1%, p = 0,025) e nos últimos trinta dias (17,5% x 8,6%, p = 0,003).

O uso de mais de uma substância psicoativa foi constatado em um grande número de estudantes, destacando-se a associação entre o tabaco e o álcool, em que 97,7% dos que fumaram "nos últimos trinta dias", também beberam nesse período (Spearman = 0,26; p = 0,000). Do mesmo modo, houve uma associação entre álcool e lança-perfume, em que 89,7% dos usuários de lança-perfume "nos últimos trinta dias" também consumiram bebidas alcoólicas (Spearman = 0,11; p = 0,005).

As drogas menos utilizadas nessa amostra foram: opiáceos, anorexígenos, cocaína, alucinógenos e barbitúricos. A prevalência do uso de opiáceos foi: 2,7% na vida, 1,4% no ano e 0,6% no mês, enquanto a de cocaína foi: 1,8% na vida, 0,6% no ano e 0,5% no mês. O uso de alucinógenos e barbitúricos representou, respectivamente, 1% e 1% na vida, 1% e 0,3% no ano e 0,5% e 0,3% mês.

A figura 2 mostra o consumo do álcool na vida, no último ano e no último mês, nos diferentes anos letivos. Observou-se uma diferença estatisticamente significativa entre os diferentes anos no consumo de álcool na vida (x2 = 5,61; p = 0,017). Essa diferença continuou sendo significativa na comparação no ano (x2 = 8,02; p = 0,004) e no mês (x2 = 5,61; p = 0,017). Houve também uma diferença estatisticamente significativa no consumo de tabaco no decorrer dos anos letivos de faculdade, sendo 16,1% a prevalência no primeiro ano e 43,7% no quinto (x2 = 14,4; p = 0,000).

O álcool acarretou problemas nas atividades acadêmicas (falta de atenção, ausência, atrasos, saídas mais cedo das aulas, reclamações, dormir durante as aulas) em uma parcela significativa dos estudantes, conforme tabela 2. O consumo do álcool por familiares ocasionou problemas acadêmicos em 11,2% dos estudantes.

Observou-se que dentre os estudantes que consumiam álcool, 78,2% possuíam pais casados, enquanto 21,8% eram filhos de pais divorciados, separados ou viúvos. A prevalência do consumo de álcool entre parentes de primeiro grau dos estudantes foi de 57,2%. As situações nas quais os estudantes encontravam mais disposição para o consumo do álcool foram: fins de semana (63,1%), após provas (14,3%), após a faculdade (1,6%) e em mais de uma das situações supracitadas (21%).

DISCUSSÃO

Álcool e fumo

O álcool foi a substância mais consumida na amostra estudada. Referidos dados estão de acordo com os descritos por Maddux et al. (1986), com elevado consumo na vida (96%), no ano (91%) e no mês (82%), e por Conard et al. (1988), cujo consumo foi: na vida (97%), no ano (95%) e no mês (88%). No Brasil, Andrade et al. (1997) mostraram dados semelhantes quanto ao consumo de álcool, evidenciando-se, portanto, que o consumo de álcool em estudantes de medicina no Ceará é semelhante ao observado em São Paulo e nos EUA.

O tabaco foi a terceira substância mais freqüentemente consumida (ver figura 1). Esses dados mostram um maior consumo de tabaco nessa amostra quando comparado a Conard et al. (1988), em que as prevalências foram: 13% no ano, 9% no mês.

Sexo: O consumo de álcool e tabaco na vida entre homens e mulheres apresentou resultados estatisticamente significativos (x2 = 12,3; p = 0,000 e x2 = 9,39; p = 0,002, respectivamente), sendo os alunos do sexo masculino os maiores consumidores de álcool (59,3%) e tabaco (65,2%). Uma prevalência maior do consumo do álcool foi também encontrada por Guthrie et al. (1995). No entanto, Ashton e Kamali (1995) identificaram que o consumo do tabaco foi maior no sexo feminino (30,3%) quando comparado ao sexo masculino (11,7%).

Familiares: O consumo do álcool esteve presente em 57,2% dos parentes de primeiro grau dos estudantes dessa amostra. Uma alta prevalência quando comparada a 16% no estudo de Schwartz et al. (1990).

Anos letivos: Observou-se uma diferença significativa entre o consumo de álcool no último mês, no ano e na vida à medida que transcorriam os anos do curso médico (ver figura 2). Observa-se que, nessa amostra, há um incremento no consumo do álcool durante o decorrer dos anos do curso médico. Ao contrário do que foi descrito por Croen et al. (1988), em que há uma diminuição do consumo de todas bebidas alcoólicas questionadas, à exceção do vinho. O aumento da prevalência de consumo do álcool no decorrer dos
anos letivos pode ser um reflexo das características do curso médico, uma vez que à medida que os anos passam aumentam as responsabilidades médicas, a carga horária em decorrência de plantões, o contato com os pacientes e com o sofrimento humano.

Conseqüências acadêmicas: Observou-se que o abuso de drogasVeja abuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas). traz consigo uma série de problemas imediatos, como falta de atenção, ausências, atrasos, saídas mais cedo das aulas, dentre outros, podendo comprometer a formação médica (tabela 2). Todavia, há uma tendência entre os educadores de medicina a dar pouca importância ao uso de substâncias, especialmente o álcool, não se especificando as diferenças entre abusoabuso (de drogas, de álcool, de substâncias, de produtos químicos ou de substâncias psicoativas)Um grupo de termos muito utilizado embora com significados variáveis. Na 3a. edição revista do Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Norte-Americana (DSM-III-R), “abuso de subs­tância psicoativa” é definido como “padrão desajustado de uso indicado pela continuação desse uso apesar do reconhecimento da existência de um problema social, ocupacional, psicológico ou físico, persistente ou recorrente, que é causado ou exacerbado pelo uso recorrente em situações nas quais ele é fisicamente arriscado”. Trata-se de uma categoria residual, ao qual é preferível o diagnóstico de dependência, quando for o caso. O termo “abuso” é algumas vezes utilizado de forma desaprovativa para designar qualquer tipo de uso, particularmente o de drogas ilícitas. Devido à sua ambigüidade, o termo não é usado na 10a. revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) (exceto no caso de substâncias que não produzem dependência; veja mais adiante); uso nocivo e uso arriscado são os termos equivalentes na terminologia da OMS, embora eles geralmente digam respeito apenas aos efeitos físicos e não às conseqüências sociais. O emprego de “abuso” também é desestimulado pelo Escritório de Prevenção do Abuso de Substâncias dos EUA, embora expressões como “abuso de substâncias” sigam sendo amplamente utilizadas na América do Norte, para se referir, de modo geral, aos problemas do uso de substâncias psicoativas.Em outros contextos, o abuso já indicou padrões de uso não-médico ou não aprovado, independentemente das conseqüências. Assim, a definição publicada em l969 pela Comissão de Peritos da OMS em Dependência de Drogas foi “uso excessivo de droga, persis­tente ou esporádico, inconsistente ou sem relação com a prática médica aceitável” (veja uso indevido de álcool ou droga). e doença, relutando em aceitar o abuso de drogasAbuso de drogas como problema médico legítimo (Adshead & Clare, 1986).

Válvula de escape: As situações que mais levaram à procura do consumo de álcool foram os finais de semana e após as provas, refletindo que o álcool pode funcionar como uma "válvula de escape" para o alívio da rotina cansativa do curso de medicina e das situações de maior estresse.

Outras drogas

Lança-perfume

O lança-perfume foi a segunda substância mais utilizada e representou a droga ilícitaUma substância psicoativa, cuja produção, venda ou uso são proibidos. Estritamente falando, não é a droga que é ilícita, mas sua produção, venda ou uso em circunstâncias específicas em uma dada jurisdição (veja substâncias controladas). “Comércio de drogas ilícitas”, um termo mais exato, refere-se à produção, distribuição e venda de qualquer droga fora dos canais sancionados legalmente. mais consumida. Em São Paulo, Magalhães et al. (1991) observaram que o consumo na vida de lança-perfume foi de 28%. Observa-se que em estudos realizados no Brasil há uma elevada taxa de consumo dessa substância, podendo refletir que, apesar de ser uma droga ilegal, há fácil acesso a ela, principalmente durante o Carnaval. Verifica-se que o uso dessa substância dentre os estudantes de Fortaleza foi quase duas vezes maior que o encontrado em São Paulo, podendo se relacionar ao Carnaval fora de época (Fortal) no período de férias escolares e a alta freqüência de shows em Fortaleza.

Xaropes

Os xaropes à base de pó de guaraná foram a quarta substância mais consumida, podendo refletir uma maior procura por estimulantes do sistema nervoso central para maiores jornadas de estudo noturnas. Haja vista que 86,3% dos estudantes possuíam carga horária curricular superior a 30 horas _ aulas semanais e 87,9% exerciam atividades extracurriculares (monitoria, bolsa de pesquisa, estágio em hospitais, trabalho em laboratório, cursos de língua estrangeira, atividades esportivas, dentre outras).

Tranqüilizantes

Tranqüilizantes representaram a quinta substância mais utilizada. Conard et al. (1988) apontam o uso de tranqüilizantes um pouco maior, na vida (22%), no ano (11%) e no mês (2%). Possivelmente, a busca por essas substâncias decorre da maior exposição a situações de estresse próprias do curso médico.

Maconha

A maconha foi a sexta substância mais utilizada. Referidos dados em relação à maconha são discordantes do estudo de Conard et al. (1988), no qual a maconha representou a segunda droga mais consumida, sendo seu uso na vida, no ano e no mês: 74%, 32% e 17%, respectivamente, e de McAuliffe et al. (1991), em que o uso na vida foi 39% e no ano 20%. Magalhães et al. (1997) observaram um consumo de maconha na vida de 26%. Esses números sugerem que a maconha é menos consumida pelos estudantes de medicina cearenses quando comparados aos de estudos realizados no exterior e em outras localidades brasileiras.

Opiáceos

Os achados quanto ao consumo de opiáceos no presente trabalho estão bem abaixo dos observados em estudos americanos. Conard et al. (1988) observaram as seguintes taxas: 10% na vida, 3% no ano e 1% no mês, e Maddux et al. (1986) mostraram que o consumo de opiáceos na vida foi de 40%, no ano, de 19% e no último mês, de 6%.

Cocaína

Cocaína representou uma substância de uso raro nessa amostra. Esses dados são divergentes em relação a Conard et al. (1988), em que a cocaína foi a terceira droga mais utilizada, com prevalências maiores na vida (36%), no ano (17%) e no mês (6%). Há também diferença quando são comparados a McAuliffe et al. (1991), que evidenciaram consumo na vida (39%) e no ano (20%). Possível explicação para essa baixa prevalência está em seu alto custo e menor poder aquisitivo da população quando comparada aos países do primeiro mundo (31,7% dos respondentes possuem renda familiar inferior a R$ 2.000).

A diferença entre o consumo na vida e o nos últimos trinta dias, observada nas drogas menos prevalentes, sugere o uso de caráter experimental, talvez ligado à curiosidade e/ou facilidade de acesso.

Limitações

Algumas limitações poderiam ser mencionadas na realização desse trabalho. Primeiro, esse estudo não é longitudinal, mas a entrevista através dos diferentes anos do curso médico torna-se uma alternativa viável de avaliação do consumo de drogas no decorrer do curso
médico. Segundo, apesar da garantia do anonimato pela não-identificação do estudante e da devolução do questionário em uma urna, é possível que algumas informações tenham sido sonegadas. Terceiro, não foi realizado controle rigoroso da diferença entre o número de questionários distribuídos e devolvidos, razão pela qual não podemos quantificar o número exato de recusa ao preenchimento do questionário. No entanto, sabe-se que o número de questionários respondidos representou 84,3% do total de alunos matriculados no corrente semestre. Esse dado, quando comparado com as taxas de resposta de Andrade et al. 1997, (71%) e Cornad et al. 1988, (41%), reflete uma adesão expressiva.


REFERÊNCIAS

Adshead, F. & Clare, A.W. _ Doctor's double standards on alcohol _ British Medical Journal 293: 20-27, 1986.

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Autores

Fábio Gomes de Matos e Souza1,
Rodrigo Machado Landim2,
Fernanda Braga Perdigão2,
Raquel Maia de Morais2,
Benedito Arruda Carneiro Filho2

1. Professor Adjunto de PsiquiatriaPsiquiatria é uma especialidade da Medicina que lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional, tais como depressão, doença bipolar, esquizofrenia e transtornos de ansiedade.A meta principal é o alívio do sofrimento psíquico e o bem-estar psíquico. Para isso, é necessária uma avaliação completa do doente, com perspectivas biológica, psicológica, sociológica e outras áreas afins.Uma doença ou problema psíquico pode ser tratado através de medicamentos ou várias formas de psicoterapia.A avaliação psiquiátrica envolve o exame do estado mental e a história clínica. Testes psicológicos, neurológicos e exames de imagem podem ser utilizados na avaliação, assim como exames físicos. Os procedimentos diagnósticos variam mas os critérios oficiais estão descritos em manuais como a CID-10 da Organização Mundial de Saúde e o DSM-IV da American Psychiatric Association.. Departamento de Medicina ClínicaClínica médica, no Brasil, também conhecida como Medicina Interna e Clínica geral, é a especialidade médica que trata de pacientes adultos, atuando principalmente em ambiente hospitalar. Inclui o estudo das doenças de adultos, não cirúrgicas, não obstétricas e não ginecológicas, sendo a especialidade médica a partir da qual se diferenciaram todas as outras como Cardiologia e Pneumologia.No Brasil, o especialista em Clínica médica deve cumprir, além do curso de Medicina, dois anos de Residência médica.Em Portugal, trata-se de um termo actualmente a cair em desuso. Em sua substituição, surgiu a Especialidade de Medicina Geral e Familiar, mais abrangente e de natureza diferente.

  1. Clínica
  2. Angiologia
  3. Cardiologia
  4. Dermatologia
  5. Endocrinologia
  6. Gastroenterologia
  7. Geriatria
  8. Hematologia
  9. Infectologia
  10. Nefrologia
  11. Neurologia
  12. Pediatria
  13. Pneumologia
  14. Psiquiatria
  15. Reumatologia
da Universidade Federal do Ceará. PhD; Universidade de Edimburgo.
2. Doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
Endereço para correspondência: Fábio Gomes de Matos e Souza Universidade Federal do Ceará (UFC) _ Rua Manoel Jesuíno, 974. Varjota _ CEP 60175-270 _ Tel.: (0XX85) 267-3867
Fax: (0XX85) 267-3867 E-mail: fgmsouza@roadnet.com.br


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Comentários

Maconha

MaconhaUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. liberada já !!! é uma planta nao causa nada de ruim para gente , nunca um homem roubou um banco , ou cometeu um crime com sintomas

de maconha ! LEGALIZA JÁ !  CANNABISUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. SATIVA na Cabeça ativa

 

                                                   obrigado .   Respeitem meu conceito

eu acho que os jovens com

eu acho que os jovens com sumen drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. por falta de conselho dos pais....

drogas

  1. tomar providencias sob isso porq isso ja é uma falta de respeito com a sociedade e as escolas

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Nada mais longe da verdade, o tratamento da abstinência é eficaz e seguro, embora a melhora seja variável...

...já é ponto pacífico que o melhor tratamento é uma combinação de terapias medicamentosas e psicossociais, aplicadas as duas em doses otimizadas" >> Continuar...


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