A tarefa de definir adicção tem desafiado médicos, juízes, padres, adictos, suas famílias e as pessoas em geral, por toda a história. Existem tantas definições potenciais quanto existem grupos com interesses em definir adicção. A questão, inclusive, começa logo ao se nominar a doença: dependência química ou adicção, dependentes químicos ou adictos.
O dependente químico em recuperação é a pessoa que tem uma doença incurável, por isso o dependente está em recuperação pela vida toda, é como se fosse um diabético, não tem cura.
Há sinais de fumaça no ar. Um incêndio está queimando antigas formas de olhar um velho problema: o uso de drogas. Um dos sinais de mudança foi dado quando o ministro da Justiça, o advogado José Carlos Dias, declarou-se, há duas semanas, favorável à descriminação da maconha.
Seis a sete por cento dos americanos apresentam, em algum momento de suas vidas, sinais de dependência química (O'Brian e McKay, 1998, p.127). Nessa pesquisa, a palavra substância foi usada no sentido estrito de substâncias como álcool, cocaína, maconha ou ópio. A pesquisa excluiu a dependência de nicotina e cafeína, bem como qualquer dependência comportamental, como o jogo compulsivo.
Neste artigo apresentarei, de forma breve e despretensiosa, algumas reflexões a respeito da filosofia de recuperação adotada pelos grupos anônimos de auto-ajuda, particularmente a adotada pela Irmandade dos Alcoólicos Anônimos (AA), à luz da doutrina das virtudes cardeais de Santo Tomás de Aquino.
Embora tenhamos observado casos em que os indivíduos estabelecem uma relação problemática quase instantânea com álcool ou outras substâncias psicoativas, a progressão para um transtorno por uso de substância geralmente acontece em três etapas.
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