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Há sinais de fumaça no ar. Um incêndio está queimando antigas formas de olhar um velho problema: o uso de drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos.. Um dos sinais de mudança foi dado quando o ministro da Justiça, o advogado José Carlos Dias, declarou-se, há duas semanas, favorável à descriminação da maconha. Outro sintoma de transformação apareceu quando o ator Maurício Mattar, namorado da vice-rainha dos baixinhos, Angélica, ousou arranhar sua imagem saudável de galã, mencionando dependência(F1x.2)Em termos gerais, o estado de necessidade ou dependência de alguma coisa ou alguém para apoio, funcionamento ou sobrevivência. Quando aplicado ao álcool e outras drogas, o termo implica a neces­sidade de repetidas doses da droga para sentir-se bem ou para evitar sensações ruins. No DSM-IIIR, a dependência é definida como “um conjunto de sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos que indicam que uma pessoa tem o controle do uso da substância psico­ativa prejudicado e persiste nesse uso a despeito de conseqüências adversas”. Equivale aproximadamente à síndrome de dependência da CID-10. No contexto da CID-10, o termo dependência refere-se de maneira geral a qualquer dos elementos da síndrome. O termo é freqüentemente usado como equivalente de adicção e de alcoo­lismo.Em 1964 uma Comissão de Peritos da OMS introduziu “depen­dência” em substituição a adicção e hábito10. O termo pode ser usado de maneira genérica em relação a todas as drogas psicoativas (depen­dência de drogas, dependência química, dependência do uso de subs­tância), ou referir-se especificamente a uma droga em particular ou a uma classe de drogas (p.ex., dependência de álcool, dependência de opióide). Embora a CID-10 descreva dependência em termos aplicá­veis a todas as classes de drogas, há diferenças entre os sintomas de dependência característicos das diferentes drogas.De forma não qualificada, dependência refere-se a ambos os elementos físicos e psicológicos. A dependência psicológica ou psíquica refere-se à vivência de controle prejudicado sobre o beber ou o uso da droga (veja craving, compulsão), ao passo que a depen­dência fisiológica ou física refere-se à tolerância e aos sintomas de abstinência (veja também neuro-adaptação). Em discussões de orien­tação biológica, dependência é freqüentemente usada com referência à dependência física apenas.Ainda no contexto psicofarmacológico, emprega-se também dependência ou dependência física num sentido mais limitado para referir-se exclusivamente ao desenvolvimento de sintomas de absti­nência que seguem uma interrupção do uso de droga. Neste sentido restrito, a dependência cruzada é vista como complementar a tole­rância cruzada, e ambas definições referem-se somente à sintomato­logia física (neuroadaptação). de cocaínaUm alcalóide obtido das folhas de coca (Erythroxylon coca) ou sintetizado a partir da ecgonina ou de seus derivados. O hidrocloreto de cocaína era comumente usado como anestésico local em odonto­logia, oftalmologia e cirurgias de ouvido, nariz e garganta, dada a sua forte ação vasoconstritora que ajuda a reduzir as hemorragias locais.A cocaína é um poderoso estimulante do sistema nervoso central, usado sem indicação terapêutica para produzir euforia ou “ligação”; o uso repetido produz dependência. A cocaína ou “coca” é geralmente vendida como cristais brancos e translúcidos, ou em pó (“farinha” ou “pó”), freqüentemente adulterada com açúcares ou anestésicos locais. O pó é aspirado (“cheirado” ou “cafungado”) e produz efeitos imediatos (entre 1 a 3 minutos de latência) que duram em torno de 30 minutos.A cocaína pode ser ingerida oralmente, geralmente com álcool; os usuários de opióides e cocaína combinados geralmente os injetam por via intravenosa. Alguns elementos alcalinos (freebase) são utilizados para aumentar a potência da cocaína pela extração do alcalóide puro através da inalação dos vapores em cigarros ou narguilé (cachimbo de água). Uma solução aquosa de sal de cocaína é misturada com um álcali (como bicarbonato de sódio) e o extrato é obtido através de um solvente orgânico como o éter ou o hexano. O procedimento é peri­goso uma vez que a mistura é explosiva e altamente inflamável. Um procedimento mais simplificado que evita o uso de solventes orgânicos consiste em aquecer o sal de cocaína com bicarbonato de sódio; isto produz o crack.O crack ou “pedra” é uma cocaína alcaloidal (básica), um composto amorfo que pode conter cristais de cloreto de sódio. É um composto de coloração bege. Crack refere-se ao som de estalido provo­cado quando o composto é aquecido. Um efeito intenso ocorre de 4 a 6 segundos após a inalação do crack. Um sentimento de exaltação e de desaparecimento de ansiedade é vivenciado, junto com um exagerado sentimento de confiança e auto-estima. Há também uma perturbação do juízo crítico e o usuário tende a cometer atos irresponsáveis, ilegais ou perigosos, sem se preocupar com as conseqüências.A fala fica acelerada e pode se tornar desconexa e incoerente. Os efeitos agradáveis terminam em torno de 5 a 7 minutos, depois do que o humor rapidamente muda para depressão e o consumidor é compelido a repetir o processo de forma a recuperar a euforia do ápice. A superdose parece ser mais freqüente com o crack que com outras formas de cocaína.A interrupção do uso contínuo de cocaína é geralmente seguida por uma crise que pode ser vista como uma síndrome de abstinência, na qual a exaltação dá lugar à apreensão, depressão profunda, sono­lência e inércia.Podem ocorrer reações tóxicas agudas tanto no consumidor de cocaína principiante quanto no inveterado. Essas reações incluem delirium semelhante ao pânico, hiperpirexia, hipertensão (algumas vezes com hemorragia subdural ou subaracnóide), arritmias cardí­acas, infarto do miocárdio, colapso cardiovascular, convulsões, estado de mal epiléptico e morte. Outras seqüelas neuropsiquiátricas incluem uma síndrome psicótica com delírios paranóides, alucinações visuais e auditivas e idéias de auto-referência. “Luzes na neve” (snow lights) é o termo usado para descrever alucinações ou ilusões que lembram o brilho do sol nos cristais de neve. Foram descritos efeitos terato­gênicos, incluindo anormalidades do trato urinário e deformidade dos membros. Os transtornos por uso de cocaína estão entre os trans­tornos por uso de substâncias psicoativas incluídas na CID-10 (classificadas em F14).. Obteve compreensão do público e o apoio da bem comportada Angélica, que pôs de lado rixas temporárias para reatar com o rapaz em apuros. Outro artista, Gabriel Vilella, um dos mais consagrados diretores teatrais do País, expôs também sua batalha contra a dependência. As declarações do ministro, do galã e do diretor mostraram que já é possível um discurso sobre droga que não seja o da condenação sumária. Manifestar uma opinião tolerante, ainda que sobre casos específicos, ou revelar envolvimento já não contêm o risco imediato de maldição. É evidente que o assunto está rompendo a casca do tabu. E isso abre caminho para muitos progressos. "No Brasil, os usuários de maconha deveriam ter tratamento educacional, e não ser mandados para a prisão", disse o ministro da Justiça, que admira legislações como a holandesa e a suíça, que permitem o uso e a venda de pequenas quantidades de drogasDrogas consideradas leves.

O Brasil ainda não é a Holanda, mas uma nova atitude está empurrando o tema para fora do território paralisante da moral e da repressão. "A questão das drogas é muito mais um problema de saúde pública do que de polícia. É como na Aids: a prevenção e a educação são cruciais para se enfrentar o problema", afirma o ministro José Serra, da Saúde. "Nos EUA a política repressora adotada há quase duas décadas não acabou com o problema das drogas." No Brasil, a julgar pelo consumo, a repressão também é um fracasso. O Ministério da Justiça registrou, em 1997, 49.775 ocorrências policiais de tráfico ou consumo. Esse número subiu em 1998 para 53.569 ocorrências. Segundo a última pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid), de 1997, 25% dos estudantes de primeiro e segundo graus das escolas públicas de dez capitais já provaram, pelo menos uma vez, alguma substânciaVeja droga psicoativa. ilícita. A maconha e a cocaína, na comparação com a pesquisa de 1993, se tornaram mais populares (leia gráfico acima). O Ministério da Saúde informa que as internações por uso de droga dobraram de 1997 para 1998. Nos Estados Unidos, a postura de tolerânciaUma diminuição de resposta a uma dose de determinada subs­tância que ocorre com o uso continuado da mesma. No consumidor freqüente ou de grandes quantidades de bebidas alcoólicas (ou de outras drogas), por exemplo, são necessárias doses mais elevadas de álcool para alcançar os efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas. Tanto fatores psicológicos como psicossociais podem contribuir para o desenvolvimento da tolerância, que pode ser física, comportamental ou psicológica. Com respeito aos fatores fisiológicos, pode desenvolver-se tanto a tolerância metabólica como a funcional, isoladas ou conjuntamente. Aumentando-se a taxa de metabolismo da substância, o organismo pode ser capaz de eliminar a substância mais rapidamente. A tolerância funcional é definida pela diminuição da sensibilidade do sistema nervoso central à substância. A tolerância comportamental é uma mudança no efeito da droga como resultado de aprendizado ou de alterações ambientais. A tolerância aguda é uma acomodação rápida, temporária, ao efeito de uma substância após uma única dose. A tolerância reversa, também conhecida como sensibilização, refere-se a uma condição na qual a resposta a uma substância aumenta com o uso repetido.A tolerância é um dos critérios para a síndrome de depen­dência. zero - que aumentou dez vezes o número de presos por droga entre 1980 e 1996 - conseguiu baixar o consumo, mas o combate provocou tantas injustiças que se tornou um trauma social e está sendo posto em xeque. A recente polêmica em torno das experiências juvenis do candidato republicano George W. Bush com cocaína revela a desigualdade: negros e latinos respondem a esse tipo de questão na cadeia.

No Brasil, os pobres são ainda mais desprotegidos diante da repressão. "Um filho de fazendeiro flagrado com 700 gramas de maconha é considerado usuário ao alegar que é para seu uso pessoal. Se um moleque é pego com duas trouxinhas na favela, já entra como traficante", compara o deputado estadual Hélio Luz (PT- RJ). O fracasso dessa política e a consequente expansão do consumo expõem a população, sobretudo os jovens, ao risco da dependência. "Drogas como cocaína e crackVeja cocaína. não apenas lesam seriamente a saúde do usuário como podem alterar seus valores", diz Arthur Guerra, psiquiatra e coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de ÁlcoolNa terminologia química, os álcoois constituem um nume­roso grupo de compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos que contém um ou mais grupos hidroxila (-OH). O etanol (ou álcool etílico, C2H5OH) é um dos membros dessa classe de compostos, e é o principal ingrediente psicoativo das bebidas alcoólicas. Por extensão, o termo “álcool” também é usado para referir-se a bebidas alcoólicas.O etanol resulta da fermentação de açúcar produzida por lêvedos. Em condições normais, as bebidas produzidas por fermentação têm uma concentração de álcool que não ultrapassa 14%. Na produção de álcoois por destilação, ferve-se uma mistura fermentada e o etanol que se evapora é recolhido como um condensado quase puro. Além do seu uso para consumo humano, o etanol é também usado como combustível, como solvente e na manufatura química (veja álcool impróprio para o consumo humano).O álcool absoluto (etanol anidro) é o etanol contendo não mais do que 1% de água por massa. Nas estatísticas sobre produção ou consumo de álcool, o álcool absoluto refere-se ao conteúdo de álcool (como 100% de etanol) das bebidas alcoólicas.Do ponto de vista químico, o metanol (CH3OH), também conhecido como álcool metílico e álcool de madeira (ou de amido), é o mais simples dos álcoois. É usado como um solvente industrial e também como um adulterador para desnaturar o etanol e torná-lo impróprio para o consumo (bebidas metiladas). O metanol é altamente tóxico; dependendo da quantidade consu­mida, pode produzir turvação da visão, cegueira, coma e morte.Outros álcoois impróprios para o consumo, com efeitos poten­cialmente nocivos, são consumidos ocasionalmente, como, p.ex., o isopropanol (álcool isopropílico, freqüente em desinfetantes) e etilenoglicol (usado como anticongelante em automóveis).O álcool é um sedativo/hipnótico com efeitos semelhantes aos dos barbitúricos. Além dos efeitos sociais do uso, a intoxi­cação pelo álcool pode resultar em envenenamento e até morte; o uso excessivo e prolongado pode resultar em dependência ou numa ampla variedade de transtornos mentais orgânicos e físicos.Os transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool (F10) são classificados como transtornos decor­rentes do uso de substância psicoativa na CID-10 (F10-F19).Veja também:cardiopatia alcoólica; cirrose alcoólica; dano cerebral associado ao álcool; delirium; encefalopatia de Wernicke; escorbuto; fígado gorduroso alcólico; gastrite alcoólica; hepatite alcoólica; miopatia relacionada com álcool ou drogas; neuro­patia periférica; pancreatite alcoólica; pelagra; pseudo-síndrome de Cushing; síndrome amnésica induzida por álcool ou droga; síndrome de deficiência de tiamina; síndrome fetal alcoólica. e Droga (Grea), do Hospital das Clínicas de São Paulo, que atende 500 casos por mês.

Mal menor - A devastação provocada pela cocaína e pelo crack - consumido por 27% das crianças de rua de São Paulo, segundo a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social - está dando novos rumos à política de prevenção. Ela se sustenta na diferenciação dos danos de cada substância. "Algumas drogas são mais maléficas do que as outras", avalia o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Marco Vinicio Petrelluzzi. "O crack tem um potencial muito grande de levar a pessoa para o crime. Pode ser mais chique apreender cocaína, mas é mais eficiente prender traficante de crack. Assim, obrigo o traficante a trabalhar com uma droga menos nociva", afirma. "Já roubei dinheiro do meu pai para comprar cocaína. Se não tivesse dinheiro, teria me prostituído", diz L., 21 anos, internada há cinco meses em uma clínica de desintoxicaçãoO processo pelo qual um indivíduo é afastado dos efeitos de uma substância psicoativa.Como um procedimento clínico, é o processo de afastamento da substância realizado de maneira segura e efetiva, de tal forma que os sintomas da abstinência são minimizados. O serviço no qual esse processo se dá é denominado de unidade ou centro de desintoxi­cação.Tipicamente, o indivíduo está clinicamente intoxicado ou já em abstinência no início da desintoxicação. A desintoxicação pode ou não envolver o uso de medicamentos. Quando os usa, o medicamento em geral é uma droga que apresenta tolerância cruzada e dependência cruzada em relação à(s) substância(s) usada(s) pelo paciente. A dose é calculada para aliviar a síndrome de abstinência sem induzir intoxicação e é gradualmente diminuída à medida que o paciente se recupera.A desintoxicação como um procedimento clínico implica que o indivíduo seja supervisionado até recuperar-se completamente da into­xicação ou da síndrome de abstinência física. O termo “autodesintoxi­cação” é usado algumas vezes para denotar a recuperação não assis­tida de um episódio de intoxicação ou de sintomas da abstinência. em Londrina (PR).

Pessoas como L., que têm acesso a uma ajuda profissional, são tratadas hoje com uma combinação de psicoterapia e medicação. Trabalha-se assim nas 12 unidades da clínica de desintoxicação Vila Serena, espalhadas pelo País, com cerca de 120 dependentes. "É preciso entender os motivos de cada um e mudar sua percepção de que o mundo é uma droga", explica John Burns, o diretor da clínica. Para ele, o maior desafio da recuperaçãoA manutenção de qualquer forma de abstinência de álcool e/ou de drogas. O termo é particularmente associado com os grupos de ajuda mútua; entre os Alcóolicos Anônimos (AA) e outros grupos dos doze passos refere-se ao processo de atingir e manter a sobrie­dade. Posto que a recuperação é vista como um processo que dura toda a vida, um membro do AA é sempre visto internamente como um alcoólico “em recuperação”, embora o termo alcoólico “recuperado” possa ser usado fora do grupo. está em devolver o dependente ao convívio social. Por isso, acredita que os tratamentos que não isolam o dependente são mais eficientes. O compositor Lobão, que foi preso por porte de cocaína e hoje é abstêmio, recorda: "Nunca cheirei tanto quanto na época que saí da cadeia." Numa clínica as chances de recuperação giram em torno de 35%. Programas de empresas que tratam sem tirar do trabalho elevam as chances para 60%. Walter Fanganiello Maierovitch, secretário nacional Anti-drogas, tem uma contribuição nesse sentido. "Temos um plano para tratar os dependentes em suas casas. Os profissionais de saúde não sabem lidar com a dependência, mas vamos acabar com isso", garante Maierovitch.

A maioria das famílias também é mal informada. O psiquiatra Arthur Guerra relata: "Tem mãe que liga desesperada por ter achado um baseadoUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. na calça do filho e tem mãe que demora anos para perceber a dependência de um menino que está pedindo socorro." Para ele, tanto o exagero quanto a omissão são prejudiciais. "Nem sempre um baseadoUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. é caso de consulta médica." O aumento da informação circulante tem reduzido o pânico diante da maconha, uma substância que, embora ilícita, não ameaça a vida. "A única possibilidade de você morrer de overdose(em inglês.: overdose)O uso de qualquer droga em quantidade suficiente para provocar efeitos indesejáveis físicos e mentais mais ou menos imediatos. A superdosagem deliberada é um meio comum de suicídio ou de tentativa de suicídio. Em números absolutos, as superdosagens de drogas lícitas são geralmente mais comuns do que as de drogas ilícitas. A superdose pode provocar efeitos transitórios, duradouros ou a morte; a dose letal de uma droga em particular varia com o indivíduo e com as circunstâncias.Veja também:intoxicação; envenenamento por álcool ou droga de maconha é cair um pacote de 20 quilos na sua cabeça", ironiza o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ). Felizmente, em algumas famílias, drogas é assunto na mesa de jantar. Foi assim que o escritor Dau Bastos, autor do recém-lançado O fino da erva, conduziu o assunto com o filho, João, 20 anos, estudante de Letras. Sempre conversei com meu filho e, se eu o pegasse fumando um baseado, pediria para ele se informar."

Confiança - Os registros do Grupo de Apoio e Proteção à Escola (Gape), da Polícia Civil de São Paulo, mostram que, no ano passado, 41 estudantes de todos os níveis sociais envolveram-se com drogas. Só nos primeiros seis meses deste ano, 35 casos foram identificados. Muitos pais e professores pedem mais policiamento, mas amadureceu entre os educadores a defesa da relação de confiança entre o adulto e o adolescente, como a melhor proteção. O laboratório toxicológico Maxilab, em São Paulo, lançou um programa de prevenção que inclui testes de urina, sangue e cabelo sem aviso prévio. A reação foi negativa. "Entre ser flagrado e evitar a escola, o jovem escolheria o mais fácil. Ele se afastaria e aí teria perdido um canal de ajuda", diz a pedagoga Mirza Macedo, do colégio Augusto Laranja. "Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo", diz o secretário Maierovitch. "Queremos um plano que não provoque rejeição e para isso vamos ouvir a sociedade."

Os brasileiros querem discutir. Num debate promovido no Teatro Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, na segunda-feira 23, com o título de "A cannabis e seus usos", os participantes defenderam mudanças na legislação. Por não determinar a quantidade de droga que distingue o consumidor do vendedor, a lei expõe um usuário ao risco de ser condenado a até 15 anos de detenção, pena máxima para tráfico. Por isso, o advogado Alexandre Dumas comemora duas decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça. A primeira, de abril deste ano, beneficiou um réu condenado a quatro anos de prisão por tráfico de drogas. A pena foi convertida em trabalhos comunitários. "É uma decisão libertária, pois os condenados a menos de quatro anos muitas vezes são usuários e não traficantes", diz Dumas. A jurisprudência põe em dia um atraso legal que distorce a realidade.

Outro avanço na mentalidade brasileira é a noção de que o perigo não mora apenas nas substâncias proibidas. No Brasil, o álcool é responsável por mais de 90% das internações hospitalares por dependência, além de aparecer em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas. Hoje se vê melhor que o consumo de drogas é um dos sintomas

de uma doença social mais profunda. "O consumo da sociedade atual tem uma função psicótica. Shopping e cartão de crédito também são drogas", denuncia Lobão. O psicanalista francês Charles Melman, que fez uma palestra no Rio, há duas semanas, sobre o adolescente e as drogas, comenta a atração que elas exercem: "As drogas permitem uma suspensão temporária da existência. É como se houvesse um meio de apagar as luzes por um breve momento. É como se as drogas fossem um medicamento da existência, pois sabemos que a existência é, em geral, difícil e conflituosa." Diante da angústia, muitos indivíduos se drogam. Diante da droga, muitas sociedades preferem elegê-la como bode expiatório a pôr o dedo em seus verdadeiros problemas. Isso está mudando.

Colaboraram: Mário Simas Filho e Rita Moraes (SP) e Eduardo Hollanda (DF)

O método de descartes

Três livros sobre maconha foram lançados recentemente no País. O mais inusitado deles é Descartes e a maconha (editora Pazulin), escrito pelo filósofo francês Frédéric Pagès, que realizou uma pesquisa sobre o que fez o famoso filósofo francês durante os 21 anos em que morou nos Países Baixos, no século XVII. Na Holanda, Pagès visitou a casa de Descartes, hoje um museu, garimpou as correspondências do filósofo e estudou sua história. Tudo isso para sugerir que boa parte do brilhante pensamento cartesiano, inclusive sua consagrada obra O discurso do método, foi burilada sob o efeito inspirador do haxixeVeja cânabis.. Ou seja, como milhares de franceses fazem hoje em dia, Descartes foi para a Holanda fumar maconha.

O grande livro da cannabis (Jorge Zahar Editor), do americano Rowan Robinson, é uma obra mais documental. Apresenta uma compilação histórica dos usos industriais, medicinais e ambientais do cânhamo - a planta da maconha. O autor ressalta a diversidade de uso da planta - matéria-prima para remédios, tecidos, papel, óleo lubrificante, tinta e material para construção - e conta a popularidade da planta nos Estados Unidos no começo do século. Para se ter uma idéia, George Washington e Thomas Jefferson, os dois primeiros presidentes americanos, eram plantadores de cannabis. A primeira versão da carta de independência dos Estados Unidos, inclusive, foi escrita em papel de cânhamo. O livro também relata a transformação do cânhamo na maldita marijuana(marihuana)Veja cânabis.. Devido a um lobby da indústria petroquímica e têxtil, que queria evitar a concorrência com os plantadores de cânhamo, o movimento proibicionista se fortaleceu e conseguiu mudar a legislação americana sobre o cultivo da planta.

Único título brasileiro, O fino da erva (Editora Garamond), do escritor Dau Bastos, é uma espécie de guia para pais, filhos, professores e usuários da maconha. "É importante que se aumente a literatura sobre o assunto para combater a hipocrisia que domina a sociedade. A verdade é que quase todo mundo fuma, mas ninguém assume", afirma o editor Ari Roitman. Intercalando capítulos sobre os efeitos da droga e o universo dos usuários com trechos ficcionais, o livro busca diferenciar a erva das outras drogas e defende sua legalizaçãoMedidas legais que tornam legal um comportamento, um produto ou uma condição previamente considerados como crime.Veja também:descriminalização.. "É a única forma de acabar com o tráfico e com a violência decorrente dele", diz o escritor Bastos.

Recair não é o fim

Segundo o psiquiatra americano Alan Marlatt, em vez de encarar uma recaídaO retorno ao uso de bebida ou de outra droga após um período de abstinência, freqüentemente acompanhado pela reinstalação de sintomas de dependência. Alguns autores fazem distinção entre recaída e deslize, este último denotando uma ocasião isolada do uso de álcool ou droga. como o fim do mundo, o paciente deve enxergá-la como um erro que pode ser reparado. Professor de Psicologia Clínica da Universidade de Washington e diretor do Centro de Pesquisas em Comportamento Aditivo, em Seattle, Marlatt veio ao Brasil para participar do 13º Congresso Brasileiro de Alcoolismo e Outras Dependências, realizado em agosto, no Rio de Janeiro, e lançar a edição brasileira de seu livro Redução de danosNo contexto de álcool ou outras drogas, refere-se a políticas ou programas que enfocam diretamente a redução dos danos resultantes do uso do álcool ou de drogas. O termo é usado particularmente em políticas ou programas que buscam reduzir os danos sem necessa­riamente afetar o uso subjacente da droga; como exemplos podem-se citar a troca de agulhas/seringas para evitar a partilha de agulhas entre usuários de heroína e a inclusão de bolsas de ar auto-infláveis em automóveis para reduzir os danos em acidentes (especialmente como resultado de dirigir alcoolizado). As estratégias de redução de danos,portanto, abrangem um espectro mais amplo do que a simples dicotomia redução da oferta/redução da procura.Sinonímia: minimização de danos. (Ed. Artmed), em que defende uma abordagem mais humanista e pragmática em relação ao usuário de drogas.

ISTOÉ - O sr. recomenda ver a recaída como um desafio e não como um fracasso. O que quer dizer com isso?
Alan Marlatt -
O que devemos aprender é como não repetir o erro. É preciso identificar e evitar as situações de risco, sentimentos desagradáveis que costumam levar às recaídas: estados emocionais negativos, como raiva, ansiedadeAnsiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração etc., depressão, tédio.

ISTOÉ - É necessário mudar de grupo social para deixar as drogas?
Marlatt -
Às vezes sim, porque a pressão social produz cerca de 20% das recaídas. As pessoas sentem vontade só pelo fato de ver as outras pessoas usando uma substância. Mas a maioria não precisa de programas para deixar de usar drogas.

ISTOÉ - É verdade que é tão difícil abandonar o tabacoQualquer preparação das folhas da Nicotiana tabacum, uma planta nativa da América, Seu principal ingrediente psicoativo é a nico­tina.Veja também:nicotina; fumar passivo. quanto a heroínaVeja opióide.?
Marlatt -
As taxas de recaída são muito parecidas no caso do tabaco, da heroína e também do álcool. Apenas cerca de 15% das pessoas que tentam conseguem se manter abstêmias após 12 meses. O período mais crítico são os três primeiros meses. Há uma média de cinco tentativas até que se consiga parar, e só um quinto das pessoas consegue deixar o vício na primeira tentativa.

ISTOÉ - Mas isso não funciona para quem é dependente.
Marlatt -
Não, quem é dependente não sabe moderar. Precisa de programas de desintoxicação. Mas nem todos estão preparados para isso. É o caso do cantor Kurt Cobain. Ele não quis se tratar e não estava pronto para deixar a heroína. Sua mulher e os amigos tentaram levá-lo a um centro de recuperação em Los Angeles, mas ele voltou a Seattle e se matou. Poderia ter recorrido a um programa de redução de danos, com remédios como a metadonaUma droga opiácea sintética usada na terapia de manutenção dos dependentes de opióides. Tem uma longa semivida e pode ser administrada oralmente uma vez ao dia, sob supervisão terapêutica.Veja também:opióide; terapia de manutenção..

ISTOÉ - Como são esses programas?
Marlatt - São procedimentos como usar agulhas descartáveis, no caso de drogas injetáveis, ou usar chicletes ou adesivos com nicotinaUm alcalóide que é a principal substância psicoativa do tabaco. Tem efeitos tanto estimulantes quanto relaxantes. Produz um efeito de alerta no eletroencefalograma e, em alguns indivíduos, um aumento na capacidade de focalização da atenção. Em outros, reduz a ansie­dade e a irritabilidade.A nicotina é utilizada sob forma de inalação da fumaça do tabaco ou como “tabaco sem fumaça” (tabaco de mascar), rapé ou goma de mascar com nicotina. Cada tragada de fumaça de tabaco inalada contém nicotina que é rapidamente absorvida através dos pulmões e chega ao cérebro em segundos. A nicotina provoca uma tolerância e uma dependência consideráveis. Devido ao seu rápido metabolismo, os níveis cerebrais de nicotina caem rapidamente e o fumante sente um desejo intenso (craving) de mais um cigarro, 30-45 minutos depois de fumar o último.No usuário de nicotina que se tornou fisicamente dependente, desenvolve-se uma síndrome de abstinência depois de algumas horas da última dose: necessidade imperiosa (craving) de fumar, irri­tabilidade, ansiedade, raiva, dificuldade de concentração, aumento do apetite, diminuição da freqüência cardíaca e, por vezes, dor de cabeça e perturbações do sono. O desejo intenso tem seu pico em 24 horas e declina ao longo de várias semanas, apesar de poder ser evocado por estímulos associados a hábitos de fumar anteriores.O tabaco contém várias outras substâncias além da nicotina. O uso prolongado do tabaco pode resultar em câncer do pulmão, cabeça ou pescoço, em doenças cardíacas, em bronquite crônica, em enfi­sema e em outros transtornos físicos.A dependência de nicotina (F17.2) está classificada na CID-10 como um transtorno por uso do tabaco em transtorno por uso de substância psicoativa.. A abstinênciaA abstenção do uso de droga ou (particularmente) de bebidas alcoólicas, por questão de princípio ou por outras razões.Quem pratica a abstinência de álcool é chamado de “abstêmio” ou “abstêmio total”. A expressão “atualmente abstinente”, freqüentementeempregada em inquéritos populacionais, geralmente define uma pessoa que não ingeriu bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses; esta definição não coincide necessariamente com a descrição que o próprio indivíduo faz de si como um abstêmio.O termo “abstinência” não deve ser confundido com “síndrome de abstinência” ( Deve-se, no entanto, diferenciar “abstêmio” (pessoa que não bebe ou não usa drogas) de “abstinente” (pessoa que presentemente não está bebendo, que não está usando drogas).Veja também: sobriedade; temperança. é o objetivo ideal. A redução de danos é uma abordagem pragmática e humanitária. Já que as pessoas usam drogas, o que fazer para reduzir os riscos à sua vida e à sociedade? Nós enfrentamos uma grande resistência da Casa Branca, que tem uma abordagem moralista do assunto - a tal tolerância zero. O governo americano encara isso como uma posição pró-legalização das drogas, o que é falso.

Autores:

Isto é - Nº 1562 BRUNO WEIS E CLARISSE MEIRELES
MARLATT & GORDON. Prevenção da RecaídaUm conjunto de procedimentos terapêuticos empregados para ajudar indivíduos com problemas relacionados ao álcool ou a outra droga a evitarem ou enfrentarem uma recaída ou deslize. Os proce­dimentos podem ser usados em combinação com outros tratamentos e abordagens terapêuticas, desde que baseados na moderação e na abstinência. Através desta técnica é possível ensinar ao paciente estratégias de enfrentamento para evitar situações consideradas como perigosos precipitantes de recaída e, através de repetição mental e de outras técnicas, a minimizar o uso da substância uma vez que um deslize tenha ocorrido.. Porto Alegre: Editora Artes Médicas, 1993. Tradução do inglês.


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GUERRA ÀS DROGAS LONGE DO FIM NO RIO

Guerra às drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. longe do fim no Rio Milton Corrêa da Costa Objetivando repensar políticas de repressão ao comércio e ao uso de drogasDrogas ilícitas e discutir a estratégia da chamada “guerra às drogas” – não se satisfazem mais com tal doutrina – profissionais de segurança pública de 17 países, entre eles algumas autoridades que inovaram na política sobre drogas, reuniram-se dias atrás, no Rio de Janeiro, à convite da Coordenadoria de Polícia Pacificadora da PMERJ, em parceria com a ONG Viva Rio. Ao final do encontro divulgaram um documento em que enfatizaram a importância do projeto das UPPs, como merecedora da atenção da comunidade internacional, num trabalho positivo de policiamento de proximidade, que reconquista territórios, abre o caminho para a inclusão social e urbanização, além da real possibilidade de redução dos danos causados pelo uso de drogas lícitas e ilícitas. No encontro, foram apresentadas experiências de diferentes países, principalmente com relação à descriminalizaçãoA anulação de leis ou regulamentações que definem como criminoso um comportamento, produto ou condição. O termo é usado tanto em relação às drogas ilícitas e aos delitos de embriaguez em via pública (veja intoxicação). Algumas vezes é também aplicado para a redução da gravidade de um crime ou de penalidades dele resultantes, como quando a posse de maconha é reduzida de um crime que leva à prisão para uma infração que pode ser penalizada com uma adver­tência ou multa. Assim, a descriminalização é freqüentemente distin­guida da legalização, que envolve a completa anulação de qualquer implicação delituosa, freqüentemente acompanhada de um esforço governamental para controlar ou influenciar o mercado do comporta­mento ou produto afetado.Veja também:controle de drogas; controle do álcool. de drogas e políticas de redução de danosNo contexto de álcool ou outras drogas, refere-se a políticas ou programas que enfocam diretamente a redução dos danos resultantes do uso do álcool ou de drogas. O termo é usado particularmente em políticas ou programas que buscam reduzir os danos sem necessa­riamente afetar o uso subjacente da droga; como exemplos podem-se citar a troca de agulhas/seringas para evitar a partilha de agulhas entre usuários de heroína e a inclusão de bolsas de ar auto-infláveis em automóveis para reduzir os danos em acidentes (especialmente como resultado de dirigir alcoolizado). As estratégias de redução de danos,portanto, abrangem um espectro mais amplo do que a simples dicotomia redução da oferta/redução da procura.Sinonímia: minimização de danos., além de outras experiências, como o uso da maconhaUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. para fins medicinais como ocorre em 17 estados americanos. A troca de experiências foi importante, não há dúvida. No que tange à descriminalização e legalizaçãoMedidas legais que tornam legal um comportamento, um produto ou uma condição previamente considerados como crime.Veja também:descriminalização. de drogas, vai inclusive ao encontro ao discurso da chamada “corrente progressista” encabeçada no país pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O postulado central de tal militância baseia-se na certeza de que a guerra contra as drogas foi perdida no mundo. É mais danosa que o consumo e fortalece o enfrentamento violento e sangrento, num círculo vicioso sem fim, comentam. No entanto, quando o assunto é drogas, não há verdades absolutas e acabadas. Se a política de repressão não deu tão certo, qual é a garantia que uma política permissiva dará? Por enquanto, a guerra às drogas no Rio prosseguirá, ainda que enxugando gelo. Milhares de pessoas continuam subjugadas, em comunidades menos favorecidas, à opressão e ao terror do tráfico. Isso é fato real. Não há efetivo policial para implantar UPPs em todos os morros e favelas e nossas fronteiras continuam vulneráveis à entrada de armas e drogas. Também não há certeza que com a legalização de drogas bandidos deporão seus arsenais. A criminalidade do Rio é atípica. Na prática, portanto, nem sempre a experiência policial comparada prevalece. As única certeza irrefutável é que drogas não agregam valores sociais positivos e destroem seres humanos e seus familiares. Melhor que descriminalizar é prevenir. O ‘mundo colorido’ das drogas é falso. (Milton Corrêa da Costa é coronel da PM do Rio na reserva)

sobre organização de unidade terapeuticas

ola bom dia , trabalho com familia , dep quimica a mais de 15 anos

grupo de amor exigente, e surgiu um area , oferecida por uma grande empresa para uma fazenda de recuperação , gostaria de saber mais  informaçõe

agradeco clovis leivas saldanha , são gabriel rgsul

Oi, as drogas,já tem nome é

Oi, as drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos.,já tem nome é uma droga,a qual está desgraçando a vida de muitas famílias que tem usuário de drogasDrogas,eu quero dizer a vcês que é esse o propósito de satanás,pois ele veio roubar, matar e destruir.e Deus veio pra dar vida e vida com abundancia.se afastem de pessoas que praticam o mal,poi elas tentará levar vcê pro mesmo caminho.tem pessoas que tem a vida desgraçada,ao invés de entregar seu coração à Deus,tentam desgraçar a vida de outras  pessoas ofereçendo drogas.Depois do primeiro trago,ou cheiro, a pessoa vicia.daí, então só Jesus pra libertar e repreender esse(mal) vício,porque o viciado(a)não tem forças,pra largar as drogas ,se você tem alguém nessa situação,ajude,inteceda,tenha fé.Deus a libertará.um grande abraço.Deus abençoe vcê e sua casa.

filho#maconha

meu filho fuma maconhaUm termo genérico usado para denotar os vários preparados da planta de maconha (cânhamo), Cannabis sativa. Isso inclui a folha de maconha ou diamba (com variada sinonímia de gíria), o cânhamo-da-índia ou haxixe (derivado da resina dos extremos floridos da planta) e o óleo de haxixe.Na Convenção Única de Narcóticos e Drogas de 1961, a maconha foi definida como “as extremidades floridas ou frutificadas da planta de cannabis (excluindo as sementes e as folhas sem aquelas extremidades) das quais a resina não foi extraída”, enquanto que a resina da cânabis é “a resina bruta ou purificada, extraída da planta da cannabis”. As definições são baseadas na terminologia tradicional indiana como ganja (= cânabis) e charas (= resina). Um terceiro termo indiano, o bhang se refere às folhas. O óleo de cânabis (óleo de haxixe, cânabis líquida ou haxixe líquido) é um concentrado de cânabis obtido pela extração geralmente através de um óleo vegetal.O termo marijuana é de origem mexicana. Originalmente um termo usado para o tabaco barato (ocasionalmente misturado com cânabis), tornou-se um termo genérico para as folhas de cânabis ou a cânabis em geral, em muitos países. O haxixe, inicialmente um termo utilizado para a cânabis nas áreas do Mediterrâneo oriental, é hoje utilizada para a resina da cânabis.A cânabis contém pelo menos 60 canabinóides, muitos dos quais biologicamente ativos. O componente mais ativo é o delta 9-tetrahidro­canabinol (THC), o qual pode ser detectado na urina várias semanas após seu uso (geralmente após ter sido fumado), bem como seus metabólitos.A intoxicação pela cânabis produz sensação de euforia, leveza dos membros e geralmente retração social. Prejudica a capacidade para dirigir veículos bem como para executar outras atividades complexas que requerem habilidade; prejudica a memória imediata, o nível de atenção, o tempo de reação, a capacidade de aprendizado, a coordenação motora, a percepção de profundidade, a visão peri­férica, a percepção do tempo (a pessoa geralmente tem a sensação de passagem mais lenta do tempo) e a detecção de sinais. Outros sinais de intoxicação podem incluir ansiedade excessiva, desconfiança ou idéias paranóides em alguns e euforia ou apatia em outros, juízo crítico prejudicado, irritação conjuntival, aumento de apetite, boca seca e taquicardia. A cânabis às vezes é consumida com álcool, o que aumenta os efeitos psicomotores.Há registros de que, em casos de esquizofrenia, o uso da cânabis pode precipitar recaídas. Estados de ansiedade e de pânico agudos, e estados delirantes foram também relatados na intoxicação por cânabis; estes geralmente regridem em alguns dias. Os canabinóides são às vezes usados terapeuticamente para glaucoma e para as náuseas em tratamentos quimioterápicos do câncer.Os transtornos por uso de canabinóides estão incluídos nos transtornos por uso de substância psicoativa na CID-10 (classifi­cados em F12)Sinonímia: ceruma; diamba; erva; fumo; liamba; maconha; suruma; marihuana; marijuana.Veja também:síndrome nolitiva. desde os 15 anos e está com 27 anos. já foi moto boy e agora GANHOU um táxi para trabalhar e está se recusando dizendo que tem medo de assalto. a cada dia ele diz uma coisa diferente, um dia diz que vai trabalhar outro já não quer. a cada dia sinto que está fumando mais. como devo proceder, levá-lo a um psiquiatra?tentar é claro.ele tem problemas com o pai, mas não consegue conversar com o pai.só fala comigo .Agora disse que vai passar duas semanas na casa de um tio que mora em bacaxá, longe de casa, mas não sei se vai mesmo . sugeri que ele levasse um calmante de 1mg para tentar não fumar. será que é por aí. me ajude por favor

Acabem com a guerra às drogas - AVAAZ

Olá amigos, peço que divulguem e assinem a manifestação do AVAAZ - Acabem com a guerra às drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos. - 'http://www.avaaz.org/po/end_the_war_on_drugs_la/'

Muito obrigado =)

Luta...

Sou mãe de um usuário de drogasUm termo de uso variado. Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou aumentar o bem estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopéia. Na linguagem comum, o termo se refere especificamente a drogas psicoativas e em geral ainda mais especificamente às drogas ilícitas, as quais têm um uso não médico além de qualquer uso médico. As classificações profissionais (por exemplo: “álcool e outras drogas”) normalmente procuram indicar que a cafeína, o tabaco, o álcool e outras substâncias de uso habi­tual não médico sejam também enquadradas como drogas, na medida em que elas são consumidas, pelo menos em parte, por seus efeitos psicoativos., ele tem 25 anos, sofre   transtorno de Boderline, aluta e o sofrimento é mútuo.Gostaria de saber o que há de atual medicamentos, tratamentos que possam nos ajudar.Ele já faz terapia,porém está resistindo aos medicamentos.Agradeço!Um sincero abraço!Aparecida

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Abstinência e dependência quimica

"Uma concepção errada que prevalece tanto na profissão médica como no público leigo é que o tratamento da dependência química invariavelmente fracassa.

Nada mais longe da verdade, o tratamento da abstinência é eficaz e seguro, embora a melhora seja variável...

...já é ponto pacífico que o melhor tratamento é uma combinação de terapias medicamentosas e psicossociais, aplicadas as duas em doses otimizadas" >> Continuar...


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