Vivemos numa sociedade onde os interesses pessoais se sobrepoem ao coletivo. Isso fica notorio quando o governo mesmo sabendo que 200.000 pessoas morrem anualmente pelo uso de drogas se dispoe a aprovar lei que impede a detencao de quem seja pego com grandes quantidades de drogas, afinal de que lado eles estao?
Sem falar ainda que quando se fala de vicios que mata fazem a populacao acreditarem que o problema se resume ao tabaco e as drogas. Por que ninguem fala do alcool que mata em nosso pais 2,5 milhoes de pessoas?
Por que os meios de comunicacao nao se falam do poder da cura da Ibogaina? Por que as autoridades nao disponibilizam Ibogaina para os que dela necessita?
O tratamento da dependência química é complexo e difícil.
Exige um enorme esforço por parte do dependente químico e da sua família. Como as opções públicas de tratamento da dependência química são lamentáveis, quase sempre é preciso pagar por internações em clínicas especializadas e não raro todo o tratamento pode custar mais de R$ 20.000,00, incluindo remédios, internações, etc… De vez em quando “novas” descobertas no tratamento da dependência química prometem revolucionar a forma como isso é feito. A Iboga é uma dessas esperanças, uma planta de cuja casca da raiz pode ser obtida a ibogaína.
A iboga é um arbusto com uma raiz subterrânea que chega a atingir 1,50m de altura e é composto de várias espécies. A que mais tem interessado no tratamento da dependência química é Tabernanthe iboga, encontrada nos Camarões, Gabão, República Central Africana, Congo, República Democrática do Congo, Angola e Guiné Equatorial. Algumas espécies animais, entre as quais os mandris e os javalis, alimentam-se das raízes da iboga para conseguir efeitos entorpecentes. Imagina-se que os pigmeus descobriram a eboka (iboga) observando o comportamento desses animais. Até hoje, estas populações utilizam a iboga em seus ritos.
INTERNAÇÃO INVOLUNTÁRIA EM PSIQUIATRIA: LEGISLAÇÃO E LEGITIMIDADE, CONTEXTO E AÇÃO
Mauro Gomes Aranha de Lima
O tema em contexto
O tema (espinhoso) que aqui ora se aborda refere-se a um procedimento médico (a internação psiquiátrica) ensejado contra a vontade daquele a quem pretende beneficiar, o paciente. Já a finalidade e motivação que me levam a escrevê-lo, assestam-se em duas dimensões contextuais: a dimensão que concerne às leis, resoluções, portarias, diretrizes e quaisquer outras normas, ou instruções, elaboradas nos últimos anos por organismos oficiais devida e legalmente constituídos no Brasil; e a dimensão de legitimidade das mesmas, balizada, necessariamente, por referências a um só tempo técnico-científicas e éticas.
RESUMO Este trabalho apresenta a possibilidade de reconhecimento dos programas de redução de danos como espaços de exercício da cidadania dos usuários de drogas. A autora tem dois objetivos principais: levar o leitor a perceber, através de um percurso histórico, a insuficiência dos tratamentos existentes em apontar saídas efetivas para o uso e abuso de drogas; apresentar os programas de redução de danos como uma alternativa a mais na abordagem do problema, que vem oferecer ao usuário um espaço de reconstrução do seu lugar de cidadão.
Objetivo: Identificar e rever os instrumentos que explorem a motivação como fator capaz de preedizer o resultado de tratamento da dependência de substâncias psicoativas e que vêm sendo utilizados na última década.
Neste artigo, trazemos à discussão uma proposta de abordagem ao uso de drogas (legais e ilegais) no local de trabalho. O relato da intervenção e das respectivas considerações partiu de uma assessoria prestada a uma empresa pública, de grande porte, que demandava um projeto terapêutico e preventivo para tratar do problema.
Resumo: O autor analisa, em uma perspectiva fenomenológico-existencial, as implicações da dependência de drogas no desenvolvimento de um self genuíno. Utiliza-se de dados da literatura universal, como alguns contos de fadas, para ilustrar tais implicações; e sugere conceitos da abordagem centrada na pessoa como meio ou instrumento terapêutico. O objetivo é apresentar subsídios para o clínico no contato com pacientes dependentes de drogas.
Unitermos - drogadição; self; contos de fadas; recursos terapêuticos
Nos casos em que outras medidas não se impõem pela gravidade dos sintomas, e respeitadas as condições de redução de riscos, a abordagem verbal deve ser sempre a primeira escolha com objetivo de colher informações, avaliar o estado mental e, nos casos indicados, será a única intervenção adotada.
Acredita-se que o estado motivacional de um organismo seja controlado, de modo importante, por processos reguladores homeostáticos básicos essenciais para a sobrevivência. O hipotálamo, por suas funções integrativas, parece ser uma estrutura ideal do centro de controle da motivação, assim como estruturas como o neocórtex e o sistema límbico. Um dos principais sistemas neuronais envolvidos no processamento de informação de recompensa é o sistema dopaminérgico.
Há muitas polêmicas como conseguir que um dependente de álcool e de outras drogas inicie um tratamento e como se deve conduzir este - com ou sem remédios, internados ou em ambulatório, tempo longo ou curto etc....
Sem buscar os detalhamentos consideramos que existem três fundamentos que devem ser seguidos para garantir uma eficácia na abordagem terapêutica: a vontade, o apoio e a mudança.
RESUMO: Várias são as características a serem consideradas na escolha de uma escala de avaliação: o objetivo e a utilidade clínica, o período de tempo que se pretende avaliar, a população-alvo, a existência de normas, o tipo de administração, o nível de treinamento necessário e o custo.
Este trabalho é uma continuidade da temática de dois outros aqui publicados anteriormente:
Drogadição: um jeito triste de viver (1994) e Drogadição: o tratamento na comunidade terapêutica (1995).
No presente texto o autor analisa aspectos psicossociais, clínicos e do tratamento da drogadição, com base em sua experiência profissional em uma comunidade terapêutica para dependentes de drogas
Unitermos: drogadição; trabalho terapêutico; crescimento interior
O objetivo deste estudo clínico foi observar sobre o consumo de doce para superar o craving em pacientes dependentes de cocaína-crack, voluntariamente internados em comunidade terapêutica do Instituto Bairral de Psiquiatria - Itapira, Estado de São Paulo.
Foram estabelecidos critérios de inclusão e exclusão para constituir a amostra e critérios na entrevista para a coleta de dados. Os dados foram analisados em freqüências absolutas e freqüências relativas.
A avaliação dos resultados dos tratamentos para dependência de drogas é fundamental, uma vez que há várias modalidades propostas e que a população de dependentes que busca tratamento é bastante heterogênea. Essa avaliação pode também ter objetivos diferentes conforme as características do local onde é realizada ou o projeto no qual se insere. Abordamos, aqui, apenas as escalas utilizadas na avaliação do benefício dos pacientes ao longo do tratamento. Existem escalas que foram criadas com esse objetivo e aquelas que foram adaptadas.
O consumo de substâncias psicoativas no Brasil avoluma-se a cada ano, constituindo um grave problema de saúde pública e exigindo a aplicação de recursos para minimizá-lo, sendo a prevenção a melhor estratégia para evitar determinado problema. Os esforços preventivos, porém, não devem restringir-se apenas à realização de análises toxicológicas para verificar o uso de drogas.
Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e medicamentos.
O(s) autor(es) dos artigos é indicado ao final de cada página.
As informações disponíveis nesta página possuem caráter educativo.
Ajuda e informações para tratamento de dependentes e familiares:
Abead - Associação de Estudos do Álcool e Outras Drogas - Rua Oscar Freire, 102 - 2º andar - Tel.: 3891-1207 - 3085-4815
Amor Exigente - Tel: (11) 5224-1776
Associação Promocional Oração e Trabalho - APOT - Tel: (19) 251-5511 ramal 26/ At: Padre Haroldo / Rua. Dr. João Quirino do Nascimento, 1601 - Campinas - SP
Central de AA - Tel: (11) 3315-9333 - Av. Senador Queiroz,101, 2º andar / São Paulo-SP
Central de Alanon - Tel: (11) 228-7425 e (11)222-2099
Central de NA - Tel: (11) 5594-5657
Central de Naranon - Tel: (11) 3311-7226 e 227-8983
Cebrid - Centro Brasileiro de Informações sobre drogas Psicotrópicas - Rua Botucatu, 862 - 1º andar - Tel.: 5539-0155 - 5576-4504
A interdição (total ou parcial) é um processo judicial onde uma pessoa é declarada incapaz. É nomeado um curador que irá agir em nome do curatelado, o curador também se responsabilizará por TODOS OS ATOS do curatelado.
Para garantir que o curatelado não seja prejudicado um juiz deveria reavaliar, em intervalos de 2 a 4 anos, a permanência das circunstâncias que levaram à interdição. Continuar lendo...